Acaba de "deixar" o ministério da Educação o Cid Gomes. Ele foi à Câmara hoje, oficialmente, dar explicações sobre o corte de verbas para o setor, mas aproveitaram para tirar satisfações sobre as declarações feitas em Belém, de que no Congresso havia "300 ou 400 achacadores".
O tempo esquentou sob a cúpula de Niemeyer e Cid Gomes rodou a "cearense", bateu boca com o presidente da casa deputado Eduardo Cunha, e mandou o povo da base aliada ter coerência ou "largar o osso e saírem do governo"
O PMDB pediu a cabeça dele e a presidente Dilma mandou o ministro Aloísio Mercadante, da Casa Civil, servi-la em bandeja de prata. O ex-ministro já havia colocado o cargo à disposição, não podia ser diferente.
Os Gomes, Cid e Ciro são conhecidos por serem "bocudos". O pior é que, geralmente, estão com a razão.
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18 de mar. de 2015
4 de mar. de 2015
SUGESTÃO DE LEITURA
Sugiro a leitura da crônica "A lista de Schindler e a lista de Janot", do amigo Samuel Castiel. O assunto é oportuno e atual.
Há um paradoxo histórico entre a lista de Oscar Schlinder e a do Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Enquanto o empresário alemão salvou dos campos de concentração e consequentemente da morte mais de mil judeus durante o holocausto, empregando-os em sua fábrica, a lista de Janot contém mais de setenta nomes que deverão ser julgados e processados, dentre os quais parlamentares de diferentes siglas partidárias da base governista e que, pelo contrário, poderão até ficar sem os seus respectivos empregos.
Enquanto Schlinder empregava os judeus para livrá-los de Hitler, Janot os leva para a guilhotina. Entregue ontem ao STF, a lista de Janot causou mal-estar e desconforto no Congresso. Correram rumores na mídia que os chefes das duas casas, ou seja Renan Calheiros e Eduardo Cunha, estavam na lista de Janot. Imediatamente os presidentes do Senado e da Câmara se apressaram em desmentir que teriam sido avisados da inclusão de seus nomes na maldita lista de Janot. No final da tarde um grupo de ativistas se aglomerou nos portões de Janot, pedindo justiça e moralidade para soerguer o País do caos da corrupção que se encontra.
Apesar da promessa do Procurador de que os culpados serão processados até o fim e punidos com todo o rigor da lei, ficou muito controverso quando alguns ministros do STF já se manifestaram contra a quebra do sigilo processual, impedindo assim que a sociedade tome conhecimento dos nomes de parlamentares envolvidos no esquema do petrolão. A julgar pelas decisões da suprema corte, tudo se pode esperar, inclusive nada! Que saudades do ministro Joaquim Barbosa!
Mas, voltando a lista de Schlindler e a de Janot, ambas tem um ponto de convergência: enquanto a primeira abriga e salva judeus do holocausto, a segunda abriga e pode salvar o sonho do povo brasileiro, depurando o Congresso de abutres que são eleitos apenas para trabalhar em benefício próprio, insuflando cada vez mais as assas da corrupção. Coitada da Petrobrás!...
A LISTA DE SCHLINDER E A LISTA DE JANOT
Samuel Castiel Jr.
Há um paradoxo histórico entre a lista de Oscar Schlinder e a do Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Enquanto o empresário alemão salvou dos campos de concentração e consequentemente da morte mais de mil judeus durante o holocausto, empregando-os em sua fábrica, a lista de Janot contém mais de setenta nomes que deverão ser julgados e processados, dentre os quais parlamentares de diferentes siglas partidárias da base governista e que, pelo contrário, poderão até ficar sem os seus respectivos empregos.
