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23 de abr. de 2015

DO PASSADO

(Foto Decom/Reprodução Alto Madeira)

Aproveito esta foto publicada pelo Alto Madeira (edição 19 e 20 de abril), que foi feita em 1989, quando a Escola Estadual "Maria de Nazaré dos Santos" foi inaugurada em Jacy-Paraná. Nesta época eu assessorava a Seduc. Não apareço na foto, mas estava lá.

Este evento ficou na minha mente por que eu não entendia, na época, a homenagem a uma pessoa que ainda estava viva, no caso a dona Nazaré da Cabeça Branca. Soube, então, a importância dela na história do PMDB, desde a fundação do MDB em Rondônia e como gostam de falar hoje, "na resistência ao regime militar", já que o Território de Rondônia era governado por coronéis do Exercito (Amapá era da Marinha e Roraima, da Aeronáutica).

Na foto, em primeiro plano, o secretário de Obras, Carlos Roberto Duarte, dona Nazaré Cabeça Branca (lá atrás, mais perto do góvi, José, ou João,  Albuquerque, secretário de Educação) e o governador Jerônimo Santana

1 de abr. de 2015

DO PASSADO

Em 1986 - e até o final do mandato - as relações entre o governador Ângelo Angelim e a Assembleia Legislativa não eram amistosas, apesar de Angelim ter sido escolhido entre os deputados do PMDB para ocupar o governo-tampão até a realização de eleições para governador.

Via de regra, o governador vetava todas os projetos de lei aprovados na ALE, que por sua vez vendia caro (no sentido figurado, pelamordiDeus, hein?) a apreciação de assuntos de iniciativa do Executivo. Entre as matérias vetadas estavam aquelas "autorizativas", a maioria delas era só para agradar o eleitor, coisa do tipo: "O governado está autorizado a asfaltar a estrada coletora Kapa Zero, no município de Colorado do Oeste", por exemplo.

O jornalista Márcio Raposo (responsável pela minha vinda para cá) sugeriu um dia para que os projetos de lei que autorizavam alguma coisa não fossem mais vetados. Era só o governador agradecer e guardar o papel. Reduziu-se, assim, o atrito com os deputados, que continuaram agradando os eleitores, mas não viram as obras indicadas sendo executadas...

29 de mar. de 2015

LESEIRA DO PASSADO

Diariamente recebo dezenas de espans com ofertas de tudo quanto há para vender. Tenho o hábito de verificar o lixo eletrônico, para evitar que algum emeio necessário não seja perdido. Uma das ofertas que recebo é da Motorola, com lançamentos "diários" de modelos de celulares. Um desses anúncios que chegou hoje, oferece o modelo "Moto X". Lembrei, então de uma história antiga.


A Rádio Itatiaia de Belo Horizonte costumava presentear o melhor jogador em campo com um brinde dos patrocinadores. A escolha era feita pela equipe que estivesse transmitindo a partida e o presente era entregue por um dos repórteres de campo. Certa ocasião o patrocinador dos esportes da Itatiaia era a empresa Motorádio, empresa tradicional, que lançava naquela ocasião rádios para carros.

(Fotos divulgação)

Ao final da partida, escolhido o jogador que tinha se destacado, o repórter vai até ele:
- Fulano, a equipe da Itatiaia escolheu você como melhor jogador em campo. Aqui está seu presente, um Motorádio, recém lançado. O que você vai fazer com ele?
- Primeiro quero agradecer ao pessoal da Itatiaia... Bom vou dar o rádio para a minha irmã e a moto vai ficar pra mim...

8 de fev. de 2015

UM CHURRASCO 'QUENTE'


Ao ver a foto acima do renomado fotógrafo Marcos Santilli retratando um churrasco realizado em Vilhena, em 1972, lembrei-me de um evento que participei fazendo a cobertura jornalística pelo Decom, quando acompanhava o então vice-governador Assis Canuto (Governo Piana 1991/1995), na inauguração da PCH Castaman, construída no rio Enganado, em Colorado do Oeste.

A solenidade foi demorada. As "centenas" de autoridades presentes queriam discursar e o tempo foi passando, a fome aumentando, todos sentindo o cheiro do churrasco (os churrasqueiros estavam trabalhando desde cedo e os espetos com carne assada eram armazenados em um barracão improvisado, construído com madeira e lona preta).

Discursos encerrados, foi servido o almoço para as autoridades, enquanto se tentava organizar uma fila para que os demais convidados - o povo - recebessem o prato com arroz, farinha e macaxeira e um espeto de carne. "Isso não vai dar certo", disse ao Rosinaldo Machado, que também fazia parte da equipe do Decom como fotógrafo e estava sentado ao meu lado.

