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27 de mai. de 2015

HEIN?

Ainda abalado com a notícia da morte do Sérgio Mello, fiquei lendo as mensagens de pesar emitidas por amigos, autoridades e entidades. Por hábito profissional e ranzinzice pessoal foi impossível não notar que alguns textos começam na terceira pessoa, passam para a primeira e voltam, no final, para a terceira novamente. Outros fazem uma salada de colagens e ficam sem sentido. Mas a mensagem que achei mais estranha foi a do Sebrae:


PESAR

"Ando devagar por que já tive pressa", esse poderia ser o epitáfio a ser colocado na lápide do amigo Sérgio Mello, que foi embora hoje. Mas a frase não condiz com a realidade. Sérgio era a própria calma. Era preciso uma coisa muito grande para abalar a sua tranquilidade e nem sei se isso aconteceu alguma vez.

Nos conhecemos em 1986, quando eu estava no Decom e ele na TV Nacional. Pouco depois o Sérgio foi indicado para substituir a Ruth Morimoto na direção da Comunicação e passei a trabalhar com ele. Foram poucos meses pois logo saiu para ser o locutor oficial do PMDB na campanha para o governo, em que o Jerônimo Santana venceu. Eu o substituí e ao final da campanha devolvi o cargo e fui para a TV Educativa.

(Arquivo JCarlos)

Depois nos reencontramos na Fiero, participamos da segunda "Caravana da Integração" e sempre mantínhamos contato. Tive a honra de ser um dos entrevistados do programa "Papo News" e também participar de alguns "Papo de Redação" no rádio e na TV.

Fica uma grande e profunda saudade.

24 de mai. de 2015

PESAR

Lamento profundamente a morte do professor Luiz Gouveia, o Luizão. Lembro dele muito ativo, sempre em busca de apoio para os esportes e para as fanfarras escolares nos colégios em que trabalhava. Aqui entrevista ao Sílvio Santos, no Gente de Opinião.

Ficam na memória dois fatos específicos e diretamente comigo: quando foi baleado em circunstâncias que não vêm ao caso, fui intermediário para conseguir passagens para enviá-lo para tratamento no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. Lúcio Albuquerque era o chefe do Decom e foi ao governador Osvaldo Piana.

A segunda, mais pessoal, o professor Luizão era vice-diretor da Escola João Bento e eu o encontrei em algum evento e conversamos sobre um dos meus filhos que estava mal em uma escola particular. Ele disse: "Leva ele lá e vamos conversar". A criatura foi para o JB, voltou a estudar e recuperou as notas que eram vermelhas, com um acompanhamento do Luizão.

E por falar em "João Bento", eu acho que a escola se tornou referência na preparação de alunos pobres para o vestibular desde a época dele por lá.

Neste momento quero enviar o meu abraço aos familiares em nome do jornalista Bosco Gouveia, esperando que Deus console a todos.

13 de abr. de 2015

PESAR

Mais um grande escritor se vai. Desta vez foi o Eduardo Galeano, o uruguaio que bagunçou a cabeça de todos da minha geração com o livro "Veias Abertas da América Latina". Com quinze anos eu li o livro deslumbrado, como tantos outros adolescentes que vivíamos em um país sob tutela militar e sonhando com a "contra-revolução". No ano seguinte uns tantos vieram para a Amazônia preparar o povo para "retomar o poder". E todos sabem no que deu.

Mas Galeano - depois li mais artigos dele - revisitava a História e recontava alguns fatos que conhecíamos como a Guerra do Paraguai, por exemplo. O Paraguai que ele nos apresentava era completamente diferente daquele dos livros que líamos na escola e decorávamos as datas. Para mim foi um choque.

Ao saber da notícia da morte pela IstoÉ, vi que o autor renegava o "Veias Abertas", dizendo que não se ligava mais ao texto, com a distância dos anos. Muitos leitores também se distanciaram, mas foi uma obra que me marcou muito e me fez buscar outras fontes que não só as oficiais. Aplico isso até hoje no meu trabalho e no lazer (o brog). (Ilustra Divulgação)

6 de abr. de 2015

PESAR

Acabo de saber da morte do grande amigo Nahim Aguiar, que ocorreu hoje. Fomos apresentados por volta de 1993, quando fui trabalhar como assessor de Imprensa na Fiero, onde ele era um dos diretores e, depois, diretor do Senai. A amizade durou todos estes anos, algumas vezes muito próximos; trabalhando lado a lado, viajando a serviço ou a lazer, eu o acompanhando em pescarias no rio Caracol ou bebendo cerveja nos "bregas" em Jacy-Paraná. Muitas histórias.

