11 de jan. de 2010

ELEIÇÕES 2010

Dobradinha à vista?


Visita do Diretor Geral Joarez Jardim e da Secretária Jaqueline Cassol a Ponta do Abunã. (Legenda e foto: DETRAN)

DE TATUS E BOVINOS

Leio duas matérias e as relaciono com a nossa viagem. Uma que um policial da Polícia Rodoviária Federal abateu um boi a tiros, que apresentava perigo para os motoristas na BR-040, perto de Belo Horizonte. A Associação dos Amigos e Protetores dos Animais protestou. Na Revista Globo Rural, uma matéria sobre criação de tatus. Dizem que o casco e a carne tem valor econômico...
Na estrada, vimos dezenas de tatus mortos, especialmente no trecho onde há plantio de soja. Um verdadeiro "tatuícidio".

10 de jan. de 2010

TOLERÂNCIA ZERO

Fui ao centro da cidade resolver probleminhas domésticos - trocar o modem da internet, pagar contas e copiar algumas fotos da viagem  do modo digital para o (antigo) papel. Por uma questão de comodidade, estacionei o carro e fui fazer as coisas a pé. Minha paciência começou a volatilizar na operadora de telefonia. Fiquei mais de meia hora na frente do caixa, já que o tal 'sistema' caiu. A funcionária não podia receber em dinheiro e, muito menos, em cartão - o computador travou e não poderia baixar o modem do estoque, ou algo assim.
Depois fui a uma loja de fotografia, onde só havia duas atendentes. Aguardei a minha vez. A pessoa que foi atendida antes de mim logo foi embora e deve ter levado a vendedora com ela. Esperei mais alguns minutos e desisti. Só então vi um cartaz pregado na parede avisando que ali não recebiam pagamento em cartão de débito e de crédito. Só lamento por eles.
Estou fazendo uma campanha para que os comerciantes adotem a maquininha de cartões, é mais seguro para todos. Esta semana vi uma notícia informando que a partir de 2018 a Grã-Bretanha vai abolir os cheques. Bom exemplo. Em Ouro Preto, na feira de artesanato de Belo Horiizonte e até no "Jeca Tatu", um restaurante-museu, todos tinham maquininhas.

ORANDO PELA LUZ

O Patrick ganhou um computador do tio Fábio, com a recomendação que a máquina fosse levada a uma oficina especializada para reconfiguração. No dia marcado para buscarem o computador, a oficina não abriu. O Patrick, de férias, contava com uma opção de lazer, mas teve que adiar o momento. No dia seguinte acordou cedo e esperou a mãe para irem à oficina. Voltaram para casa, montaram o aparelho e na hora de ligá-lo... houve o apagão.
Por volta das 11 horas tivemos notícias que Patrick estava sentado na frente do computador, rezando para a energia fosse religada, o que só aconteceu algumas horas depois.

8 de jan. de 2010

APAGÃO - 2

Entendeu? Nem eu...

EXAME MÉDICO NA AULA DE DIREÇÃO

Dona Docarmo estava na aula de direção. Ela é técnica em enfermagem. O instrutor do curso, lá pela metade da aula, começou a dizer que estava sentindo dores no braço esquerdo e que isso poderia ser o início de um infarto:
- O que a senhora acha? Esses formigamentos, essa dor no peito...
Dona Docarmo fazia uma manobra num retorno da Cidade Nova, e o cara não parava de "passar mal":
- O médico me receitou 'aquele' remédio... Lembra? Lembra? Lembra???"
E Dona Docarmo lutando sozinha para manter o carro na direção...
- Meu filho, é melhor você procurar um psiquiatra.
De volta à auto-escola, ela pediu para mudarem o instrutor.

SEM NOÇÃO

Acompanhei a Mar em uma compra de última hora. Resolvemos procurar perto de casa, pois o calor estava demais. Na terceira loja encontramos o vestido que se aproximava com a necessidade. A vendedora disse que o preço era R$ 95, sem desconto. A Mar agradeceu e saimos. Resolvemos ir ao shopping, pensando que não iríamos encontrar a roupa por preço menor. Aquela lenda que no shopping você paga a vitrine, o aluguel...
Achamos o que queríamos e sobrou dinheiro para comprar outras duas peças, tudo por R$ 99!

APAGÃO

Revivemos hoje a situação de falta de energia elétrica por um longo período - mais de 5 horas - que nos anos 70 e 80 era a rotina por aqui. Até há pouco ainda buscavam o culpado pelo defeito.
O Chico Lemos lembra que pode ser aquele estagiário, que obedeceu a ordem do chefe, apagando tudo quando saiu do trabalho.

6 de jan. de 2010

FAZENDO CAIXA

Com pouco orçamento e sem contar com a grana dasuzina, o jeito é fazer caixa com o talão de multas. Estes dois agentes de trânsito multavam motocicletas estacionadas nas proximidades da agência central do Banco do Brasil, na rua D. Pedro II. (Foto JCarlos)

5 de jan. de 2010

DINHEIRO (PÚBLICO) JOGADO FORA

Em Pimenta Bueno nos deparamos com esses monumentos ao desrespeito a todos nós. Duas pilastras de um viaduto absolutamente inútil. Não sei a história da coisa, nem se foi algum órgão que determinou a interrupção da obra. O fluxo de veículos continua normal, exceto pelo estado das pistas próximas às construções. (Fotos Mar)



VOCÊ TEM CORAGEM?

Você deixaria o seu carro nesta oficina?

Ela fica "instalada" em um posto de gasolina, ao lado do hotel em que estávamos hospedados.

