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25 de mai. de 2015

CAFÉ COM RONDON

Fui participar sexta-feira do "Café com História", um evento do Colégio Objetivo/Faculdade Porto e fiquei impressionado. O auditório super-lotado em uma noite de sexta-feira, alunos da própria instituição e de outros colégios. Os alunos do João Bento estavam em peso.

Mas o melhor foi ouvir dos convidados as suas impressões sobre o tema de tudo: Marechal Rondon. Sem óculos (eu os esqueci no carro), não fiquei tuitando e, portanto, a atenção foi integral para as falas.

Os professores Yêdda Borzacov e Aleks Palitot abordaram o tema de formas diferentes. Yêdda, contando como foi salvo o posto telegráfico de Ji-Paraná, que seria demolido para a construção de uma praça. A salvação veio do dr. Paulo Saldanha, então presidente do Beron, que instalou ali uma agência, dividindo o espaço com o museu.

(Fotos JCarlos)

O professor Alex Palitot fez a aproximação de Rondon com os dias atuais, mostrando o militar que tinha o Brasil e as missões que recebia como Norte. Que políticos, que ganham para isso, têm essa mesma ideologia, pergunto?
No sentido horário: A professora Yedda; auditório lotado; e o 
professor Ricardo Nakai, diretor acadêmico da Faculdade Porto 
(Fotos Felipe Araújo/AI Grupo Pellúcio)

Também ouvimos o jornalista Domingues Junior, mediador da primeira parte do evento, contando a viagem que fez em um teco-teco de Ariquemes para Porto Velho, sobrevoando a floresta e a BR-364, imaginando as dificuldades que a Comissão Rondon teve naquela época.

O museólogo Antônio Ocampo e o jornalista Júlio Olivar também abordaram aspectos diferentes. Ocampo sugere que Rondon era "rondoniense", já que ao nascer, o local geográfico onde se situa o estado e Rondônia e o Mato Grosso eram uma coisa só. Olivar, por sua vez, falou dos esforço para preservar o posto telegráfico de Vilhena, sobre o qual escreveu a sua primeira matéria jornalística em Rondônia.

Resumindo. Um senhor evento. Não fiquei para assistir as aulas propriamente ditas, que seriam ministradas pelos professores com foco no Enem. Mas, o muito de que participei valeu a pena.

19 de mai. de 2015

DICA DE EVENTO


Fui convidado e, como cada convidado leva cinco, sugiro o debate "Café com História", uma iniciativa do Grupo Pellúcio (Colégio Objetivo e Faculdade Porto). O evento terá um bate-papo sobre os 150 anos do Marechal Rondon.

Os debatedores serão o museólogo Antônio Ocampo e Julio Olivar, jornalista e superintendente de Turismo do Estado, ambos autores de publicações sobre Rondon. O mediador será o jornalista Domingues Junior, diretor do Departamento de Comunicação do Governo.

O evento será dia 22, sexta-feira, a partir das 19h30, no auditório do Centro de Educação Executiva da Faculdade Porto/FGV, localizado na Rua Paulo Freire, 4767, bairro Flodoaldo Pontes Pinto. Mais informações pelo telefone (69) 3211-6038.

Depois não digam que não avisei.

11 de nov. de 2014

TOMA QUE O FILHO É TEU!

A centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, como muitos idosos, se vê agora, depois de criados os filhos e netos, abandonada à própria sorte. "É o lema!", diria o jovem filósofo (quase) beradero JP.

A nota distribuída pela assessoria do superintendente de Turismo Júlio Olivar, sugerindo que a Prefeitura de Porto Velho devolva para a União a gestão da velha ferrovia, ainda não foi respondida pelos "interessados".

Entendo que nem a Prefeitura, nem o Estado, nem a União têm recursos ou vontade para fazer alguma coisa pela restauração da ferrovia. O Iphan colocou como compromisso condicionante à liberação das Licenças de Operação para asuzina de Santo Antônio e Jirau , que providenciassem a volta à circulação dos trens nas áreas de influência das hidrelétricas (Porto Velho e Guajará-Mirim, respectivamente), mas  no caso de Porto Velho, nem o ex-prefeito Roberto Sobrinho, nem o atual, Mauro Nazif, retiraram as pessoas que moram literalmente sobre os trilhos, como já mostrei aqui.

A União é outro ser que não dá conta de seus "filhos". O exemplo mais pronto e acabado é a Funai, que deveria cuidar de seres humanos e não consegue se manter, enquanto instituição. Sobre o Iphan não vou nem comentar.

Caso uma entidade privada - como o SESC, por exemplo - administrasse trechos da ferrovia para fins turísticos e cobrasse pelo serviço, seria outra grita, mesmo que o permissionário mantivesse tudo limpo, respeitando a arquitetura original e com a competente vigilância, iniciativas que os "entes" públicos NUNCA tiveram a capacidade de fazer.

Devo reconhecer que a iniciativa do Júlio Olivar, se não vai resolver o problema, pelo menos vai esgravatar a ferida. (Charge Bertolete/Amazon Art/Gente de Opinião)