Parece que eu tinha dito a senha. Começou um tumulto com pessoas tentando invadir o depósito de churrasco e os poucos policiais que estavam a serviço no local precisaram usar os espetos dos churrascos para controlar o motim. Eram varadas para todo lado e o locutor contratado para animar a festa, tentando acalmar os famintos.

O problema foi contornado. Quando retornávamos, passamos por dezenas de famílias que iam  para casa levando, aos ombros as "bolas" de carne assada espetadas em longos espetos.

16 de dez. de 2014

DO PASSADO

Recebo rilisi começando assim: "Aconteceu na última sexta-feira (12/12), com a presença de autoridades civis, militares e eclesiásticas, (...)". Que coisa mais antiga.
No evento devem ter agradecido a presença da "Imprensa escrita, falada e televisada", também.

15 de dez. de 2014

DO PASSADO

Quando o meu filho Bruno era criança (bem) pequena em Contagem - MG, a tia-avó dele, D. Dorah, trocou uns "Carnês do Baú da Felicidade" quitados por um monte de coisas na loja do Baú (quem é mais novo não sabe o que é essa arrumação), entre elas alguns disquinhos com estorinhas narradas pelo Sílvio Santos.

O Bruno ficava no cercadinho, às vezes na companhia do primo dele Juninho, brincando e tendo como trilha sonora a voz do dono do SBT. Um dos disquinhos tinha "A Incrível História do Sapo Edgar", que pela repetição incessante, a musiquinha colou no meu cérebro. Outro dia acordei cantando "nasceu Edgar, o sapo Edgar, e na floresta houve festa sem parar..."

Resgatei o passado. Ouçam. (Ilustra/Reprodução JCarlos)

2 de dez. de 2014

OUTRA NOTÍCIA QUE TRAZ LEMBRANÇAS

Deu no G1: Policiais militares, usando um helicóptero, perseguiram ladrão de carros em Goiânia e após disparar muitos tiros, pegaram o cara, que ainda levou um tiro na perna.
Não sei se o carro vai servir mais para alguma coisa. 
(Reprodução TV Anhanguera/JCarlos)

Há alguns anos um carro zero, retirado da loja naquele dia, foi furtado da casa do proprietário, que ao perceber o roubo telefonou para o delegado da cidade (aí a memória me falha, não sei se Ariquemes ou Jaru), que imediatamente colocou os agentes em busca do veículo.

O carro roubado foi visto passando pelo posto da Polícia Federal (naquela época havia postos ao longo da BR-364) e o agente que estava mais próximo foi avisado, saindo em perseguição, para isso "requisitou" uma caçamba que passava na hora.

Como o ladrão dirigia tranquilo, pensando não ter sido descoberto, foi logo alcançado pelo caçambeiro e pelo policial civil, que deu ordem de parada com tiros de escopeta em direção ao motor. Por causa do susto ou dos tiros, o carro saiu da rodovia e capotou.

O agente avisou ao delegado que a missão tinha sido cumprida com êxito e o dono do carro foi recuperá-lo. Ao ver os estado do veículo, todo arrebentado - mas, ainda com plástico nos bancos -, caiu em prantos...

O pessoal mais antigo da Polícia Civil deve se lembrar desta história.


29 de out. de 2014

DO PASSADO

Lendo a nota da Assembleia Legislativa, lamentando o falecimento do ex-deputado Augusto Sérgio Carminato, lembrei-me que estávamos em plena campanha pela eleição de Jerônimo Santana para o governo de Rondônia. Em Colorado do Oeste houve um problema qualquer entre o então governador Ângelo Angelin e o deputado estadual Sérgio Carminato, "dono" daquela região eleitoral. Pelo que eu soube, a discussão foi tão intensa que Carminato passou mal.
Mais tarde, à noite, o comício seria na vizinha cidade de Cerejeiras, a 39 quilômetros de Colorado do Oeste, para onde fomos. Chegamos ao final da tarde (Comunicação e Cerimonial) e sentimos um clima tenso. No hotel, ficamos aguardando a hora do comício. Um ou outro da equipe saia para beber um refrigerante ou uma cachaça e voltava com a mesma impressão de que algo ia acontecer.
Perto da hora do comício, alguém da segurança do governador ou do candidato Jerônimo Santana, passou pelo hotel desaconselhando que fôssemos ao comício: "A P2 detectou que haverá provocações e tumultos. Se eu fosse vocês ficava aqui mesmo".
No dia seguinte soubemos que várias pessoas levando sacolas com ovos - que seriam atirados no palanque - foram interceptadas pelos policiais infiltrados na multidão e os ovos devidamente inutilizados. Consta, no folclore sobre aquela noite, que um ovo foi jogado na direção da cabeça do governador Angelin, mas o ajudante de ordens o (então) tenente Vieira o interceptou com a mão, pouco antes de atingir o alvo. (Foto escaneada do livro "Pioneiros - Ocupação Humana e Trajetória Política de Rondônia" - Francisco Matias - Editora Maia -1998)

