5 de ago. de 2012

CENAS DA CIDADE

Encontrei por aí.
 Casa no Santo Antônio, na beira do rio
 Vila Candelária
 Varal
 
 Conveniências
 Um coco, dois cocos, três cocos
Os "bens" do malabarista dos cocos
Plotagem
 Vale tudo...
... até crime ecológico
Se cozinhar como escreve...
Casa de Miguel e Fátima e da Fátima e Miguel, na Vila Candelária
(Fotos JCarlos)

ATO FALHO

Estava o repórter Frota Neto, da Parecis FM, fazendo a 'cobertura jornalística' da promoção "Shopping Aberto", na manhã deste domingo. No estande da Autovema/Fiat, entrevistou um provável comprador de carro da montadora ítalo-mineira; depois foi falar com o vendedor e perguntou se haveria desconto no preço do carro. a resposta: "Claro que sim. A gente faz de tudo para você sair com um carro zero".
Este slogam, todos estão cansados de saber, é da concorrente,a  Saga/VW. acho que teve gente que rodou.

3 de ago. de 2012

SÉRIE 'CENTENÁRIO'

Sem um periodicidade certa, vou publicar e republicar imagens que tenho da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, fotografadas em várias épocas. As fotos abaixo são dos últimos sete dias.
 Obras nas oficinas. Quem te viu não acreditará no que verá
 Prédio da Estação, com o Galpão 2 ao fundo. Sem filtros
 "Bunda" da 50. Esta locomotiva não goza de simpatia entre os ex-ferroviários
 Lá vem o trem, porém parado
 Litorina à sombra
 Cemitério de locomotivas no pátio da oficina - i
 Cemitério de locomotivas no pátio da oficina - II
 Cemitério de locomotivas no pátio da oficina - III
 Cemitério de locomotivas no pátio da oficina - IV
Poste antigo, também é tradição
(Fotos JCarlos)

2 de ago. de 2012

RAIVA, SIM...

Complementando o pôste anterior. O deputado Hermínio Coelho, ao falar sobre o que espera da administração dele à frente da "Casa do Povo", afirmou: "Posso garantir: O povo de Rondônia pode ter raiva de nós [deputados estaduais], mas não terá mais vergonha!"
Deus te ouça, presidente.

ECOLÓGICA

No jantar de inauguração do sistema Full HD da TV Rondônia, na sexta-feira passada, ficamos na mesma mesa em que estava o deputado Hermínio Coelho, presidente da Assembléia Legislativa. Ele disse que o projeto do novo prédio da ALE, em construção, sofreu modificações e adequações e será totalmente e ecologicamente sustentável.
Entre outras novidades, a instalação de placas para o aproveitamento da luz solar, captação das águas das chuvas, e mais outras coisas. Nas próximas semanas, disse o deputado Hermínio, virá a Porto Velho um pesquisador que fará palestra sobre o tema sustentabilidade aplicado à engenharia. Esperemos, pois. (Foto/Reprodução TV Rondônia)

FRASE

"A melhor coisa que o governo poderia fazer pelos índios era extinguir a Funai!" Beni Andrade, comentando notícia de iminência de confronto entre índios e madeireiros na região de Cacoal, no Papo de Redação - Rádio Parecis.

PARQUE JURÁSSICO

Encerrei, nesta quarta-feira, minha participação no Papo de Redação, na Rádio Parecis. Aprendi e me diverti muito com o Domingues Junior, Everton Leoni, Sérgio Mello e Beni Andrade. Eu estava substituindo o dino Sérgio Pires que escafedeu-se para local incerto e não sabido. Agradeço a paciência de todos. (Fotos Elivaldo Viana)
 A recepção (by Facebook do Sérgio Mello)
 O caldinho de feijão da D. Maria, só para a confraria (tem o nome dos dinos gravados nas canecas)
 O Beni bota prá rachar
 O programa, pode não parecer, é descontraído
 Dei alguns pitacos

O "presidente" e o "primeiro-ministro"