Enquanto Schlinder empregava os judeus para livrá-los de Hitler, Janot os leva para a guilhotina. Entregue ontem ao STF, a lista de Janot causou mal-estar e desconforto no Congresso. Correram rumores na mídia que os chefes das duas casas, ou seja Renan Calheiros e Eduardo Cunha, estavam na lista de Janot. Imediatamente os presidentes do Senado e da Câmara se apressaram em desmentir que teriam sido avisados da inclusão de seus nomes na maldita lista de Janot. No final da tarde um grupo de ativistas se aglomerou nos portões de Janot, pedindo justiça e moralidade para soerguer o País do caos da corrupção que se encontra.
Apesar da promessa do Procurador de que os culpados serão processados até o fim e punidos com todo o rigor da lei, ficou muito controverso quando alguns ministros do STF já se manifestaram contra a quebra do sigilo processual, impedindo assim que a sociedade tome conhecimento dos nomes de parlamentares envolvidos no esquema do petrolão. A julgar pelas decisões da suprema corte, tudo se pode esperar, inclusive nada! Que saudades do ministro Joaquim Barbosa!
Mas, voltando a lista de Schlindler e a de Janot, ambas tem um ponto de convergência: enquanto a primeira abriga e salva judeus do holocausto, a segunda abriga e pode salvar o sonho do povo brasileiro, depurando o Congresso de abutres que são eleitos apenas para trabalhar em benefício próprio, insuflando cada vez mais as assas da corrupção. Coitada da Petrobrás!...
27 de fev. de 2015
NA FILA DO BANCO
Não tive como não ouvir a conversa que reproduzo a seguir. Eu estava entre os dois "cientistas políticos". A conversa durou alguns minutos, pois a senhora que estava no terminal parecia não conseguir enxergar a tela e o teclado do equipamento. O homem que estava depois de mim na fila perguntou ao que estava na frente (notei que já se conheciam):- Você viu, estão querendo cassar a Dilma?
- Ah! Não vão conseguir. E depois, botar na mão do Temer???
- Mas o Temer vai [ser cassado] junto...
- Então piora, aí fica esse Cunha [deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputado], que apareceu aí, tem o Renan Calheiros... É como aqui no Estado e em Porto Velho. Tira o Confúcio e deixa o sindicalista Daniel Pereira ou o Maurão - Deúsolivre -; tira o Mauro e deixa o Dalton di Franco ou o Bengala [presidente da Câmara de Vereadores]... É melhor deixar como está.
- É mesmo... Vai lá, a mulher saiu...
É. O que dizer? (Foto Saudefloripa33pj)
8 de fev. de 2015
FRASE
"Eduardo Cunha, do onipresente PMDB, representa o partido do vice, mas não necessariamente o vice, que também ninguém sabe a quem representa além da distribuição oligárquica da representação política.", Bruno Lima Rocha, jornalista e cientista político, professor de Comunicação na Unisinos. Editor da newsletter "Estratégia & Análise", no artigo "Eduardo Cunha e o enigma da base aliada".
15 de jan. de 2015
NOVA REPÚBLICA E O 'NOVO' PMDB
Há 30 anos o Brasil iniciava uma nova fase política: A "Nova República" ou a "Sexta República Brasileira", após amargar durante 21 anos sob um regime de exceção, onde as garantias individuais eram ignoradas e a Imprensa trabalhava sob censura, mesmo depois que esta prática foi formalmente suspensa.
Vínhamos de uma derrota, com a não aprovação da "Emenda Dante de Oliveira", a famosa "Diretas Já". Tancredo Neves representava a última esperança de redemocratização do país, já que o outro candidato, o deputado Paulo Maluf, além de ser a promessa do continuísmo, tem uns problemas com as prestações de contas, que o perseguem até hoje.
Tancredo adoeceu logo após esta eleição e não saíria vivo do hospital. O país acompanhou boquiaberto todo o desenrolar dos fatos: a evolução do problema de saúde do Tancredo e a ascensão do vice-presidente José Sarney, que teve inúmeros problemas durante o seu mandato, sendo o maior deles a inflação.
