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21 de abr. de 2015

PARABÉNS BRASÍLIAS

Vou me apropriar de dois bordões que os coleguinhas costumam usar nestas ocasiões: "Hoje é aniversário de Brasília, mas quem ganha o presente é você!" e "Hoje é o dia de inauguração de Brasília, mas há muito pouco a comemorar."

Desde a primeira vez que desembarquei em Brasília, tenho duas sensações: a do déjà-vu e a da descoberta. Muito antes de vir a esta cidade (quando era criança pequena em Teófilo Otoni), li muito sobre ela nas coleções de "O Cruzeiro" e "Manchete", que havia na casa das minhas avós.


Vim pela primeira vez, por volta de 1994, quando já trabalhava na Fiero, no esquema de bate-e-volta. Do aeroporto ao hotel, depois CNI e aeroporto, eu via pela janela dos táxis a Brasília das reportagens e dos cartões postais.

Morei aqui durante um ano, não me adaptei por questões de saúde (ou falta de), mas não deixei de gostar da cidade. Hoje, há pouco, li este artigo do jornalista Josias de Souza, mostrando as diferenças entre Brasília e "Brasília". Concordo plenamente.

A cada retorno conheço um cantinho novo e vou redescobrindo as Brasílias. Desta vez pelas mãos e cérebros dos amigos Alessandra e Danilo Curado. Mais uma vez parabéns Brasília, sem aspas. (Fotos Marcela Ximenes e JCarlos)

1 de abr. de 2015

1° DE ABRIL: UM PAÍS DA VERDADE (#SQN)

Quando eu era criança pequena lá em Teófilo Otoni, o dia primeiro de abril era a ocasião de fazer "pegadinhas" (não tinha este nome) com os irmãos, coleguinhas e adultos. Era a oportunidade de elaborar boas histórias, segurar a atenção e, no ápice, gritar: "Primeiro de abril, te peguei!" Ou, quando mais jovem ainda: "Primeiro de abril/sua calça caiu/sua mão não viu!".

Hoje, para distinguir mentira da verdade é uma coisa complicada. Tudo são meias verdades, tudo é relativo. O que se apresenta claro e sólido à nossa frente nada mais é que uma ilusão de ótica, uma visagem. Tudo tem uma explicação plausível, uma justificativa.

E vamos em frente, sem se iludir.

21 de mar. de 2015

JOÃO E MARIA? NÃO. JOCIONE E MÁRCIO

Quando eu era criança pequena, em Teófilo Otoni, ouvi muito a história de João e Maria, contada por minha mãe, pelas avós e pela babá da minha irmã. Depois, alfabetizado, li na coleção "As Mais Belas Histórias".

(Ilustra Carl Offerdinger/1927)

A trama era a mesma escrita pelos Irmãos Grimm, com poucas adaptações: um casal de irmãos era abandonado pelos pais na floresta, porque não tinham condições de criá-los (nunca concordei - até hoje penso nisso - com esta opção cruel). Joãozinho, tendo ouvido o plano do pai, foi ao regato e pegou pedrinhas, com as quais marcou o caminho de volta para casa. De outra vez, não teve tempo de pegar pedrinhas, foi marcando o trajeto com migalhas de pão. Os passarinhos comeram a marcação e os meninos foram parar na casa da bruxa. Ponto.

Venho para hoje. Ou melhor, para quarta-feira, dia 18. Na querida e progressista cidade de Cujubim - RO, uma dupla desastrada assalta uma loja de conveniências do posto de gasolina e leva dinheiro e um monte de mercadorias em uma moto. No caminho vão caindo cervejas, cigarros... depois a polícia encontrou o rastro dos pneus da moto, a própria moto; na sequencia, pegadas dos indigitados, que são encontrados em seguida.

A polícia nunca teve tanta moleza para prender vagabundo...

19 de nov. de 2014

DIA DE BANDEIRA

Comemorado hoje, 19 de novembro, o "Dia da Bandeira", data que relembra fatos ocorridos há 125 anos, na jovem República dos "Estados Unidos do Brasil", proclamada alguns dias antes. Quando eu era criança pequena, lá em Teóflotoni, nesta data cantávamos o Hino à Bandeira, segurando bandeirinhas que nós mesmos desenhávamos, coloríamos, recortávamos e colávamos em varinhas de madeira, observando as figuras geométricas do retângulo, losango, círculo e a faixa com os dizeres, que depois soube chamar-se "dístico".

De uns tempos para cá a exibição da bandeira nacional ficou restrita a algumas repartições públicas - especialmente os quartéis -, uma ou outra escola e na "geral" em dias de jogos pela copa do mundo de futebol ou olimpíada. Uma exceção foi a iniciativa de moradores da Ponta do Abunã, aqui em Rondônia, que resolveram, por conta própria, construir e erguer um mastro para o hasteamento de uma bandeira brasileira na fronteira do nosso país com a Bolívia. A matéria, de 22 de setembro, está aqui.

Abaixo, um mosaico de fotos de bandeiras já publicadas no Banzeiros.
P.S.: Usei Dia de Bandeira de propósito, tá?

