Mostrando postagens com marcador Exército. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exército. Mostrar todas as postagens

26 de abr. de 2015

SUGESTÃO DE LEITURA

Reproduzo artigo assinado pelo general de Brigada Carlos Roberto Pinto de Souza, comandante de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro, sobre o marechal Cândido Rondon, cujo aniversário de 150 anos de nascimento será comemorado dia 5 de maio. O texto está publicado no blog do Exército.

(Fotos Blog do Exército / Projeto Rondon)

150 anos do nascimento do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon

24 de abril de 2015

Nascido há cento e cinquenta anos, em 5 de maio de 1865, na Sesmaria do Morro Redondo, em Mimoso, no estado do Mato Grosso, Cândido Mariano da Silva Rondon, filho de Cândido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva, perdeu os pais muito cedo e foi criado em Cuiabá, pelo tio, de quem herdou e incorporou o sobrenome “Rondon”. Seis meses antes, em dezembro de 1864, iniciavam-se os primeiros combates do maior conflito armado da América Latina, a Guerra da Tríplice Aliança, que levaria brasileiros, argentinos e uruguaios a terçar lanças com as tropas invasoras paraguaias de Solano Lopez. Foi nesse turbilhão de eventos políticos e de embates de heróis como Caxias, Osorio, Sampaio, Mallet, Villagran, Severiano da Fonseca, Antônio João e tantos outros, que nasceu o futuro Patrono das Comunicações, explorador, construtor de linhas telegráficas, protetor dos indígenas, que ao todo percorreu mais de 100.000 quilômetros de sertão, através de picadas na floresta, caminhos, estradas e rios.
Órfão, oriundo de uma família de poucas posses, optou pela carreira militar, incorporando como soldado, em 1881, no 3º Regimento de Artilharia a Cavalo, em Cuiabá. Como outros jovens, num Brasil de raras oportunidades de ascensão social, viu no Exército a perspectiva de construir seu futuro profissional, ingressando dois anos depois na Escola Militar da Praia Vermelha.
Em 1886, entrou para a Escola Superior de Guerra onde assumiu um papel ativo no movimento pela proclamação da República. Fez o curso do Estado Maior de 1ª Classe e foi promovido a alferes, em 1888. Graduou-se como bacharel em Matemática e em Ciências Físicas e Naturais e participou dos movimentos abolicionista e republicano. Em 1889, Rondon participou da construção das Linhas Telegráficas de Cuiabá, assumindo a chefia do distrito telegráfico de Mato Grosso, e foi nomeado professor de Astronomia e Mecânica da Escola Militar, cargo do qual se afastou em 1892. Entre 1900 e 1906 dirigiu a construção de mais uma linha telegráfica, entre Cuiabá e Corumbá, alcançando as fronteiras do Paraguai e da Bolívia.
Em 1907, começou a construir a linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antônio do Madeira, era a Comissão Rondon, sua obra mais importante. A comissão do Marechal foi a primeira a alcançar a região amazônica. Nesta mesma época estava sendo feita a ferrovia Madeira-Mamoré, que junto à Comissão Rondon favoreceu a ocupação e integração do que hoje é o estado de Rondônia. Foram realizados levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e lingüísticos da região percorrida nos trabalhos de construção das linhas telegráficas. Por sua contribuição ao conhecimento científico, recebeu várias homenagens e muitas condecorações de instituições científicas do Brasil e do exterior.
“A construção da linha telegráfica foi o pretexto. A atividade de exploração cientifica foi tudo” disse o antropólogo Edgard Roquette-Pinto. Rondon foi convidado pelo governo brasileiro para ser o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais (SPI), criado em 1910, foi incansável defensor dos povos indígenas do Brasil. Ficou famosa a sua frase: “Morrer, se preciso for; matar, nunca.”
Entre 1º de outubro de 1924 e 12 de junho 1925, exerceu o comando das tropas legalistas que recalcaram os tenentes rebelados (Tenentismo), liderados pelo General Isidoro Dias Lopes, em Santa Catarina e Paraná, até as barrancas do rio Paraná. Foi diretor de Engenharia do Exército e, após sucessivas promoções, chegou a general-de-divisão. Em 1930, solicitou sua passagem para a reserva do Exército. Nos anos 40 tornou-se presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios (CNPI), cargo em que permaneceu por vários anos.
O reconhecimento da obra de Rondon extrapolou as fronteiras do Brasil. Teve a glória de ter seu nome escrito em letras de ouro maciço no Livro da Sociedade de Geografia de Nova Iorque, como o explorador que penetrou mais profundamente em terras tropicais, ao lado de outros imortais como Amundsen e Pearry, descobridores dos pólos Norte e Sul; e Charcot e Byrd, exploradores que mais profundamente penetraram em terras árticas e antárticas.
Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de marechal, e, no ano seguinte, o então estado de Guaporé, passou a ser chamado de Rondônia em homenagem ao seu desbravador. Faleceu, no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, aos 92 anos.
A tenacidade, a dedicação, a abnegação e o altruísmo, atributos marcantes de sua personalidade, o fizeram merecedor, com indiscutível justiça, do título de Patrono da Arma de Comunicações do Exército Brasileiro, sendo sua data natalícia tomada como o Dia Nacional das Comunicações.
Gen Bda CARLOS ROBERTO PINTO DE SOUZA
Comandante de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército

21 de jan. de 2015

NÃO RESPEITAM MAIS NINGUÉM

Matéria de segunda-feira, mas em tempo ainda para comentar: "Ônibus com 42 militares do Exército é assaltado por homens armados na BR-116", na divisa entre o Paraná e São Paulo. Mesmo sendo um veículo particular, a audácia dos assaltantes é de assombrar.

