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14 de mai. de 2015
AO PÉ DA LETRA
No portal Gente de Opinião: "Ministério confirma 16 casos de zika vírus no país". Se sem ser vírus, a "zica" já é uma atrapalhação, imagina agora sendo contagiosa!
12 de mai. de 2015
FRASE
"(...) São uma espécie de mal necessário para que a máquina administrativa funcione. Pessoas assim são o elo entre o poder e o submundo do poder(...)". Jornalista Roberto Gutierrez, comentando o papel da chefe de gabinete da Prefeitura de Cacoal no rolo desvendado pela "Operação Detalhe".
2 de mai. de 2015
CONTRADIÇÃO
Olhem só esta matéria da Agência Brasil replicada no Gente de Opinião: "Escritor que viveu 30 anos preso não consegue emprego fixo". Seria a síndrome da abstinência?
18 de abr. de 2015
DICA DE INDIGNAÇÃO
Na edição de hoje do quase centenário Alto Madeira, a constatação do estado de (quase) abandono em que se encontra o Mercado do Peixe, no Cai N'Água. Tanto esse quanto outros locais que foram atingidos pela cheia histórica de 2014, e que não foram reocupados pelos "donos originais", servem de moradia a sem tetos e/ou pequenos traficantes/usuários de drogas. Ficam ali, ninguém os incomoda, e a vida segue.
A Prefeitura abandonou um monte de prédios públicos na mesma situação do Mercado do Peixe. Dizem que é uma Área de Proteção Permanente (APP). Então, se é assim, que façam o trabalho direito. Retirem as pessoas que vivem ali vivem e as leve para um lugar decente; coloquem os prédios abaixo e plantem árvores reconstituindo a mata ciliar, oras! (Ilustra foto do Alto Madeira, via Gente de Opinião)
Né não?
A Prefeitura abandonou um monte de prédios públicos na mesma situação do Mercado do Peixe. Dizem que é uma Área de Proteção Permanente (APP). Então, se é assim, que façam o trabalho direito. Retirem as pessoas que vivem ali vivem e as leve para um lugar decente; coloquem os prédios abaixo e plantem árvores reconstituindo a mata ciliar, oras! (Ilustra foto do Alto Madeira, via Gente de Opinião)
Né não?
23 de mar. de 2015
21 de mar. de 2015
SUGESTÃO DE ENTREVISTA
Em tempos de bombardeio amigo a que está submetido incessantemente, sugiro assistirem a entrevista que o Emerson Castro concedeu - por convocação - ao Léo Ladeia, no quadro "Cafezinho de Prosa" do programa "Tempo Real". O programa foi ao ar ontem, e está disponível no Portal Gente de Opinião, edição preparada com carinho pelo Chico Lemos, aqui no Opinião TV.
Emerson não foge de nenhuma pergunta, e, em algumas, ele se antecipa ao entrevistador, como aquela em que explica a "nomeação da substituta" dele enquanto viajava. Eu já fui vítima de uma interpretação de texto - vou chamar assim, para não dizer outra coisa - destas, em que recebi a responsabilidade de cuidar da burocracia administrativa do gabinete do vice-governador e os coleguinhas me nomearam "Vice do Vice". Uma hora volta ao assunto.
Assistam a entrevista do Emerson, ouçam e conheçam o outro lado.
(Reprodução Gente de Opinião/TV Candelária)
Emerson não foge de nenhuma pergunta, e, em algumas, ele se antecipa ao entrevistador, como aquela em que explica a "nomeação da substituta" dele enquanto viajava. Eu já fui vítima de uma interpretação de texto - vou chamar assim, para não dizer outra coisa - destas, em que recebi a responsabilidade de cuidar da burocracia administrativa do gabinete do vice-governador e os coleguinhas me nomearam "Vice do Vice". Uma hora volta ao assunto.
Assistam a entrevista do Emerson, ouçam e conheçam o outro lado.
16 de mar. de 2015
XORADIM, XORADIM
Deixei passar alguns dias desde a exibição, na TV Candelária, da visita que o Everton Leoni fez ao radialista Jaelson Vicente, o querido Xoradim, em Manaus, onde reside. O encontro foi emocionante e lembrei na hora de várias passagens que tive com o radialista/humorista. Ele sofreu um AVC, mas ao que pareceu, está se recuperando, mesmo com limitações na fala.
Eu já o conhecia da rádio e das propagandas na tevê, mas fui apresentado pessoalmente em uma das campanhas do Miguel de Souza. São conterrâneos e o Jaelson nos acompanhava algumas vezes em viagens curtas ou reuniões pela cidade.