7 de out. de 2014

ROUBANDO GALINHAS

Quando eu era criança pequena, em Tiofotoni, quando queriam desqualificar uma pessoa a chamavam de "ladrão de galinhas". Era o ramo mais baixo do submundo do crime e o meliante que era pego praticando essa atividade, apanhava muito da polícia. Talvez para ser mais ousado e passar a furtar residências ou mesmo bancos.
Na sexta-feira vi esta matéria com origem em Guajará-Mirim: "Ladrão furta frangos da raça garnizé".
Se roubar galinhas já era um crime grave, imagine roubar garnizé, que é um projeto de galinha? (Ilustra:
Adriano Monteiro.Com)

27 de mai. de 2014

MEDOS E MEDOS

Ao ler a crônica "Quarto Escuro", do amigo Samuel Castiel, lembrei que não passei pela experiência que ele narra. Não por que não faltasse energia em Teófilo Otoni, mas porque, Cida, Paito e eu, em momentos de apagão, grudávamos na saia da d. Nilta e não largávamos por nada. Se ela tinha que ir buscar a lamparina, lampião ou vela, ia junto aquele bolo de menino, como filhotes de mucura.
No "Quarto Escuro" deparei com a palavra "acluofóbico". Por dedução, imaginei (e acertei) que era medo de escuro. Aí lembrei de um recorte guardado há um tempinho com outros medos, cujos nomes são pouco conhecidos. Começo com o medo do Samuel, mas pode ser que alguém se identifique com um desses:
Acluofobia - medo do escuro; Ablutofobia - medo de tomar banho; Azinofobia - medo de ser agredido pelos país; Belenofobia - medo de agulhas; Corofobia - medo de dançar; Cronometrofobia - medo de relógios; Dexmofobia - medo de objetos do lado direito do corpo; Dromofobia - medo de atravessar a rua; Heliofobia - medo do sol; Limnofobia - medo de lagos; Mageirofobia - medo de cozinhar; Metrofobia - medo de poesia; Parasquavedequatriafobia - medo de sexta-feira 13; Penterofobia - medo da sogra; Triscaidecafobia - medo do número 13; Verbofobia - medo de palavras; Xantofobia - medo da cor amarela.

28 de mar. de 2014

O QUE EU ME LEMBRO

No dia 1º de abril de 1964, eu tinha oito anos e já estava com o uniforme do Grupo Escolar, pronto para ir para a aula. Meu padrinho, que era comandante do destacamento da Polícia Militar, chegou para tomar café na casa da minha avó e ao me ver uniformizado disse para eu não sair à rua, pois tinha acontecido alguma coisa e muita gente estava sendo presa.
Mais tarde, do mesmo dia, soube pela babá da minha irmã que ela viu muitos caminhões cheios de soldados e concluiu: "O Brasil está em guerra!" As aulas só recomeçaram algumas semanas depois. No quadro negro, o nome do  novo presidente da República: Humberto de Alencar Castello Branco, mas a professora não soube explicar o que houve. Eu sabia, porque na minha casa meus pais e avós tinham o hábito de escutar rádio.

6 de fev. de 2014

"PERDIDOS" E "ACHADOS"

Para entender as aspas no título, vou contar a história. Estávamos na praia do Mutá, em Porto Seguro e, em poucos minutos ganhamos cds do Luan Santana e dessa dupla, Mateus Ferraz e Vitória, que eu não conheço.
Armando chuva, pedi ao garçom para irmos para a parte coberta. O JP "esqueceu" o cd que ele ganhou na mesa e nos seguiu para o novo lugar. Segundos depois, outro garçom devolveu o brinde "perdido".
Quando eu era criança pequena em Teófilo Otoni. Em dias nublados, minha avó me obrigava a ir para a escola levando um guarda-chuvas. Na volta da aula eu passava na Matriz e "esquecia" o bendito guarda-chuvas lá. A zeladora da igreja ia levar na casa da minha avó e eu ficava com a orelha quente. Foram várias tentativas de me desfazer do acessório.

3 de jul. de 2013

DO PASSADO

Recebi uma mensagem do Lúcio Albuquerque com o convite para o arraial beneficente para construção da casa de apoio à criança com câncer. Ele encerra com um provérbio chinês: "Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas".
Ao ler, deu um zumbido no meu cérebro, era um neurônio do arquivo morto trazendo uma imagem de um passado (bem) remoto.
Na parede da nossa casa em Teófilo Otoni tinha dependurada uma plaquinha de madeira; colados sobre ela um pedaço de madeira, como se fosse uma tora, com uma pequena escultura de  machado fincada nela. Acima, o dístico: "Sê como o sândalo que perfuma o machado que o fere". A frase é atribuída à Buda, à Ghandi, à Tagore, entre outros pacifistas.
Eu lia e relia esta frase, ficava pensando, pensando... E deixava prá lá. Pensar dói!

28 de out. de 2012

MATANDO SAUDADES

Na minha infância, em Teófilo Otoni, cresci em casas de pessoas que tinham no rádio o principal meio de informação e de entretenimento. Depois, já residindo em Belo Horizonte, a tevê substituiu o rádio nos finais de tarde e início das noites. Em programas humorísticos como Balança Mais Não Cai, a Praça é Nossa, entre outros, pude ver os donos daquelas vozes que eu conhecia tão bem.
Ontem em uma "closed party" (aprendi esta com a @dilmabr), a tevê estava ligada no Zorra Total e vi um destes velhos atores, que pensei já estivesse ido, o José Santa Cruz. Ele fazia o personagem "Jojoca", contracenando com o Mauro Lúcio. Gostei de vê-lo. Pena que continua fazer papel de leso. (Foto JCarlos)

20 de mar. de 2012

SERÁ?

Quando eu era criança pequena em Teófilo Otoni ouvi da minha avó a história de que quem encontrasse uma das pontas do arco-íris, descobriria um pote de barro cheiinho de moedas de ouro.
Ontem quase encontrei um. Só que este arco-íris tinha uma das pontas na BR-364. Não quis cavar para não ficar culpado por mais um buraco na estrada. Mas que fiquei tentado, fiquei. (Foto JCarlos)