A campanha de desestabilização de Emerson Castro na Casa Civil prossegue. A Imprensa caripuna escala, dia após dia, novos "candidatos" ao cargo. O pior não é tirar o Emerson, o ruim são alguns dos "candidatos" que são apontados ao governador.
- Tomás Correia - Presidente da Executiva do PMDB-RO, já disse várias vezes que não quer. Prefere cuidar de seu rebanho de vacas de leite;
- Valdemar Albuquerque - Chefe de Gabinete do governador - Bom conciliador, já resolveu impasses, como fechamento de BR e outras manifestações. Não sei o que pensa;
- Deputado federal Nilton Capixaba - Acusado de envolvimento no escândalo das ambulâncias. Nestas eleições (2014), foi denunciado por ter feito campanha em uma igreja evangélica;
- Valdivino Tucura - Ex-deputado (8.170 votos, 1%) - Seria um prêmio de consolação?
- Kaká Mendonça - Ex-deputado estadual, encalacrado até o pescoço (e olha que o cara é alto) com várias acusações. Não sei o que o governo ganharia nomeando ele para a Casa Civil.
- Chiquinho da Emater - Foi candidato a deputado estadual (8.946 votos, 1,09%). É uma liderança do município de Cabixi e ex-prefeito, além de ser pessoa da confiança do góvi, mas distante dos bastidores palacianos e "assembleianos".
No balanço do custo-benefício...
Mostrando postagens com marcador Tomás Correia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tomás Correia. Mostrar todas as postagens
22 de mar. de 2015
22 de dez. de 2014
TORPEDO AMIGO
Foram buscar os velhinhos do antigo MDB, ou "ManDa Brasa", como era conhecido em Rondônia, para respaldar a campanha rasteira para retirar o peemedebista Emerson Castro da chefia da Casa Civil, cargo a que foi conduzido há pouco tempo. A primeira missão do Emerson foi cuidar da transição entre o primeiro e o segundo mandato do governador Confúcio Moura.
Ouvi comentários sobre este torpedeamento no programa "Papo de Redação", os dinossauros, assim como eu, não entendiam onde o Emerson errou e por que ele se tornou alvo preferencial dos "históricos". Depois, hoje mesmo, li um artigo confuso em que uma membro do partido "indica" o suplente de senador Tomás Correia para o cargo. Tomás, afirmou Everton Leoni, diz que não querer cargo nenhum, além da presidência regional do partido.
Isso (o torpedeamento) me cheira a uma busca à sinecura perdida. No governo Jerônimo muitos históricos foram aquinhoados com CDS, nem todos trabalhavam. Na administração Valdir Raupp, não sei, pois estava fora do serviço público. Pelo jeito da "prece", estão esperando que o milagre da multiplicação dos cargos se repita. (Ilustra b530b-artemis2)
Ouvi comentários sobre este torpedeamento no programa "Papo de Redação", os dinossauros, assim como eu, não entendiam onde o Emerson errou e por que ele se tornou alvo preferencial dos "históricos". Depois, hoje mesmo, li um artigo confuso em que uma membro do partido "indica" o suplente de senador Tomás Correia para o cargo. Tomás, afirmou Everton Leoni, diz que não querer cargo nenhum, além da presidência regional do partido.
Isso (o torpedeamento) me cheira a uma busca à sinecura perdida. No governo Jerônimo muitos históricos foram aquinhoados com CDS, nem todos trabalhavam. Na administração Valdir Raupp, não sei, pois estava fora do serviço público. Pelo jeito da "prece", estão esperando que o milagre da multiplicação dos cargos se repita. (Ilustra b530b-artemis2)
11 de set. de 2014
PESAR
Lamento a morte do ex-governador Jerônimo Santana, que já estava com a saúde bastante debilitada, e, nos últimos anos, o ostracismo fez com que ficasse mais crítica. Mesmo tendo ele buscado o exílio em Brasília, acusava os seus correligionários, em particular, e o povo de Rondônia, de um modo geral, de tê-lo abandonado.
Eu o conheci às vésperas das eleições de 1987, quando renunciou à Prefeitura de Porto Velho, e fui à posse de Tomás Correia. Depois, como tantos outros, entrei na campanha eleitoral, quando o então governador Ângelo Angelim mobilizou a "máquina" para eleger o Bengala, como era conhecido.
O prêmio que Angelin ganhou - após ter elegido Bengala - foi ser banido para Vilhena, não tendo sido, sequer, convidado para a inauguração do Cemetron - o Centro de Medicina Tropical de Rondônia, que já estava pronto quando Jerônimo assumiu. Todos os assessores de cargos de confiança do governo Ângelo Angelin foram exonerados no primeiro ato de governo. Isso é uma rotina. Mas não foram poupados nem aqueles que mais se dedicaram à campanha política.