O dono da "oficina", é esse refastelado ao lado dos "galgos", que fazem a segurança de seu estabelecimento. (Fotos Mar)

4 de jan. de 2010

OUTRAS MENTIRAS

Estávamos ansiosos para chegar em casa, mas mantive a velocidade média de 90km. O JP queria chegar logo para: brincar com os colegas de rua; sair do carro ou ficar livre de mim (a terceira alternativa é a mais provável). Em Ji-Paraná, ele perguntou "já estamos em Rondônia?" A Mar disse que "desde ontem. Prestenção, meu filho". Fiquei calado, pois o espírito de Seu Lunga estava pronto para se incorporar.
Vimos placas indicando as distâncias, completamente malucas. Em menos de dois quilômetros, três informações conflitantes. Na placa do DER-RO, em Jaru: "Porto Velho 282 km", nas placas do Dnit: "Porto Velho 293 km" e "Porto Velho 285 km". No entroncamento para Rio Crespo, placa do Dnit "Porto Velho 170 km"; 200 metros além outra placa do Dnit informava: "Porto Velho 173km". Menos de 50 metros, outra placa nos desesperou, pois dizia que nossa casa estava a 180 km, ainda...
Comentário da Mar: "Melhor ficar com a de 170, né?"

PLACAS MENTIROSAS E IGNORADAS

Nas estradas vimos centenas de placas absolutamente inúteis. Dividimos em dois grupos: Mentirosas e Desobedecidas.
No primeiro grupo: "Velocidade controlada por radar"; nesse tempo todo de viagem, vimos três carros da PRF nas estradas; "DNIT trabalhando"; vimos um tapa-buracos precário e homens desobstruindo as canaletas ao lado da estrada e mais nada; "Próximos 'x' quilômetros pista defeituosa"; já estávamos há horas em estrada ruim.
Outro grupo: "Dirija com prudência"; é uma piada. "Ao construir ou colocar publicidade nas margens da rodovia, consultar o DNIT". Quimera. Vimos entre Comodoro e Vilhena uma placa de restaurante colocada, literalmente, na frente de outra do Dnit.
Aproveitando o tema. Esse negócio de "Operação Final de Ano" (não sei o nome oficial) só deve ter acontecido no Rio e São Paulo ou para a TV filmar. Não vimos uma blitz sequer em mais de sete mil quilômetros rodados. Não fomos parados, identificados, nada. Puro marketing. Ou "pura conversa", diz a Mar.

TRILHA SONORA

A trilha sonora da viagem ficou a cargo da Mar, cumulativamente com as funções de navegadora, co-piloto e comissária de bordo. Ouvimos Chico, Djavan (ídolo dela), Emerson Nogueira, Rita Lee, Demônios da Garoa, Carole King... Mas o que fez sucesso mesmo foi a seleção, em MP3, que ganhei do coronel Severo: Abba, "Os" The Beatles (era assim que falávamos em Teófilo Otoni), Bee Gees, Lobo, Elton John, Elvis Presley, Neil Diamond e John Lennon. De 'premera'.
Nas áreas urbanas por onde passávamos, tentavamos sintonizar emissoras de rádio locais. Na terceira vez que ouvimos "fulano, vou estar tocando a música que você pediu", desistimos. Em Beagá travamos o dial na rádio Oi FM. Muito boa.

ESTRANHO

Dona Ângela, do hotel Mirage, de Vilhena, chegou quando tomávamos café. Ela viu o JP se servindo e disse:
- Que menino bonito! Dá um beijo para passar sua formosura para mim...
O JP sorriu, mas se recusou peremptoriamente, como diz o presidente Lula. A Mar perguntou:
- Por que você não deu um beijo nela?
- A senhora disse para eu não falar com estranhos.
Não resisti e entrei na conversa. - Ele não beijou com medo da 'Magrela' dele saber e enchê-lo de porradas...

FALANDO NISSO

Ao chegar ao posto da Polícia Roviária Federal em Pimenta Bueno, estranhei não ver aquelas placas para redução de velocidade. Só havia a que dizia "Polícia Rodoviária Federal a 500m". ao chegar mais perto entendi. O asfalto está tão detonado, que não dá para passar com velocidade acima dos 10 quilômetros por hora.

TRINCHEIRA

Ontem, ainda no hotel em Vilhena, escrevi que chegaria em casa, se Deus quisesse. Pois bem, na BR-364, na altura do Km 400 aproximadamente, entre Ouro Preto do Oeste e Jaru, um conjunto de buracos quase nos envia desta para melhor. O local fica no alto de um morro e não há visão, a não ser quando você está em cima (dentro) deles. Três carros estavam parados, com pneus estourados. Não há sinalização, nem avisos. Abaixo alguns buracos na mesma região,  mas as fotos não dão noção, nem aproximada, da situação.
Seu Oliveira, tende piedade de nós. (Fotos Mar) 




HERESIA

Da boca prá fora o JP diz que gostou da comida mineira (comemos tutu e feijão tropeiro quase todos os dias), mas ao chegar aqui, quando lanchávamos na Fazendinha, ele pediu um pão de queijo e colocou molho de pimenta dentro. Isso é uma heresia que nem o Papa tem poder de perdoar.

3 de jan. de 2010

DE VOLTA PRÁ CASA

Já estamos em Rondônia. Daqui a pouco, se Deus quiser, estaremos em casa.

MAU GOSTO

Uma das coisas ecologicamente corretas que há hoje em dia é o reaproveitamento da praga da garrafa PET. O problema é que a maioria das pessoas que se mete a fazer isso inventa coisas feias e de mau gosto. Este "enfeite" de natal (para mim é um espantalho) está na entrada/saída de uma cidade de Mato Grosso, cujo nome não lembramos. Na praça da matriz, os troncos das árvores foram envolvidos com papel das cores verde e vermelha. Parecia a E.S. Mangueira. (Foto JCarlos)