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7 de fev. de 2015

PARADEIRO CERTO E SABIDO

Uma mochila contendo notebook, HD externo e outros objetos pessoais foi furtada do porta-malas de um carro estacionado na rua José Bonifácio, quase com Pinheiro Machado, no início da noite de terça-feira, 13.  Ao registrar a ocorrência e, depois, falando com várias pessoas, a vítima ficou sabendo que este tipo crime é comum nas proximidades da "Calçada da Fama" e, pasmem (ou não), que o bandido é conhecido, também o método usado para arrombar os carros, assim como o automóvel que ele utiliza no 'trabalho'.

(Foto editada Camrocker)

Há alguns anos - eu ainda morava no Cohab III - os ladrões entraram na garagem pulando o portão, cortaram os fios da bateria desativando o alarme e fizeram uma limpa. Quando fui sair para trabalhar e vi o estrago, chamei a polícia. Um dos policiais que atendeu a concorrência disse: "Foi o Fulano! Ele é que faz assim, desliga a bateria e o alarme..." Eu, inocente: "E vocês não vão lá prendê-lo?" "Está acabando o nosso plantão, vamos registrar a ocorrência e indicar o suspeito, depois a [Polícia] Civil vai atrás."

Assim caminha a humanidade em Porto Velho. Lembrei agora a "Ópera do Malandro", do Chico Buarque e Ruy Guerra, especificamente um verso da música "Homenagem ao Malandro": "... Agora já não é normal, o que dá de malandro/Regular, profissional/Malandro com o aparato de malandro oficial...Que nunca se dá mal", como alguns que conhecemos do noticiário de política nacional e regional...

26 de jun. de 2013

EFEITO COLATERAL

A revolta das massas nas ruas provoca efeitos colaterais interessantes no poder. Já tivemos redução das tarifas do transporte público em dezenas de cidades; sugestão da presidente Dilma de convocação de uma Constituinte, que virou plebiscito e pode virar referendum; já tivemos a derrubada da PEC 37 e a votação da aplicações dos royalties do pré-sal. Pegos no contra-pé, autoridades tentam, não compreender, mas sair dessa encrenca.
Já houve manifestação contra teleférico na Rocinha; contra violência policial na favela da Maré; contra os gastos com as Copas; contra a ausência de investimentos na educação, saúde e transporte público; contra a ausência de acessibilidade; contra a corrupção e a impunidade; contra os partidos políticos e seus militantes; contra governadores e prefeitos; contra a demora na emancipação de novos municípios; contra todo o sistema e até contra o "Fuleco" (leia-se Coca-Cola). Outras virão, além da greve geral, convocada para o dia 1º de julho!
Todas as manifestações que vejo na tv, ouço, mentalmente, a trilha que não poderia  ser outra, senão Chico Buarque cantando "Pelas Tabelas".  (Foto do @dancoc, feita pela Marcela Ximenes 20/06/2013/Via Instagram)

7 de jun. de 2013

CALE-SE!!!

Ao receber, na cara, uma descarga de um caminhão velho*, agora cedo, lembrei-me de um episódio havido e passado no Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa (MG), quando eu servia à FAB. Eram os anos 1970 (entre 1977 e 79, não sei precisar).
Eu estava no hall do prédio de comando, onde trabalhava, e cantarolava "Cálice", do Chico Buarque e Gilberto Gil, que fazia sucesso nas vozes de Chico e Milton Nascimento. Nisso passa por mim o tenente Cruz, da Infantaria, que me advertiu:
- O que você está cantando? Esta música é subversiva!
- Mas tenente, foi Jesus Cristo quem disse quando estava morrendo...
- Não pondere! Esta música é proibida aqui dentro [do quartel]!
- Sim, senhor. Desculpe.
Fiquei sorrindo por dentro. Era um subversivo e continuo sendo.
* Em um verso da música "Cálice", diz-lá: "(...) Quero cheirar fumaça de óleo diesel (CALE-SE!) (...)", aí a associação de ideias díspares...

25 de abr. de 2012

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

Há 38 anos os portugueses foram às ruas protestar contra o regime salazarista, apeando do poder o então ditador Marcelo Caetano, que esteve no Brasil na década de 1970. Era a Revolução dos Cravos, que seguia aos movimentos de libertação das colônias portuguesas na África. Os participantes da revolução de 1974 se recusam a participar hoje, no "Dia da Liberdade", de qualquer comemoração oficial, tendo em vista a nova crise que Portugal (e a Europa) atravessa.
Desta revolta guardo duas recordações. A música "Tanto Mar", do Chico Buarque* e a foto acima, do blog www.junta-adaufe.pt
* Letra no espaço de comentários

6 de ago. de 2010

"É A PARTE QUE TE CABE NESSE LATIFÚNDIO"

Foi impossível não relacionar a invasão, digo, ocupação de um terreno anexo ao cemitério de Cacoal por sem-tetos com a música "Funeral de um Lavrador", poema do João Cabral de Melo Neto, musicado pelo Chico Buarque.
Vi a matéria no Câmera 11 e no Diário da Amazônia e fiquei imaginando o drama do prefeito Padre Franco Vialetto. Filiado ao PT, partido que defende a reforma agrária na lei ou na marra, teve que pedir à Justiça a reitegração de posse e na segunda-feira a PM vai comparecer e havendo resistência (que já foi anunciada pelos invasores, digo, ocupantes), haverá, também, balas de borracha e spray de pimenta.
Anotem.

1 de abr. de 2010

TRILHA INCIDENTAL - 2 (O RESGATE)

Enquanto escrevo estas bobagens escuto um especial do Chico Buarque, por sugestão do meu padrinho Léo Ladeia, num canal da Sky (400? Sei lá). Brigado Léo.
Estou me purificando, véio!

10 de dez. de 2009

SEMPRE UM BOM PAPO

O Fred Perillo convida para o encerramento da temporada do "Sempre um Papo" deste ano, com um bate papo com o escritor Wagner Homem, que também lança em Porto Velho o livro “Histórias de Canções – Chico Buarque”.
O lançamento e o bate papo acontecem hoje, quinta-feira, às 19h, no auditório da Biblioteca Municipal Francisco Meireles, com entrada franca. Amanhã, sexta, o autor participa de uma noite de autógrafos na Livraria Exclusiva do Porto Velho Shopping.
Já estou na página 45 e a história de "A Banda" é muito interessante.