11 de out. de 2014

DO PASSADO

O amigo jornalista Montezuma Cruz colocou no perfil dele no Facebook a foto deste aparelho de telex para mexer com a nossa memória. Quem vive essa nova era, não imagina como era o jornalismo há pouco tempo.
Comentei lá: Quando eu ia acompanhar o governador no interior e queria passar a matéria para o Decom, em Porto Velho, se pedia o telefone da prefeitura emprestado, sempre arranjavam uma desculpa. Se eu pedia o telex, emprestavam na hora. Não acreditavam que um jornalista soubesse operar "aquilo".
Não sabe de nada, inocente. (Foto facebook.com/montezumacruz)

27 de ago. de 2014

GALO MALUCO

No meu tempo de criança pequena, lá em Tiofotoni, na rádio tocava uma marchinha, assim: "Cucu, cucu, cuco/O passarinho do relógio está maluco/Ainda não é hora do batente/Ele fica impertinente/Acordando toda gente ..."
Pois nessa madrugada acordei com um galo cantando a pleno pulmões em um quintal qualquer aqui no Itaim Bibi, onde os prédios altos predominam. Eram 3 da madrugada e o galo estava no fuso horário do Acre! Corrigindo: de Portugal!
(Foto meramente ilustrativa - Galo do Lago de Cuniã/2012)

3 de jul. de 2014

DO PASSADO

Ao assistir aos telejornais desta noite (não acompanhei o Twitter hoje), soube da queda de um viaduto em Belo Horizonte. As notícias davam conta que a estrutura arriou, após a retirada das escoras, matando pessoas.
Não teve como eu não me lembrar da "Tragédia da Gameleira", um acidente que aconteceu, também em Belo Horizonte, no exato dia em que eu fui tirar os documentos para começar a trabalhar no ano seguinte, 1972. Morreram 61 operários, dia 4 de fevereiro de 1971. Muitas coincidências, infelizmente, sempre para cumprir prazos e ajudar o governo de ocasião. (Fotos Flickr/Sistenampa)

16 de jul. de 2013

DO PASSADO

Vendo ontem este anúncio na loja PBKids, no Porto Velho Shopping, lembrei-me quando era criança pequena, lá em Belzonte, eu perturbei muito dona Nilta para comprar "qualquer coisa" na Loja Guanabara - uma das maiores lojas de departamentos da cidade - para eu ganhar uma capa do Super-Homem, cuja série passava na tevê em preto e branco.

A minha mãe antecipou algumas compras para casa e levamos, Paito e eu, nossas super capas, que nos davam o poder de "voar" da cabeceira da cama dos nossos pais até o colchão. O único incidente que me lembro foi o estrado da cama quebrado e remendado com barbante.
E foi assim que fomos dormir de couro quente (a sandália tinha Kriptonita), mas com a capa do Super-Homem! (Fotos JCarlos e Tarantinoassistiria.Blogspot)

3 de jul. de 2013

DO PASSADO

Recebi uma mensagem do Lúcio Albuquerque com o convite para o arraial beneficente para construção da casa de apoio à criança com câncer. Ele encerra com um provérbio chinês: "Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas".
Ao ler, deu um zumbido no meu cérebro, era um neurônio do arquivo morto trazendo uma imagem de um passado (bem) remoto.
Na parede da nossa casa em Teófilo Otoni tinha dependurada uma plaquinha de madeira; colados sobre ela um pedaço de madeira, como se fosse uma tora, com uma pequena escultura de  machado fincada nela. Acima, o dístico: "Sê como o sândalo que perfuma o machado que o fere". A frase é atribuída à Buda, à Ghandi, à Tagore, entre outros pacifistas.
Eu lia e relia esta frase, ficava pensando, pensando... E deixava prá lá. Pensar dói!

