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23 de jan. de 2015

PAULO COELHO E O ESPAÇO ALTERNATIVO

Sou daqueles que diz "não li e não gostei". Abri uma exceção para um livro do Paulo Coelho, por razões fora deste contexto. Pois bem, atribuem ao autor a tal da frase que diz: "o universo conspira" e é sobre isso que vou escrever.
"Sonho de Ícaro" (Ilustra Decom)

As obras do Espaço Alternativo, iniciadas há um ano, já começaram com suspeitas de licitação dirigida, depois vieram outras como superfaturamento, crime ambiental, falta de licenciamento municipal, falta de "aviso" à Infraero e à Aeronáutica (!), para citar alguns. Isso tudo resultou na "Operação Plateias", onde até um constrangido governador Confúcio Moura foi conduzido "coercitivamente" à delegacia da Polícia Federal.

As obras do "Novo" Espaço Alternativo foram suspensas quando faltava bem pouco para serem concluídas. Como em outras ações de suspensão de obras com vestígios de problemas, nesta também a paralisação causa  tanto prejuízo quanto os desvios que podem ter ocorrido.

Nos últimos dias tenho visto vários fatos se sucederem, quase que simultaneamente, mostrando um novo rumo para o assunto. Vamos lá:

1 - Dia 20, o secretário da SEMA, Edjales Brito, disse que aguarda a documentação do Estado para a liberação da licença ambiental das obras do Espaço Alternativo;

2 - Dia 21, o governador Confúcio Moura, no Blog do Confúcio, relata ter observado em sua caminhada no Espaço Alternativo, que mesmo em obras, o local continua sendo utilizado por todos e afirma: "Em breve concluiremos esta obra maravilhosa";

3 - Ontem, em uma reunião no Tribunal de Contas entre conselheiros e técnicos com representantes do Ministério Público Estadual, liderados pelo Procurador-Geral, Héverton Aguiar, foi discutida a busca de soluções para que o Governo do Estado adote e possa concluir as obras do Espaço Alternativo.

Dizem que coincidências não existem, então, neste caso, tenho que concordar com Paulo Coelho. Está havendo uma (boa) conspiração e agora vai. 

13 de nov. de 2014

NEM UMA COISA, NEM OUTRA. PELO CONTRÁRIO

Fico com um pé atrás quando o redator dá um título como este: "TCE mantêm pagamentos supostamente acima do teto constitucional a procuradores" (grifo meu). Fica entre a insinuação e a denúncia. Se o medo é de um processo, é preferível não publicar até que assunto tenha transitado em julgado. Oras!

Um outro exemplo nesta mesma linha: "Em briga de trânsito em RO, suspeitos sacam espingardas contra motorista".

17 de abr. de 2014

INFLACIONANDO A CHEIA

Um bilhão, um bilhão e 800 milhões,  cinco bilhões. A conta dos prejuízos trazidos pelas águas dos rios Anta Atirada (Rolim de Moura);  rio Acre (Rio Branco - AC); Mamoré e Beni, na Bolívia; Madre de Dios, no Peru; Abunã e Madeira (Bolívia e Brasil)  não fecha. Até agora o cálculo é feito no chutômetro. É preciso que as águas voltem a seus níveis normais para que os prejuízos sejam devidamente apurados ou o TCU e TCE acusem de superfaturamento.

24 de jul. de 2013

DEVASSA DA CAIXA

Não estou falando da cerveja da Sandy, mas da chamada à responsabilidade de ex-prefeitos que estão em débito com a Caixa Econômica Federal. O jornal Estadão do Norte publica, na edição de hoje, notificações do Tribunal de Contas Especial (este eu não conhecia) dando 30 dias para regularização de pendências.
Estão sendo notificados os senhores Braz Rezende (3 contratos), Irandir Oliveira Souza (2 contratos), Romeu Reolon (2 contratos),  ex-prefeitos de Ouro Preto do Oeste; Altamiro Souza da Silva (2 contratos), ex-prefeito de Alto Paraíso.
Vem pra Caixa!

16 de jul. de 2013

E SE FOR O BESSA?

A Assessoria de Imprensa do Tribunal de Contas de Rondônia divulga nota informando que foi feita uma reunião extraordinária  do Conselho Superior de Administração para ratificar o que já estava definido: a vaga do conselheiro José Gomes de Melo deverá ser ocupada por uma pessoa indicada pelo chefe do Poder Executivo, observados critérios (??? a dúvida é minha) previstos na Constituição de Rondônia.
Considerando que até uma operação policial foi usada para habilitar e/ou desabilitar possíveis candidatos, torço para que o góvi, só de pirraça, indique o secretário Marcelo Bessa. Só de ruim.

12 de mai. de 2010

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: O QUE ACONTECEU?

Depois de uma demonstração de "independência" da Assembléia Legislativa de Rondônia, com a indicação do deputado Wilber Coimbra para o Tribunal de Contas, agora ele diz que só vai renunciar em dezembro. Isso indica que alguém da família Cassol assume a primeira vaga aberta na "corte de Contas".

10 de mai. de 2010

FOGO DO CONSELHO

Deputados foram chamados à residência do governador Ivo Cassol. Digo, do ex-governador Ivo Cassol. Assunto: Indicação do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Entre a primeira nota e agora o trem mudou de figura.

HABEMUS PROBLEMAS

Além do deputado Wilber da Astir, digo, Wilber Coimbra há outros candidatos à indicação e com Q.I.s invejáveis: Jaqueline Cassol, César Cassol, Ribamar Araújo, Luiz Cláudio. Estes os mais fortes.
Tenho dó de quem terá que bater o martelo.

HABEMUS CONSELHEIRUS

A Assembléia Legislativa indicou o deputado Wilber Coimbra, ex-Wilber da Astir, para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Vai ocupar a vaga que era do Natanael Silva.
Possuidor de um vocabulário nos trinques do 'juridiquês', Wilber vai fazer bonito.

9 de dez. de 2009

FOTOS HISTÓRICAS

Tive o prazer de participar há pouco da abertura da I Mostra de Fotos de Rondônia e do Tribunal de Contas, numa iniciativa do jornalista Lúcio Albuquerque e do professor Emanuel Silva.
Uma das fotos que me chamou a atenção, e que eu não tinha visto ainda, é a da antiga Vila Erse, que era no local onde se ergue a Casa de Cultura "Ivan Marrocos". Quando aqui cheguei a vila tinha sido demolida para a construção da sede do Beron, o que acabou não acontecendo.
Outro destaque do evento foi a possibilidade de reencontar velhos amigos, como o Sérgio Gonçalves, com quem trabalhei na realização de duas edições do Perfil da Indústria de Rondônia. (A foto é só ilustrativa. É da Vila Erse, mas não aquela a que me referi acima)(Foto Luiz Brito/Gente de Opinião)

18 de ago. de 2009

PESAR

Lamento a morte do conselheiro aposentado do TCE Hélio Máximo. Quando cheguei em 86, o conselheiro era uma pedra nos sapatos do governador Angelo Angelin. Nesta ocasião o governador questionava a legitimidade da criação do TCE e Hélio Máximo retirou a foto oficial do governador da parede, entre outras iniciativas.
Alguns anos depois fui entrevistar o conselheiro, já pelo Alto Madeira e, em poucos minutos de conversa, vi o ser humano por trás da armadura.
Mais uma grande perda para o Estado.