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21 de mai. de 2015

RELAMPEJO


Soube agora que a operação policial que prendeu o presidente da Câmara dos Vereadores do Jaru foi denominada "Lampejo". O texto não explica a razão para a escolha do nome e comecei a rir sozinho lembrando de outro lampejo. Explicação a seguir. (Foto Jaruonline)

DO PASSADO

Lembrei de um colega da TV Alterosa, que era editor de vídeo. Ele contou que o pai dele era responsável pela torre da Embratel na cidadezinha em que moravam no interior de Minas. Nas horas vagas, consertava aparelhos de rádio e tevês. Era início dos anos 1970, quando a tv a cores estava sendo introduzida no Brasil. Uma tarde, bateu na oficina um homem dizendo que a tevê dele tinha "pegado" colorido.


O pai do meu colega disse que era impossível, pois os aparelhos preto e branco não eram conversíveis para receber a transmissão em cores. - Mas como não? Insistiu o homem. A minha tevê deu um relampejo colorido!

7 de out. de 2014

APAGADO

Leio que, após 30 anos, o Cometa Halley vai passar pelo nosso sistema solar, entre os dias 21 e 22 deste mês. Mas a matéria adverte: esta passagem pode ser mais decepcionante que o aparecimento do cometa em 1985 e 1986.
Na passagem, há 30 anos, foi criada uma expectativa muito grande de o cometa apareceria no céu noturno, numa verdadeira apoteose. Venderam revistas, camisetas, chaveiros, binóculos, lunetas, fizeram as pessoas passar as noites em claro, olhando para cima.
Fui com a equipe da TV Alterosa para o alto da Serra da Piedade (a 48 km de Beagá, numa estrada sinuosa), passamos frio, entrevistamos outros "astrônomos" que estavam por lá e nada do cometa! No dia seguinte ainda levei uma bronca por não ter derrubado a pauta. Mas como eu ia saber que seria um fiasco? Não caio mais nesta.

25 de abr. de 2014

EU TAMBÉM ESTAVA LÁ

No dia 25 de abril de 1984, dia da votação da emenda Dante de Oliveira, que restaurava as eleições diretas para presidente da República, eu trabalhava na TV Alterosa, em Belo Horizonte. O nosso jornal - entrava de hora em hora, durante a tarde - já estávamos com os convidados confirmados, mas a "Força" tirou do ar a Rádio Guarani, do mesmo grupo, por ter incluído uma matéria originada de Brasília, sobre o mesmo tema.
Recebemos a determinação de NÃO falar em política. Fomos, em mini-passeata, até a sala do diretor para defender nossa pauta. Ele sugeriu escolhermos: mudem a pauta ou serão demitidos. Mudamos a pauta, ligamos para os convidados, pedimos desculpas e enrolamos no programa.
Acabada a última entrevista nada-a-ver, fui para a avenida Afonso Pena participar das manifestações. Participei de seis ou sete passeatas.  Chegando, acompanhava a passeata até a praça da Rodoviária e voltava até a Igreja de São José, onde aderia a outra passeata.
Quando soubemos do resultado - faltaram 22 votos - foi um chororô geral. Lembro isso tudo após assistir ao JN, hoje, mostrando o movimento, só não disseram que a empresa (Globo) só entrou no movimento há 30 anos, quando já não tinha mais como ignorar o assunto.

18 de jun. de 2013

REPÓRTER ANÔNIMO

Só quem já foi repórter sabe o que é fazer a cobertura de um evento em que a empresa em que você trabalha é repudiada pelos manifestantes.
 
Minha irrestrita solidariedade aos repórteres de todas as empresas de comunicação que tiveram que esconder as canoplas (aquela coisinha que tem a logo da empresa nos microfones) para não apanhar nestas manifestações juninas. O profissional não é culpado pela linha editorial da emissora/jornal/site.
Em 1986 - antes de vir para Porto Velho - eu trabalhava na TV Alterosa de Belo Horizonte, que fazia um julgamento paralelo para as escolas de samba, igual ao "Estandarte de Ouro" do jornal "O Globo". A escola que ganhou naquele ano a promoção, perdeu feio no julgamento oficial. O bobo aqui estava, ao vivo, transmitindo a apuração dos votos no Clube dos Sargentos, com a tendência de vitória da escola de samba que não ganhou o troféu da Alterosa, a manifestação contra mim começara. "Fora Alterosa! Fora Alterosa". Fui salvo pela PM.
Se eu já não gostava de carnaval, tive mais um motivo para continuar detestando.  (Reprodução TV Globo)

6 de dez. de 2012

OSCAR E EU

A morte de Oscar Niemeyer não surpreendeu, pela idade em que se encontrava, mas vale lamentar que mais um grande brasileiro se foi. Conheci as obras dele existentes em Brasília primeiro que aquelas que me cercavam em Belo Horizonte, a não ser o conjunto da Pampulha  Sempre li muito sobre a capital federal. Em 1985 eu era repórter da TV Alterosa (SBT) e fui pautado para cobrir uma exposição de maquetes dos estudantes de Arquitetura enfocando a obra de Oscar Niemeyer. Voltei para a redação com a sugestão de pauta de uma matéria sobre as obras dele em Beagá. Fiz a matéria, que foi para a rede da SBT.
Quando morei em Brasília tive oportunidade de conhecer de perto, e por dentro, outras obras, exceto a Catedral. Foi aí que comprovei o que muita gente dizia: "As obras do Niemeyer são para olhar e não para usar". Exemplos: No Palácio do Planalto, a rampa interna não tem corrimão; o prédio Niemeyer, no Praça da Liberdade, era devassável; o auditório do Colégio Estadual (BH), em forma de mata-borrão, tinha o piso escorregadio, provocando tombos. E a lista é grande. (Ilustração Igreja de São Francisco, na Pampulha, em  chocolate, da segredosdechocolate.com.br)