24 de out. de 2012

(IN)DEFINIÇÃO INGLÓRIA

É bem eu (Ilustração Blog do Orlando.Blogosfera)

Sou eleitor há 38 anos, com uma breve pausa durante o período do serviço militar (na época, os "praças" não votavam). Voto sempre, "ganhando" ou "perdendo", mas desta vez estou em um grande impasse: Quem é o menos pior. E, parece, que não estou só nesta dúvida.
A minha indecisão pode ser comentada com um verso da música "Mora na Filosofia", do grande Monsueto: "Botei na balança, e você não pesou; Botei na peneira, e você não passou..."!

9 de jun. de 2012

DO PASSADO

Nesta foto histórica, que fotografei na exposição "Roquette Pinto - Um Brasiliano", que passou por aqui em maio, aparecem Roquette-Pinto e Rondon, com índios, cuja etnia desconheço e membros da comissão de implantação do telégrafo. (Reprodução JCarlos)

25 de mai. de 2012

DO PASSADO

Abrindo o baú (ou seria a caixa de Pandora?), algumas reminiscências.
Equipe do Decom, a caminho de Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena (Jun/1986) Foto João Evangelista
*História da foto nos comentários 
Crianças da Festa do Divino - Rolim de Moura do Guaporé - RO (Mai/1990) Foto JCarlos
"Para *erda falta pouco" Sugestão de legenda da Vânia Cavalcante - Passeio de barco 
Porto Velho - RO (Dez/99) Foto Oziris Lobo
Guerreiro Gavião - Aldeia Pin Ikolen - Ji-Paraná (Dez/2001) Foto JCarlos

31 de mar. de 2012

31 DE MARÇO

Há 48 anos, criança pequena em Teófilo Otoni, no nordeste de Minas Gerais, eu faltava à aula, obedecendo ordem do meu padrinho Marinho, comandante do destacamento da Polícia Militar, que cedo passou na casa na minha avó, ao lado do quartel, e disse: "Não deixem Neném sair de casa. O Brasil está em guerra".
Passei os próximos dias vendo, da janela, caminhões da PM mineira e do Exército transportando tropas de um lado para outro. De noite, em casa, meu pai contava sobre as prisões de colegas dele na Estrada de Ferro Bahia e Minas. Na época, os ferroviários eram uma das categorias profissionais mais politizadas e organizadas do país e foram os que mais sofreram. Os salários, por exemplo, são miseráveis até hoje, no que resta das ferrovias.

10 de fev. de 2012

TER AMIGOS É TUDO

A amiga Beth França foi a um show do Ney Matogrosso em Brasília e lembrou-se de mim quando ele cantou "Bicho de Sete Cabeças", música que fazia parte do meu repertório no gabinete.
Quando cheguei lá (no gabinete) era "proibido" ouvir música, falar alto e rir no horário de trabalho. Parecia um eterno velório (não o do Manelão, claro). Subverti tudo.
Ao receber o emeio da Beth dizendo da lembrança dela, também relembrei os bons momentos que passei em Brasília. Beth, Selminha, Eliete, Andrézão do Ceub, Eude, Alex, Geiza, Nei, Marciano e um monte de gente legal, deixaram saudades.
(Foto Correio de Uberlândia)

4 de fev. de 2012

VIROU BAGUNÇA

O saite Congresso em Foco publicou nota informando que a banda marcial do regimento de Cavalaria de Guarda da Presidência da República, tocou "Ai, se eu te pego", no deslocamento da tropa, após a troca da guarda. Dizem que sempre tocam músicas civis e militares em eventos.
Lembrei-me de meu tempo de quartel. Deslocávamos do hasteamento da bandeira para o corpo da guarda e o corneteiro - pistonista de gafieira nas horas vagas - resolveu tocar o hino do Flamengo em ritmo marcial. Pegou quatro dias de cadeia para aprender a não tocar música ruim.

14 de nov. de 2011

ALOE VERA - DO PASSADO

A ANVISA proibiu a utilização, importação, comercialização da substância Aloe Vera em alimentos e remédios. Ao ler a notícia lembrei que por trás do nome científico estava a popularíssima "babosa". Também veio à minha mente as imagens da minha tia cortando a folha do cacto, amassando no pilão e depois recolhendo a seiva.
A pior parte era ver Maria José derramando aquela gosma na cabeça, depois os cabelos eram cobertos por um lenço. O plástico, naquele tempo chamava-se "matéria plástica" e só servia para fazer objetos como baldes e outras poucas coisas.
Os processos seguintes de alisamento do cabelo, para mim, continuam mistério.