Em uma dessas viagens o Xoradim "baixou" e o Jaelson começou a contar piada em "paraibanês". No carro "bolavam" de rir o Miguel, o Duarte (potiguar), que nos guiava, e o próprio piadista. Eu não entendia nada do que dizia e do que riam. "Traduziram" algumas piadas para mim, mas eu pedi que deixassem para lá. Piada explicada não tem graça;
Em algumas ocasiões fui colaborador dos programas dele, fornecendo piadas e causos. O Jaelson dizia: "Zé não tenho dinheiro, meu fio, se você quiser colaborar comigo, fico muito feliz". Claro que eu não cobrava e de vez em quando ainda ganhava discos "brega do brega". Uma vez estavam transmitindo ao vivo, na unidade móvel, e Xoradim chegou em um local onde eu estava tomando uma cervejinha. Ao me ver fez com que eu contasse uma piada à queima roupa. Fiquei famoso entre os frequentadores do bar.
Um grande abraço, Xoradim. Muitas saudades
(Reprodução vídeo TV Candelária)
Eu já o conhecia da rádio e das propagandas na tevê, mas fui apresentado pessoalmente em uma das campanhas do Miguel de Souza. São conterrâneos e o Jaelson nos acompanhava algumas vezes em viagens curtas ou reuniões pela cidade.
Em uma dessas viagens o Xoradim "baixou" e o Jaelson começou a contar piada em "paraibanês". No carro "bolavam" de rir o Miguel, o Duarte (potiguar), que nos guiava, e o próprio piadista. Eu não entendia nada do que dizia e do que riam. "Traduziram" algumas piadas para mim, mas eu pedi que deixassem para lá. Piada explicada não tem graça;
Em algumas ocasiões fui colaborador dos programas dele, fornecendo piadas e causos. O Jaelson dizia: "Zé não tenho dinheiro, meu fio, se você quiser colaborar comigo, fico muito feliz". Claro que eu não cobrava e de vez em quando ainda ganhava discos "brega do brega". Uma vez estavam transmitindo ao vivo, na unidade móvel, e Xoradim chegou em um local onde eu estava tomando uma cervejinha. Ao me ver fez com que eu contasse uma piada à queima roupa. Fiquei famoso entre os frequentadores do bar.
Um grande abraço, Xoradim. Muitas saudades
14 de mar. de 2015
CLUBE DO COICE
(Ilustra Gente de Opinião)
(Ilustra Buzzfeed)
13 de mar. de 2015
SUGESTÃO DE LEITURA
Trata-se de uma "redação" feita pelo Ciro Pinheiro quando fazia o curso de Letras, na Unir, na década de 1990. O Lúcio Albuquerque se lembrou do texto e publicou na coluna dele no Gente de Opinião. Delicie-se:
“O que abunda, não prejudica.” - Este é um trocadilho muito usado, principalmente por funcionários públicos, quando querem, com dinheiro do povo (conhecido, também, como erário), comprar coisas que não estão necessitando, além do que precisam. A abundância, entretanto, não é o tema proposto, no momento. É, sim, a Bunda. Simplesmente, a bunda. A nossa, assim como determinou a professora. Aquilo que aparece em inglês com um nome esnobe de “buttock” e que o Mestre Aurélio diz ser “a parte carnosa do corpo formada pelas nádegas”. O nome é, também, usado para definir o indivíduo ordinário, o “bunda suja” ou, então, aquele abestado que não desfilou na banda e ficou com “cara de bundão”.
Bunda não é palavrão. Não considero assim. Palavrão deveria ser calcanhar, cotovelo, omoplata, espinhaço, bochecha, sovaco e outros nomes horrorosos que identificam partes do nosso corpo, ou, então, aquele profissional que cuida dos nossos olhos e adjacências, conhecido como otorrinolaringologista. Um bonito palavrão! Nunca, jamais, aquela parte tão simetricamente dividida, reluzente e rebolativa das mulatas do samba, aquela parte tão perfeitamente desenhada em justa proporção e harmoniosamente separada pelo estético, tão admirado e desejado fio-dental; a nem sempre cheirosa bundinha do bebê novinho e, tantas outras que andam por aí, desejadas, apreciadas e admiradas.