Nos últimos anos o Nahim andava doente, mas não abandonava as suas paixões: as frutíferas, no sítio em Candeias (esqueci o nome), a pescaria e cozinhar. Não vou me estender, pois a emoção não deixa eu pensar direito. Espero que você seja recebido pelo Pai, que também vai consolar sua família. Um abraço à professora Creuza Moraes, aos filhos Gustavo e Cristiano e demais familiares. Até logo, amigo.

Na foto, que encontrei no perfil no Facebook, Nahim entre os irmãos Assad (esq.) e Zé Maria

8 de mar. de 2015

PESAR

Lamento a morte da cantora Inezita Barroso está noite em São Paulo. Sempre gostei de começar o domingo assistindo ao programa que ela apresentava na TV Cultura. O "Viola, Minha Viola" mostrava a música caipira de raiz. Mais um grande brasileiro que se vai. A música de destaque, claro, é a "Marvada Pinga".

9 de fev. de 2015

FIM DE UMA ERA

Lamento o fechamento do jornal "O Estadão do Norte", após 33 anos de circulação. Os sinais de que as coisas iam mal não são recentes. Na semana passada o diário não circulou e há quem diga que há seis meses os funcionários não recebem os seus salários.

Como necrológio, sugiro a leitura do artigo "Lenta Agonia", do jornalista Osmar Silva, publicado no portal Gente de Opinião neste domingo.

Eu, como jornalista e morador de Rondônia, lamento que mais um veículo de comunicação deixe de circular. A Mar trabalhou lá e guarda muitas recordações - boas e más, claro - e também lastima o fechamento. Ela se manifestou através do tuíter (@marcela_ximenes) assim:

marcela_ximenes's avatar"Uma pena: jornal Estadão do Norte, em Porto Velho, fecha as portas. Deixou de circular semana passada, hoje os jornalistas limpam gavetas"

"O Estadão do Norte é do ex-senador Mário Calixto, que atualmente "mora" na Bolívia #imprensa #jornalismo"

"O jornal Estadão do Norte tem 33 anos e durante muito tempo foi líder entre os impressos em Rondônia. Pautou muita gente #imprensa"

"Colegas contam que o ex-senador Mário Calixto, dono do Estadão, não quer pagar os salários atrasados. Alguns não recebem há 6 meses"

19 de jan. de 2015

PESAR

Lamento o falecimento do Bino Alencar, com quem tive o prazer de trabalhar na Seduc. Ocasionalmente nos encontrávamos em eventos oficiais, onde ele fazia a questão de entoar o Hino "Céus de Rondônia", se acompanhando ao violão.

Soube ontem, pelo Facebook que ele estava doente quando comentei com a Mar. Agora fico sabendo pelo Gente de Opinião da morte dele. Desejo que Deus o receba e conforte a família.

28 de nov. de 2014

PESAR

Lamento a morte do Roberto "Chaves" Bolaños. Eu tinha preconceito ao programa sem ter assistido, depois que vi passei a ser fã. Era cada porrada na cara e eu pensando: "Isso não é programa infantil". Acho que o pessoal do SBT pensa a mesma coisa, pois exibe os episódios até de madrugada.
Obrigado, Chaves.
(Ilustra captada após escrever este póste)

22 de nov. de 2014

PESAR

Lamento a morte do seu Lunga, sertanejo que não tinha paciência com perguntas imbecis. Fiquei sabendo do seu Lunga através do Paulo Alves, irmão do Miguel de Souza. Paulo chegou a Rondônia, por volta de 1998, trazendo um repertório inesgotável e eu fiquei fã e me identifiquei com a "sabedoria lunguiana".
Uma das histórias do seu Lunga:

Seu Lunga estava na rua carregando um balde de leite quando na porta de sua casa uma mulher pergunta:
- Home! Pra que tanto leite??
- É prá lavar a calçada - responde derramando todo o leite na calçada.

13 de nov. de 2014

PESAR

Lamento o falecimento do escritor e poeta Manoel de Barros. Mato-grossense de Cuiabá, foi menino para o Pantanal, onde se formou para a vida. Sou fã do poeta há pouco mais de dez anos. Li a sinopse do livro "Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo" (2001, Editora Record), em uma destas revistas de bordo e me apaixonei pelo velhinho. Comprei o livro pela internet, pois não encontrei nas livrarias da cidade e fiquei aguardando ansioso.

