Fiquei chocado e comovido com a notícia de que o menino Arthur, que estava desaparecido desde agosto de 2013, foi morto pelo pai, cujo número de telefone aparece no cartaz que informava o desaparecimento do garoto.
Em Porto Velho, houve uma grande mobilização das pessoas, dos meios de comunicação, autoridades e policiais na procura do menino. Agora sei que o choro da mãe, nas matérias do telejornais eram por outro motivo.
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27 de mar. de 2014
30 de mar. de 2010
SEM HOLOFOTES
Quanto à reportagem de capa da revista Época, não poderei comentar, porque não li e nem vou ler. Tenho certeza que o material está muito bom, rendeu 14 páginas bem diagramadas, com tudo que um impresso requer, mas o assunto não me interessa. Na semana do julgamento-show e na que a antecedeu, não vi matéria nenhuma por vontade própria, porque discordo do foco que foi dado ao caso.
Lembrei-me dos tantos casos que cobri sobre violência contra crianças, pais que matam, pais que negligenciam e nada além de alguns dias de manchete, muito raramente a cobertura do julgamento.
A única parte que li da reportagem da Época foi o box 'Uma investigação sem espetáculo'. Ela trata justamente sobre os casos de assassinatos de menores para os quais ninguém "tá nem aí". O personagem é a mãe acusada de ter matado a filhinha de dois meses. A mulher está presa, apesar de nunca ter aparecido nenhuma prova material que comprove o crime. Nunca saiu uma linha ou mesmo uma nota coberta na imprensa de São Paulo, muito menos na nacional. Patrícia é menos importante que Isabella? Diferencia a mãe da bebê ser uma diarista e morar em uma favela de Guarulhos? É possível.
Lembrei-me dos tantos casos que cobri sobre violência contra crianças, pais que matam, pais que negligenciam e nada além de alguns dias de manchete, muito raramente a cobertura do julgamento.
A única parte que li da reportagem da Época foi o box 'Uma investigação sem espetáculo'. Ela trata justamente sobre os casos de assassinatos de menores para os quais ninguém "tá nem aí". O personagem é a mãe acusada de ter matado a filhinha de dois meses. A mulher está presa, apesar de nunca ter aparecido nenhuma prova material que comprove o crime. Nunca saiu uma linha ou mesmo uma nota coberta na imprensa de São Paulo, muito menos na nacional. Patrícia é menos importante que Isabella? Diferencia a mãe da bebê ser uma diarista e morar em uma favela de Guarulhos? É possível.
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