Depois houve outros percalços. Jerônimo dividia o PMDB em vários clãs: O PMDB do Orestes (vice-governador), o PMDB do Amir Lando, o PMDB do Paulo Araújo e assim por diante. Dando a cada um deles o peso que acreditava valerem.
A minha convivência com ele foi grande e distante ao mesmo tempo. Eu era assessor de imprensa do vice-governador e via o governador sempre, mas ficava no papel de assessor, fazendo parte da paisagem e falando se perguntassem. Ocasionalmente cobria os colegas do Decom em algum evento ou no interior, quando não podiam ir.
A passagem mais marcante foi após a eleição que definiu o sucessor de Jerônimo, Osvaldo Piana, e antes da posse - nesta época a transmissão de poder era em março. Estava eu na Vice-Governadoria olhando para o tempo, quando a recepcionista chamou-me e passou a ligação da secretária do governador:
- José Carlos, o governador está chamando você aqui na Sudeco ("Palácio dos Despachos", que Jerônimo usava por superstição ao Palácio Getúlio Vargas, onde eu ficava).
- Está me chamando? Você tem certeza?
- Você não é o José Carlos, assessor de imprensa do vice-governador?
- Sou, mas o governador está chamando?
- Isso. Posso dizer que você está vindo?
- Pode. Estou saindo.
Cheguei esbaforido ao gabinete do governador. Não tinha guarda, recepcionista e nem a secretária dele estava lá. Todas as portas estavas abertas. Fui entrando. Da sala da secretária dava para ver, na outra sala, uma ponta da mesa com pés em cima. Bati na porta e ele mandou-me entrar.
- Tudo bem, Zé Carlos (não sabia que ele sabia o meu nome)?
- Tudo, governador e o senhor?
- Você sabe do Carlos Henrique[Ângelo]?
- Soube que está de férias...
- E o Abdoral [Cardoso]?
- Viajando, governador.
- Tá vendo o que é fim de governo? Todos me abandonaram..
Em seguida ele pediu que eu escrevesse alguma coisa sobre o Ministério da Previdência para ser publicado no final de semana seguinte. Fiz o texto, entreguei à secretária e não o vi mais até uma campanha eleitoral já em meados dos anos 2000. Nos encontramos algumas vezes, quando ele foi embora para Brasília e acabou-se a história.
Que sua alma repouse em paz.
Eu o conheci às vésperas das eleições de 1987, quando renunciou à Prefeitura de Porto Velho, e fui à posse de Tomás Correia. Depois, como tantos outros, entrei na campanha eleitoral, quando o então governador Ângelo Angelim mobilizou a "máquina" para eleger o Bengala, como era conhecido.
O prêmio que Angelin ganhou - após ter elegido Bengala - foi ser banido para Vilhena, não tendo sido, sequer, convidado para a inauguração do Cemetron - o Centro de Medicina Tropical de Rondônia, que já estava pronto quando Jerônimo assumiu. Todos os assessores de cargos de confiança do governo Ângelo Angelin foram exonerados no primeiro ato de governo. Isso é uma rotina. Mas não foram poupados nem aqueles que mais se dedicaram à campanha política.
Depois houve outros percalços. Jerônimo dividia o PMDB em vários clãs: O PMDB do Orestes (vice-governador), o PMDB do Amir Lando, o PMDB do Paulo Araújo e assim por diante. Dando a cada um deles o peso que acreditava valerem.
A minha convivência com ele foi grande e distante ao mesmo tempo. Eu era assessor de imprensa do vice-governador e via o governador sempre, mas ficava no papel de assessor, fazendo parte da paisagem e falando se perguntassem. Ocasionalmente cobria os colegas do Decom em algum evento ou no interior, quando não podiam ir.
Dois momentos, na Polícia Militar e em algum lugar no interior (Fotos Decom)
A passagem mais marcante foi após a eleição que definiu o sucessor de Jerônimo, Osvaldo Piana, e antes da posse - nesta época a transmissão de poder era em março. Estava eu na Vice-Governadoria olhando para o tempo, quando a recepcionista chamou-me e passou a ligação da secretária do governador:
- José Carlos, o governador está chamando você aqui na Sudeco ("Palácio dos Despachos", que Jerônimo usava por superstição ao Palácio Getúlio Vargas, onde eu ficava).
- Está me chamando? Você tem certeza?
- Você não é o José Carlos, assessor de imprensa do vice-governador?
- Sou, mas o governador está chamando?
- Isso. Posso dizer que você está vindo?
- Pode. Estou saindo.
