O "feriado" em comemoração do Dia do Servidor Público foi adiado de hoje, 28, para sexta-feira, dia 1º de novembro. No entanto algumas escolas públicas não abriram.
O JP bateu a cara na porta ainda ouviu do vigia (que ainda resta) "Se vocês não sabem por que hoje é feriado, muito menos eu!"
Mostrando postagens com marcador Serviço público. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Serviço público. Mostrar todas as postagens
28 de out. de 2013
17 de dez. de 2009
NÃO FUNCIONA
Dona Docarmo foi quatro vezes, a Mar foi uma e eu, meio que sem jeito, tentei um tráfico de influência, mas como não tenho nenhuma, não funcionou. Banzeiros, nem pensar. Isso tudo para que a Emdur - empresa que "cuida" da iluminação pública - trocasse uma lâmpada de um poste que, há anos, está queimada.
Persistente, dona Docarmo foi lá ontem, mais uma vez. Saiu do trabalho às 13h, correu para a parada, pegou o ônibus e correu de novo para encontrar a autarquia aberta. Esperou no balcão até que aparecesse a funcionária.
- A senhora pode me atender?
- Só um instante, acabei de engolir [a comida] agora.
- Tá certo, estou engolindo há muito tempo...
...
- Me dê o número do protocolo.
- Pode escolher entre os cinco...
-A senhora espera um pouco, que a pessoa que vai carimbar o processo não está aqui.
Enquanto esperava o(a) carimbador(a), dona Docarmo conta que a mulher foi serrar* as unhas. Meia hora depois só apareceu outra funcionária que disse: "Ó, que bom! Você trouxe a serra de unhas e eu trouxe o esmalte!"
Dona Docarmo desistiu e foi embora. Passou na loja, comprou uma lâmpada e pagou 30 reais para um vizinho instalar a iluminação, como os outros moradores da Rua Guarujá já fizeram. Dona Docarmo, como muita gente nesta cidade, neste Estado e neste país desistiram do Poder Público.
Mas não podem deixar de pagar pelos serviços públicos não prestados.
(*Serrar as unhas em portovelhês é lixar as unhas)
Persistente, dona Docarmo foi lá ontem, mais uma vez. Saiu do trabalho às 13h, correu para a parada, pegou o ônibus e correu de novo para encontrar a autarquia aberta. Esperou no balcão até que aparecesse a funcionária.
- A senhora pode me atender?
- Só um instante, acabei de engolir [a comida] agora.
- Tá certo, estou engolindo há muito tempo...
...
- Me dê o número do protocolo.
- Pode escolher entre os cinco...
-A senhora espera um pouco, que a pessoa que vai carimbar o processo não está aqui.
Enquanto esperava o(a) carimbador(a), dona Docarmo conta que a mulher foi serrar* as unhas. Meia hora depois só apareceu outra funcionária que disse: "Ó, que bom! Você trouxe a serra de unhas e eu trouxe o esmalte!"
Dona Docarmo desistiu e foi embora. Passou na loja, comprou uma lâmpada e pagou 30 reais para um vizinho instalar a iluminação, como os outros moradores da Rua Guarujá já fizeram. Dona Docarmo, como muita gente nesta cidade, neste Estado e neste país desistiram do Poder Público.
Mas não podem deixar de pagar pelos serviços públicos não prestados.
(*Serrar as unhas em portovelhês é lixar as unhas)
Assinar:
Postagens (Atom)