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5 de mar. de 2015

DEU NO JORNAL

PEGA-LHE - Após o prefeito de Porto Velho ter sido testemunha ocular de um acidente provocado por um buraco em via pública (lembre aqui), no interior do Estado, o prefeito de Corumbiara, Deocleciano Ferreira Filho, fica com o carro oficial atolado em uma estrada vicinal do município.

(Foto Extra de Rondônia)

FIASCO - Com tanta coisa para fazer, com tantos acidentes, roubos, furtos e assassinatos acontecendo, o vereador se preocupa em dar nome à uma rua na cidade de Vilhena. Tudo aprovado, família comunicada, a festa pronta, se descobre que a tal rua há tinha sido "batizada" em 2013, em homenagem a outro pioneiro vilhenense e por outro vereador sem inspiração.

A propósito, a secretaria responsável por informar sobre o cadastro das ruas é a Secretaria Municipal de Terras, cuja sigla é Semter (ou sem ter...)

ESTRANHO - Li na madrugada de hoje matéria publicada pelo saite do CIMI - Conselho Indigenista Missionário, sobre denúncia que teria sido feita por índios de Rondônia junto à presidência da Funai. Segundo a informação, de 25 de fevereiro,  "Lideranças Suruí afirmam ao presidente da Funai que não querem mais o projeto de carbono em suas terras". Estranhei o fato, já que esse é o carro-chefe do cacique Almir Suruí, que foi condecorado nacional e internacionalmente. Eu entendia que esse projeto do carbono seria a redenção do povo Suruí.

Hoje mesmo, mais tarde, recebi rilise da ONG Kanindé, contestando a matéria, o CIMI e os denunciantes. Eu, como cara-pálida, não vou entrar nessa pu'ã*. Cada um tire suas próprias conclusões.

*Pu'ã - briga, em tupi-guarani

PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA - O que leva o editor de um veículo que se propõe a informar publicar uma nota desta relevância? "Colorado - Homem vai comprar linguiça e acaba dormindo na beira de rua". O 'texto' ainda é ilustrado por cinco fotos.

Ô falta de notícia! Ô raça!

11 de nov. de 2014

TOMA QUE O FILHO É TEU!

A centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, como muitos idosos, se vê agora, depois de criados os filhos e netos, abandonada à própria sorte. "É o lema!", diria o jovem filósofo (quase) beradero JP.

A nota distribuída pela assessoria do superintendente de Turismo Júlio Olivar, sugerindo que a Prefeitura de Porto Velho devolva para a União a gestão da velha ferrovia, ainda não foi respondida pelos "interessados".

Entendo que nem a Prefeitura, nem o Estado, nem a União têm recursos ou vontade para fazer alguma coisa pela restauração da ferrovia. O Iphan colocou como compromisso condicionante à liberação das Licenças de Operação para asuzina de Santo Antônio e Jirau , que providenciassem a volta à circulação dos trens nas áreas de influência das hidrelétricas (Porto Velho e Guajará-Mirim, respectivamente), mas  no caso de Porto Velho, nem o ex-prefeito Roberto Sobrinho, nem o atual, Mauro Nazif, retiraram as pessoas que moram literalmente sobre os trilhos, como já mostrei aqui.

A União é outro ser que não dá conta de seus "filhos". O exemplo mais pronto e acabado é a Funai, que deveria cuidar de seres humanos e não consegue se manter, enquanto instituição. Sobre o Iphan não vou nem comentar.

Caso uma entidade privada - como o SESC, por exemplo - administrasse trechos da ferrovia para fins turísticos e cobrasse pelo serviço, seria outra grita, mesmo que o permissionário mantivesse tudo limpo, respeitando a arquitetura original e com a competente vigilância, iniciativas que os "entes" públicos NUNCA tiveram a capacidade de fazer.

Devo reconhecer que a iniciativa do Júlio Olivar, se não vai resolver o problema, pelo menos vai esgravatar a ferida. (Charge Bertolete/Amazon Art/Gente de Opinião)

8 de out. de 2014

SENTIU FALTA? NEM EU

Soube que há cerca de uma semana a FUNAI está sem presidente. A ocupante do cargo pediu para sair com data retroativa e viajou para Portugal. Do dia 1º de outubro para cá, a Fundação Nacional do Índio está acéfala.
Nenhuma novidade.

14 de ago. de 2013

TAPUIM*

A TV Globo exibiu duas reportagens (1 e 2) sobre um grupo de índios isolados que habita uma região no norte de Mato Grosso. Se os índios devem ficar isolados, por que deram a localização deles com riqueza de detalhes? (Ilustra: TV Globo)
*Tapuim, segundo a professora entrevistada na reportagem significa inimigo, na língua dos Kawahiva

19 de abr. de 2013

FRASE

"Nenhum dia mais é dia do índio". Título de artigo do Márcio Santilli, que foi presidente da Funai (ai)

2 de ago. de 2012

FRASE

"A melhor coisa que o governo poderia fazer pelos índios era extinguir a Funai!" Beni Andrade, comentando notícia de iminência de confronto entre índios e madeireiros na região de Cacoal, no Papo de Redação - Rádio Parecis.

12 de fev. de 2010

AI, FUNAI

A Pipira me contou que os índios não estão nem aí para as mudanças que estão sendo implantadas na Funai, como o fechamento do escritório em Porto Velho. O mesmo não pode ser dito dos funcionários da autarquia, estes sim, estão revoltados e pintados para a guerra, que deve ocorrer depois do carnaval, claro.

1 de fev. de 2010

DE ÍNDIOS E 'EIXPERTOS'

Leio no Na Hora Online a informação que índios de várias etnias fecharam a BR-364, na altura da Embrapa, ali no quilômetro 5,5, para protestar contra o fechamento da Funai.
Se índio puro sangue eu fosse, estaria comemorando.
Na mesma matéria o redator informa sobre a adesão ao movimento dos 'não-índios', mas muito espertos, diretores do Sindsef. Por que eles não apareceram antes e denunciaram as péssimas condições de trabalho que os funcionários da Funai tinham? Até mesa calçada com tijolos era comum no escritório de Porto Velho. Nas aldeias a situação é desumana.
Os "caça-trabalho escravo" também nunca se manifestaram em favor dos funcionários da Funai.

15 de mai. de 2009

SEM FUTURO

As pessoas que ocupam a Flona do Bom Futuro não sabem realmente o que está acontecendo por lá e muito menos o que vai ocorrer com elas. Muito políticos têm aparecido na localidade de Rio Pardo e prometido tudo e um pouco mais. "Entrevistas" são gravadas e não são levadas ao ar. O clima é de desconfiança total, justamente pelo desencontro de informações. Aliás, a única coisa certa é que tem cerca de 300 homens do Exército, Força Nacional, Polícia Ambiental, Ibama, Instituto Chico Mendes e Funai na Flona.
Na foto, a barreira do Exército na entrada da Flona, tendo ao fundo o acampamento dos envolvidos na operação. (Foto Mar)