Vagabunda, furibunda, nauseabunda e até moribunda são nomes que poderiam ser classificados, também, como palavrão. Bunda, jamais, até porque ela sempre foi uma peça cantada em prosa e verso por poetas, escritores e compositores, em obras, muitas delas de sucesso. Outros tipos? Existem, sim, podemos identificar e citar bundas menos votadas, mas que têm lá o seu valor. O sisudo, por exemplo, circunspeto e sério traseiro do respeitável senhor, sempre coberto pela famosa e atualmente pouco usada cueca samba-canção, sucessora da antiquíssima e já extinta ceroula; a sempre oculta e pudicamente encoberta por opacos panos branquíssimos, que sustentam e acompanham passos lentos das freiras em corredores de conventos, aquelas que nunca, jamais, viram a luz do sol; a sem-vergonha e pecadora, usado, abusado equipamento das “meninas alegres” que, saltitantes, circulam pelas avenidas e praças da cidade; a volumosa e avantajada da robusta lavadeira Raimunda e tantas outras, grandes pequenas, magras, gordas, redondas, quadradas, triangulares, retangulares, achatadas e machucadas, penduradas.
- E porque somente a dos outros? Perguntarão. Mas a minha? Como mandou a mestra, aqui retrato dela: Coitada... sofrida pelo tempo, desnutrida e amassada, pelo senta-levanta-senta-levanta do dia-a-dia, que começa cedinho na hora do café, continua no assento (mais macio) do carro e assim prossegue, com pouquíssimos minutos de relaxamento, durante todo o dia.
Do carro para os bancos duros, de plástico, do ônibus na viagem diária da Unir, depois para os bancos, também desconfortáveis da escola, terminando o sofrimento nas cadeiras duras de ripa de pau, do jornal, que deixam marcas doloridas e irrecuperáveis, isso quando não aparece alguma reunião noite adentro, sem intervalo, até a boa hora da cama, um prêmio incomparável. Coitada, repito... E para falar a verdade, tão pouco ligo para ela, pois sequer a conheço pessoalmente. Jamais parei para lhe dar um pouco de atenção e nunca tive o menor interesse em dar uma olhadinha através do espelho para ver suas “feições”. É uma pena. Talvez isto aconteça porque ela fica o tempo todo para trás. Não é dada, a ela, a menor importância. Mas ela é quem resiste ao nosso peso e serve de apoio, como um bom travesseiro, para que o nosso corpo se sinta bem acomodado e em repouso no trabalho, na escola, no carro e em outros lugares onde exista um assento para o nosso descanso. E viva o sentinela de quartel e o guarda de banco, que sabe, como ninguém, dar o devido valor que a bunda tem, dando o dia inteiro de descanso às suas nádegas. As nádegas que vulgarmente podem ser chamadas de padaria, poupança, traseiro, bumbum e até de bunda.
*Ciro Pinheiro é Jornalista e Cerimonialista
A BUNDA
Ciro Pinheiro*
“O que abunda, não prejudica.” - Este é um trocadilho muito usado, principalmente por funcionários públicos, quando querem, com dinheiro do povo (conhecido, também, como erário), comprar coisas que não estão necessitando, além do que precisam. A abundância, entretanto, não é o tema proposto, no momento. É, sim, a Bunda. Simplesmente, a bunda. A nossa, assim como determinou a professora. Aquilo que aparece em inglês com um nome esnobe de “buttock” e que o Mestre Aurélio diz ser “a parte carnosa do corpo formada pelas nádegas”. O nome é, também, usado para definir o indivíduo ordinário, o “bunda suja” ou, então, aquele abestado que não desfilou na banda e ficou com “cara de bundão”.
Bunda não é palavrão. Não considero assim. Palavrão deveria ser calcanhar, cotovelo, omoplata, espinhaço, bochecha, sovaco e outros nomes horrorosos que identificam partes do nosso corpo, ou, então, aquele profissional que cuida dos nossos olhos e adjacências, conhecido como otorrinolaringologista. Um bonito palavrão! Nunca, jamais, aquela parte tão simetricamente dividida, reluzente e rebolativa das mulatas do samba, aquela parte tão perfeitamente desenhada em justa proporção e harmoniosamente separada pelo estético, tão admirado e desejado fio-dental; a nem sempre cheirosa bundinha do bebê novinho e, tantas outras que andam por aí, desejadas, apreciadas e admiradas.