Era diferente de tudo o que eu tinha lido. O poeta, como 'delata' o nome do livro, se preocupava com as coisas ínfimas, como a asa de uma mosca, um fio de cabelo no canto da parede ou com a poeira se acumulando nos móveis. Manoel de Barros enxergava os passarinhos, as cigarras, as lesmas, as pedras e o rio. Especialmente o rio.

Gosto muito destes versos: "O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa / era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa. / Passou um homem depois e disse: Essa volta
que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada. / Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás de casa. / Era uma enseada. / Acho que o nome empobreceu a imagem."

Depois li outros, "O Livro das Ignorãças", "Livro sobre o Nada", "Memórias Inventadas", além de pesquisar sobre ele e assistir entrevistas, sempre com o sabor de novidade que senti ao ler o "Tratado".

E o Brasil perde mais um grande brasileiro, mesmo que ele não quisesse ser.

4 de out. de 2014

PESAR

Soube agora da morte do ator e diretor de cinema Hugo Carvana. Assisti o filme "Vai trabalhar vagabundo!" umas dez vezes. Eu gosto do jeito dele personificar o malandro. Mais uma perda para o Brasil.

16 de set. de 2014

PESAR

Lamento a morte trágica do professor de História Emmanuel Gomes, ocorrida hoje em Vilhena. Ele foi professor dos meus filhos no Colégio Classe A. Lembro dele ter-me convidado para assistir a uma aula sobre História Regional, que seria ministrada em um dos barcos que fazia o passeio da Madeira-Mamoré à cachoeira de Santo Antônio (barco Cmt. Ribeiro), no rio Madeira. Aceitei e fui ouvindo as explicações rio acima.
Quando bordeávamos a ilha do Presídio, o professor Emmanuel disse que ali havia uma cadeia para presos políticos, encarcerados pela Revolução de 1964. Citou entre aqueles detidos ali o jornalista Paulo Queiroz.
Achei estranho, pois tinha trabalhado com o Paulo e ele me contou porque veio para Rondônia, escapando do movimento armado anti-ditadura, que tinha tentado cooptá-lo (depois conto esta história), mas nada de prisão. Telefonei para ele, que respondeu assim: "Caboco, o mais perto de penitenciária que cheguei, foi quando minha mulher foi diretora de uma". Pronto. O presídio da ilha de Santo Antônio despertou meu interesse.
Mas foi só em 2005, quando eu morava em Brasília, que a Nilza Menezes lançou um livro sobre o presídio da ilha, mostrando quem eram os hóspedes do lugar. Depois conversando com outras pessoas, soube que os poucos presos políticos de 64 ficaram trancafiados onde hoje é o comando da 17a. Brigada.
Não acreditei mais no professor Emmanuel.

12 de set. de 2014

VC NO G1, NO CASO EU

O portal de notícias G1 tem a sessão "VC no G1". Mas, ando no sentido contrário e lanço no Banzeiros "EU no G1". Confira:
(Reprodução JCarlos)

11 de set. de 2014

NÃO FOI ESQUECIMENTO

Leitor desse brog disse que omiti a "Gerra do Abunã" nos pôstes" sobre a morte do ex-governador Jerônimo Santana, ocorrida hoje em Brasília ou no Rio de Janeiro. Esta é uma parte da história do Estado que apenas sei por acompanhar pelos jornais e, depois, no livro do dr. Tadeu Fernandes.
Não tenho condições de opinar sobre a participação de Jerônimo no episódio. O que sei: A Ponta do Abunã vivia (vivia?!?!) abandonada por Rondônia, entregue à própria sorte. O Acre foi lá e adotou a região enjeitada.
O Governo de Rondônia esbravejou, defendendo os limites geográficos estabelecidos em 1875. Ameaçou uma guerra e a coisa foi resolvida favorável a nós, mas ruim para os moradores.

ONDE FOI MESMO?

Afinal, em que cidade o ex-governador Jerônimo Santana faleceu? Para seis saites de Porto Velho, foi no Rio de Janeiro; para outros dois, Brasília. O outro omitiu este detalhe.

CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTADO DE RONDÔNIA

É inegável a contribuição de Jerônimo Santana para a criação do Estado de Rondônia e para o fortalecimento dos municípios rondonienses.
Talvez muita gente não saiba ou sabe e "se esquece" que Jerônimo Santana foi o autor do Projeto de Lei que elevava Rondônia da condição de Território para Estado. A proposta foi torpedeada pelo Palácio do Planalto, comandado pelo então presidente general João Figueiredo.
Praticamente a mesma proposta foi reapresentada pelo Executivo, aprovada e implantada.
Mas o mérito do Jerônimo não pode ser esquecido.
Além disso, Jerônimo foi o primeiro prefeito de Porto Velho eleito com o voto popular após a revolução de 1964 e o primeiro governador eleito do Estado de Rondônia. Como eu disse não é pouca coisa.