1 de ago. de 2012

NOS BASTIDORES DO CENTENÁRIO

A reportagem do Banzeiros ficou zanzando nas proximidades da praça da Madeira-Mamoré e mostra o que viu na solenidade e por perto. (Fotos JCarlos c/celular, câmera e tablet)
 Os ambulantes chegam cedo
Alguns se estabelecem de véspera
 Feira de artesanato
 
 Artesanato indígena
 Artesanato alimentar
 Mais artesanato
Literatura de cordel
 Militares de todas as épocas
 Ex-ferroviários
 Deputado Zequinha carimbando
 Sombra e descanso
 A espera foi longa...
 Seu Manuel fez bonito discurso
 Acho que vi um candidato...
 À sombra do mastro
 Alemães participam da festa
 Leseira infantil
 Olha a onça!
 Pose especial do Geraldo Cruz para o Banzeiros
 Circo da poesia
 Miguel e Fátima ouvem explicações do Alexandre Queiroz sobre restauro
 Hein, Burrochaga?
Guilherme, com Mariana, ensaia uma sonoplastia

UM CENTENÁRIO DE DESAFIOS

A história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré tem seu início no exterior. Uma guerra que custou à Bolívia o território ao longo do litoral do Oceano Pacífico, fez com que os bolivianos buscassem uma alternativa para exportar a produção de castanha, do caucho e do látex da seringueira. A saída pelo rio Madeira era a opção mais natural e viável, apresentando como fator de dificuldade as 17 corredeiras existentes entre as localidades onde hoje se erguem as cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim.

Esforços foram desprendidos em muitos países para tornar a ferrovia possível. Capital inglês, projeto e execução de norte-americanos e mão de obra de todo o mundo, inclusive do Brasil. A construção da ferrovia foi cercada de tropeços jurídicos, suspeita de sobre preço, insinuações de suborno a funcionários públicos brasileiros e, até, trabalho escravo. As milhares de mortes atribuídas às doenças ataques de índios e por execução por parte dos guardas da empresa são outro capítulo trágico nesta história.

A ferrovia foi concluída em 1912 e, pouco depois, entrou em decadência. O preço pago pela borracha colhida nas selvas amazônicas era superior àquela das plantações da Indonésia, com árvores nascidas de sementes contrabandeadas da Amazônia. Os custos de manutenção dos seringais e do frete ferroviário, fluvial e marítimo inviabilizavam o negócio. Logo depois, o “crack” da Bolsa de Nova Iorque agravou a crise.

O controle acionário da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré mudou das mãos do chamado Sindicato Farquhar para os financistas ingleses, que não conseguiram sobre erguer a ferrovia. Em 1931 o governo brasileiro assumiu definitivamente o controle da empresa, colocando na sua direção o major Aluízio Pinheiro Ferreira. A situação econômica precária não acabou, tendo o Governo Federal que injetar recursos para o pagamento dos funcionários, para a manutenção da via permanente e do material rodante, além do subsídio para o preço das passagens e do frete de cargas. Considerada um verdadeiro milagre da Revolução Industrial em plena selva, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi definhando pouco a pouco.

Em 1966 o presidente Castelo Branco assinou decreto extinguindo a velha ferrovia assim que ficasse pronta uma rodovia entre Porto Velho e Guajará-Mirim, substituindo a estrada de ferro. Em 1982 dois trechos da Ferrovia foram recuperados para fins turísticos. Um ligando Guajará-Mirim ao distrito de Yata e entre Porto Velho e a vila Paulo Leal, na estrada de acesso à vila da Cachoeira de Teotônio. A Madeira-Mamoré morreu outras vezes e também teve tentativas de ressurreição sucessivas.

Hoje há projetos sob responsabilidade das empresas que constroem as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau para a reativação de pequenos trechos, com fins turísticos. A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré faz cem anos com todo o peso que a idade trás, especialmente quando o “ancião” centenário teve uma vida devassa e de exageros. Nasceu mal, viveu pior, mas sobrevive na memória das pessoas que viveram a história ou que se interessam por ela. Publicado no Gente de Opinião - 01/08/2012 (Foto JCarlos / 03112010)