O Brasil evoluiu, mantendo algumas características que todos abominam, como a corrupção. Muitos sentem saudades do período governador por militares. Mesmo com as inúmeras coisas boas que os generais deixaram como legado, prefiro, eu mesmo escolher o presidente da República, mesmo "perdendo" o voto, prefiro escrever o que quiser neste blog, assumindo a responsabilidade pelo que escrevo, além de ter a liberdade de ir aonde eu bem entender.
O PMDB também mudou. Hoje oferece o vice-presidente Michel Temer, na chapa vencedora encabeçada por Dilma Rousseff, indica ocupantes para seis ministérios e ao mesmo tempo fomenta a candidatura do dissidente deputado Eduardo Cunha (RJ) para a Presidência da Câmara dos Deputados. Cunha avisa que fará "oposição" ao governo.
Dá para entender uma *erda dessas?
Sobre a ilustração. Fiz o seguinte comentários nos perfis do Arquivo Estadão e no meu próprio, no Facebook: "José Carlos Sá Infelizmente hoje, o PMDB não é mais um partido lírico ou de protestos, mas um partido fisiológico. Salvam se poucos que ainda honram as memórias de Ulysses e Tancredo." (Ilustra perfil Arquivo Estadão/Via Facebook)
Vínhamos de uma derrota, com a não aprovação da "Emenda Dante de Oliveira", a famosa "Diretas Já". Tancredo Neves representava a última esperança de redemocratização do país, já que o outro candidato, o deputado Paulo Maluf, além de ser a promessa do continuísmo, tem uns problemas com as prestações de contas, que o perseguem até hoje.
Tancredo adoeceu logo após esta eleição e não saíria vivo do hospital. O país acompanhou boquiaberto todo o desenrolar dos fatos: a evolução do problema de saúde do Tancredo e a ascensão do vice-presidente José Sarney, que teve inúmeros problemas durante o seu mandato, sendo o maior deles a inflação.
O Brasil evoluiu, mantendo algumas características que todos abominam, como a corrupção. Muitos sentem saudades do período governador por militares. Mesmo com as inúmeras coisas boas que os generais deixaram como legado, prefiro, eu mesmo escolher o presidente da República, mesmo "perdendo" o voto, prefiro escrever o que quiser neste blog, assumindo a responsabilidade pelo que escrevo, além de ter a liberdade de ir aonde eu bem entender.
O PMDB também mudou. Hoje oferece o vice-presidente Michel Temer, na chapa vencedora encabeçada por Dilma Rousseff, indica ocupantes para seis ministérios e ao mesmo tempo fomenta a candidatura do dissidente deputado Eduardo Cunha (RJ) para a Presidência da Câmara dos Deputados. Cunha avisa que fará "oposição" ao governo.
Dá para entender uma *erda dessas?
Sobre a ilustração. Fiz o seguinte comentários nos perfis do Arquivo Estadão e no meu próprio, no Facebook: "José Carlos Sá Infelizmente hoje, o PMDB não é mais um partido lírico ou de protestos, mas um partido fisiológico. Salvam se poucos que ainda honram as memórias de Ulysses e Tancredo." (Ilustra perfil Arquivo Estadão/Via Facebook)
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17 de out. de 2014
(MAIS UM) GOLPE DO PMDB
Durante toda esta semana acompanhei as articulações do deputado Eduardo Cunha (RJ), líder da Bancada do PMDB na Câmara de Deputados e que está se candidatando a ser o próximo presidente da Casa.
Usando uma das armas mais habituais do partido, Cunha acena com a possível adesão dele e do grupo que o cerca à campanha do tucano Aécio Neves. Lembrando que o presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, é candidato a vice na chapa que tenta a reeleição com Dilma Rousseff na cabeça.
Usando uma das armas mais habituais do partido, Cunha acena com a possível adesão dele e do grupo que o cerca à campanha do tucano Aécio Neves. Lembrando que o presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, é candidato a vice na chapa que tenta a reeleição com Dilma Rousseff na cabeça.
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