PESAR

Lamento a morte do ex-governador Jerônimo Santana, que já estava com a saúde bastante debilitada, e, nos últimos anos, o ostracismo fez com que ficasse mais crítica. Mesmo tendo ele buscado o exílio em Brasília, acusava os seus correligionários, em particular, e o povo de Rondônia, de um modo geral, de tê-lo abandonado.

Eu o conheci às vésperas das eleições de 1987, quando renunciou à Prefeitura de Porto Velho, e fui à posse de Tomás Correia. Depois, como tantos outros, entrei na campanha eleitoral, quando o então governador Ângelo Angelim mobilizou a "máquina" para eleger o Bengala, como era conhecido.

O prêmio que Angelin ganhou - após ter elegido Bengala - foi ser banido para Vilhena, não tendo sido, sequer, convidado para a inauguração do Cemetron - o Centro de Medicina Tropical de Rondônia, que já estava pronto quando Jerônimo assumiu. Todos os assessores de cargos de confiança do governo Ângelo Angelin foram exonerados no primeiro ato de governo. Isso é uma rotina. Mas não foram poupados nem aqueles que mais se dedicaram à campanha política.

Depois houve outros percalços. Jerônimo dividia o PMDB em vários clãs: O PMDB do Orestes (vice-governador), o PMDB do Amir Lando, o PMDB do Paulo Araújo e assim por diante. Dando a cada um deles o peso que acreditava valerem.

A minha convivência com ele foi grande e distante ao mesmo tempo. Eu era assessor de imprensa do vice-governador e via o governador sempre, mas ficava no papel de assessor, fazendo parte da paisagem e falando se perguntassem. Ocasionalmente cobria os colegas do Decom em algum evento ou no interior, quando não podiam ir.
Dois momentos, na Polícia Militar e em algum lugar no interior (Fotos Decom)

A passagem mais marcante foi após a eleição que definiu o sucessor de Jerônimo, Osvaldo Piana, e antes da posse - nesta época a transmissão de poder era em março. Estava eu na Vice-Governadoria olhando para o tempo, quando a recepcionista chamou-me e passou a ligação da secretária do governador:

- José Carlos, o governador está chamando você aqui na Sudeco ("Palácio dos Despachos", que Jerônimo usava por superstição ao Palácio Getúlio Vargas, onde eu ficava).
- Está me chamando? Você tem certeza?
- Você não é o José Carlos, assessor de imprensa do vice-governador?
- Sou, mas o governador está chamando?
- Isso. Posso dizer que você está vindo?
- Pode. Estou saindo.

Cheguei esbaforido ao gabinete do governador. Não tinha guarda, recepcionista e nem a secretária dele estava lá. Todas as portas estavas abertas. Fui entrando. Da sala da secretária dava para ver, na outra sala, uma ponta da mesa com pés em cima. Bati na porta e ele mandou-me entrar.
- Tudo bem, Zé Carlos (não sabia que ele sabia o meu nome)?
- Tudo, governador e o senhor?
- Você sabe do Carlos Henrique[Ângelo]?
- Soube que está de férias...
- E o Abdoral [Cardoso]?
- Viajando, governador.
- Tá vendo o que é fim de governo? Todos me abandonaram..

Em seguida ele pediu que eu escrevesse alguma coisa sobre o Ministério da Previdência para ser publicado no final de semana seguinte. Fiz o texto, entreguei à secretária e não o vi mais até uma campanha eleitoral já em meados dos anos 2000. Nos encontramos algumas vezes, quando ele foi embora para Brasília e acabou-se a história.

Que sua alma repouse em paz.

5 de set. de 2014

PESAR

Fiquei triste com a notícia que li no G1 de que o Centro Despertar, em Guajará-Mirim poderá encerrar suas atividades. É uma pena. O Centro, mantido pela Igreja Católica, teve apoio por muitos anos do Senai e tinha como público alvo os adolescentes em situação de risco social.
Participei, quando trabalhava na Fiero, de vários eventos no Centro Despertar, seja com a enrega de equipamentos para os cursos profissionalizantes, seja em formatura de turmas.
É muito triste mesmo. Alguma instituição deveria interferir e impedir que o Centro encerre seu trabalho social.

19 de jul. de 2014