Cheguei esbaforido ao gabinete do governador. Não tinha guarda, recepcionista e nem a secretária dele estava lá. Todas as portas estavas abertas. Fui entrando. Da sala da secretária dava para ver, na outra sala, uma ponta da mesa com pés em cima. Bati na porta e ele mandou-me entrar.
- Tudo bem, Zé Carlos (não sabia que ele sabia o meu nome)?
- Tudo, governador e o senhor?
- Você sabe do Carlos Henrique[Ângelo]?
- Soube que está de férias...
- E o Abdoral [Cardoso]?
- Viajando, governador.
- Tá vendo o que é fim de governo? Todos me abandonaram..
Em seguida ele pediu que eu escrevesse alguma coisa sobre o Ministério da Previdência para ser publicado no final de semana seguinte. Fiz o texto, entreguei à secretária e não o vi mais até uma campanha eleitoral já em meados dos anos 2000. Nos encontramos algumas vezes, quando ele foi embora para Brasília e acabou-se a história.
Que sua alma repouse em paz.
22 de nov. de 2012
TOMÁS (METE A) CORREIA*
Conheci o Tomás Correia após o período em que foi deputado estadual e era vice prefeito do Jerônimo Santana, tendo assumido em maio de 1986 - cheguei aqui em abril -, se tornando então o segundo pior prefeito de Porto Velho. O primeiro é o José Guedes. Jerônimo não conta, pois estava em campanha para governador.
Os colegas do Decom, e os jornalistas com quem conversava, sempre o elogiavam como bom orador, que arrasava os adversários com seus discursos inflamados. Não tive a oportunidade de ver/ouvi-lo na tribuna, nem agora no Senado. Mas foi pela palavra que ele inspirou-me para este comentário.
Recebi a matéria sobre entrevista que o suplente de senador deu ao Arimar Sá, no programa "A Voz do Povo", transmitido pela rádio Cultura, de Porto Velho. Depois do blá blá blá de rotina, o chute de coturno na canela: "A deslealdade deve ser punida com a demissão do vice governador do Detran, caso se confirmem os fatos".
Os fatos são os boatos que correm de uma trama do PDT para apear o PMDB do poder estadual, mesmo sendo o co-piloto. O assunto não é novo, mas agora é mencionado por um 'cardeal' peemedebista. Quero ver o que vai dar. E nem quero que a Pipira conte nada...
*(Desculpem, leitores, o título ridículo)
Os colegas do Decom, e os jornalistas com quem conversava, sempre o elogiavam como bom orador, que arrasava os adversários com seus discursos inflamados. Não tive a oportunidade de ver/ouvi-lo na tribuna, nem agora no Senado. Mas foi pela palavra que ele inspirou-me para este comentário.
Recebi a matéria sobre entrevista que o suplente de senador deu ao Arimar Sá, no programa "A Voz do Povo", transmitido pela rádio Cultura, de Porto Velho. Depois do blá blá blá de rotina, o chute de coturno na canela: "A deslealdade deve ser punida com a demissão do vice governador do Detran, caso se confirmem os fatos".
Os fatos são os boatos que correm de uma trama do PDT para apear o PMDB do poder estadual, mesmo sendo o co-piloto. O assunto não é novo, mas agora é mencionado por um 'cardeal' peemedebista. Quero ver o que vai dar. E nem quero que a Pipira conte nada...
*(Desculpem, leitores, o título ridículo)
14 de nov. de 2012
ENROSCO
Antes que eu pudesse aceitar o convite e ir assistir à convenção do diretório municipal do PMDB de Porto Velho, convocada para o próximo domingo, a Executiva Estadual decretou a intervenção ampla, geral e irreversível em alguns diretórios municipais, entre eles o da capital.
Pelo que entendi da matéria com o (agora) suplente de senador Tomás Correia, os velhinhos tinham se rebelado e marcado a convenção para voltarem ao comando a sigla, onde estabeleceram literais raízes.
Gostei da frase: "As decisões democráticas dos comandos nacional e regionais têm que ser seguidas por todos".
... E o PMDB de Porto Velho está parecendo aquela notícia de um homem que morreu a muito tempo e ninguém notou a falta.
Pelo que entendi da matéria com o (agora) suplente de senador Tomás Correia, os velhinhos tinham se rebelado e marcado a convenção para voltarem ao comando a sigla, onde estabeleceram literais raízes.
Gostei da frase: "As decisões democráticas dos comandos nacional e regionais têm que ser seguidas por todos".
... E o PMDB de Porto Velho está parecendo aquela notícia de um homem que morreu a muito tempo e ninguém notou a falta.
Assinar:
Comentários (Atom)