CASAS DE RONDON

Conforme o Banzeiros antecipou em dezembro, estão caminhando as negociações para trazer a Rondônia uma exposição permanente sobre a vida e obra de Cândido Mariano da Silva Rondon, oficial general do Exército brasileiro, patrono do nosso Estado e com muito mais realizações que os maiores heróis do nosso e pelo nosso país.

O governador Confúcio Moura recebeu ontem o general Novaes, comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, juntamente com representante da empresa Memória Civelli Produções Culturais, responsável pelo projeto. A ideia é a criação de um Memorial, onde possam ser disponibilizados documentos para pesquisa sobre o Marechal Rondon, no ano em que se comemoram o sesquicentenário de nascimento do militar (05/05).

Justa homenagem e torço para que tudo dê certo. Aliás está caminhando para dar. Os órgãos (federais, estaduais e municipais) envolvidos estão demonstrando boa vontade até agora. Espero que continue assim e não apareça nenhum "Lua Preta" para atrapalhar. (Foto Projeto Rondon)

3 de jun. de 2013

SEM DESTINO (AINDA)

Prédio da 3ª Companhia de Fronteira, atual 17ª BIS, na década de 1950 (Fonte Ivo Feitosa)
Vista aérea do quartel (Foto Saimon River)
O Exército Brasileiro está construindo o novo QG da 17ª Brigada de Infantaria de Selva na "colina" do 5º BEC, onde havia o clube dos oficiais, capela e uma escola, cujo nome não me lembro.
A pergunta que fica: que destino terá o prédio que é usado atualmente pelos militares, e ocupa duas quadras, entre a avenida Pinheiro Machado, ruas Carlos Gomes, Gonçalves Dias e José Bonifácio, na área central de Porto Velho? Será que o futuro é a demolição e a construção de mais prédios?
Alguém vai dar o primeiro passo para um tombamento, como local de valor histórico?
Fica a sugestão de pauta.

9 de ago. de 2011

17ª BIS TEM NOVO COMANDANTE

O novo comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva é o general de Brigada Ubiratan Poty, que foi pomovido ao posto de oficial general no dia 31 de julho.
A Brigada "Príncipe da Beira" comemorou em 2011, 42 anos de existência.

8 de mai. de 2011

GREVE DA PM

Estão testando o góvi Confúcio Moura. Essa coisa não vai acabar bem. Neste momento, fecharam uma das pontes sobre o rio Candeias, acesso pela BR-364 a Porto Velho e Rio Branco (AC). Escrevi no Twitter, há pouco, que cobri, como repórter do Alto Madeira, a intervenção do Éxercito na greve da PM em 92 ou 93. Os desdobramentos de uma greve de policiais não é agradável para ninguém.

22 de mai. de 2009

DE PARAR O TRÂNSITO

Ontem, em matéria no Jornal da Rede, a repórter Eleni Caetano mostrou o caos, maior do que o habitual, quando ocorreu um apagão de todos os semáforos do centro da cidade. A Eleni dizia que não havia um policial de trânsito para colocar ordem na bagunça.
Hoje o Exército realizava uma formatura, uma solenidade interna, e fechou as ruas Gonçalves Dias e José Bonifácio, entre avenida Pinheiro Machado e Duque de Caxias. Pergunto, com tanto terreno baldio, mas com placas informando que pertencem ao Exército, porque não fazem outro quartel fora da cidade e fechem quantas ruas quiserem?
Para entender o que estou falando, quem desce a Gonçalves Dias no sentido centro, ao ser impedido de continuar a partir da Gonçalves Dias, tem que rodar duas quadras para encontrar outra rua com fluxo no mesmo sentido, depois voltar para a trajetória original.
Mas não é só o Exército que tem mania de fechar ruas, os Bombeiros e o Batalhão de Trânsito fazem o mesmo.

15 de mai. de 2009

SEM FUTURO

As pessoas que ocupam a Flona do Bom Futuro não sabem realmente o que está acontecendo por lá e muito menos o que vai ocorrer com elas. Muito políticos têm aparecido na localidade de Rio Pardo e prometido tudo e um pouco mais. "Entrevistas" são gravadas e não são levadas ao ar. O clima é de desconfiança total, justamente pelo desencontro de informações. Aliás, a única coisa certa é que tem cerca de 300 homens do Exército, Força Nacional, Polícia Ambiental, Ibama, Instituto Chico Mendes e Funai na Flona.
Na foto, a barreira do Exército na entrada da Flona, tendo ao fundo o acampamento dos envolvidos na operação. (Foto Mar)