Vagabunda, furibunda, nauseabunda e até moribunda são nomes que poderiam ser classificados, também, como palavrão. Bunda, jamais, até porque ela sempre foi uma peça cantada em prosa e verso por poetas, escritores e compositores, em obras, muitas delas de sucesso. Outros tipos? Existem, sim, podemos identificar e citar bundas menos votadas, mas que têm lá o seu valor. O sisudo, por exemplo, circunspeto e sério traseiro do respeitável senhor, sempre coberto pela famosa e atualmente pouco usada cueca samba-canção, sucessora da antiquíssima e já extinta ceroula; a sempre oculta e pudicamente encoberta por opacos panos branquíssimos, que sustentam e acompanham passos lentos das freiras em corredores de conventos, aquelas que nunca, jamais, viram a luz do sol; a sem-vergonha e pecadora, usado, abusado equipamento das “meninas alegres” que, saltitantes, circulam pelas avenidas e praças da cidade; a volumosa e avantajada da robusta lavadeira Raimunda e tantas outras, grandes pequenas, magras, gordas, redondas, quadradas, triangulares, retangulares, achatadas e machucadas, penduradas.
- E porque somente a dos outros? Perguntarão. Mas a minha? Como mandou a mestra, aqui retrato dela: Coitada... sofrida pelo tempo, desnutrida e amassada, pelo senta-levanta-senta-levanta do dia-a-dia, que começa cedinho na hora do café, continua no assento (mais macio) do carro e assim prossegue, com pouquíssimos minutos de relaxamento, durante todo o dia.
Do carro para os bancos duros, de plástico, do ônibus na viagem diária da Unir, depois para os bancos, também desconfortáveis da escola, terminando o sofrimento nas cadeiras duras de ripa de pau, do jornal, que deixam marcas doloridas e irrecuperáveis, isso quando não aparece alguma reunião noite adentro, sem intervalo, até a boa hora da cama, um prêmio incomparável. Coitada, repito... E para falar a verdade, tão pouco ligo para ela, pois sequer a conheço pessoalmente. Jamais parei para lhe dar um pouco de atenção e nunca tive o menor interesse em dar uma olhadinha através do espelho para ver suas “feições”. É uma pena. Talvez isto aconteça porque ela fica o tempo todo para trás. Não é dada, a ela, a menor importância. Mas ela é quem resiste ao nosso peso e serve de apoio, como um bom travesseiro, para que o nosso corpo se sinta bem acomodado e em repouso no trabalho, na escola, no carro e em outros lugares onde exista um assento para o nosso descanso. E viva o sentinela de quartel e o guarda de banco, que sabe, como ninguém, dar o devido valor que a bunda tem, dando o dia inteiro de descanso às suas nádegas. As nádegas que vulgarmente podem ser chamadas de padaria, poupança, traseiro, bumbum e até de bunda.
*Ciro Pinheiro é Jornalista e Cerimonialista
5 de mar. de 2015
23 de fev. de 2015
CAUSA E EFEITO
Quando vi a charge, entendi o que estava acontecendo. No desenho as "caixas" parecem fazer xixi, que é um líquido altamente corrosivo...
LENDO NAS ENTRELINHAS
Durante os anos do golpe militar, com a Imprensa sob censura declarada ou velada, toda uma geração aprendeu a ler nas entrelinhas, mesmo onde não houvesse mensagens escondidas ou subliminares. Ao ler jornais e revistas como o Estado de S. Paulo, O Movimento, O Pasquim, entre outros, buscávamos significados, avisos, interpretações, qualquer coisa que achávamos que os redatores tinham cifrado no texto para informar o leitor o que realmente estava acontecendo no país. A ditadura acabou, a censura prévia também. Hoje existem outros tipos de censuras e até mais cruéis. Mas as "mensagens" continuam nos textos desafiando nossa atenção.
Estou dizendo isso tudo para comentar um rilise da Prefeitura, em que se informa a transferência do "acervo" da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré", do pátio e das salas do "Prédio do Relógio" para um galpão alugado pelo Município para guardar os enfeites do "Natal da Sucatabilidade" e aqueles de natais passados que conseguiram sobreviver às intempéries "do tempo", como diria um coleguinha.
A mudança não será definitiva, pois deste galpão, o acervo será levado para outro galpão, onde será restaurado. Em um trecho da matéria, o presidente da Funcultural lamenta esta alteração de endereço que considera desnecessária, e comenta: "De fato, no pátio há peças expostas ao sol e a chuva, mas estão muito mais protegidas do que estavam. Como elas não podiam ser vistas, as pessoas até nem reclamavam, mas agora que ficaram mais expostas as pessoas se dizem chocadas com seu estado. Assim, para evitar maiores controvérsias, resolvemos transportá-las para outro local".
Longe dos olhos, perto do coração. (Fotos Ivo Feitosa/Gente de Opinião)
Estou dizendo isso tudo para comentar um rilise da Prefeitura, em que se informa a transferência do "acervo" da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré", do pátio e das salas do "Prédio do Relógio" para um galpão alugado pelo Município para guardar os enfeites do "Natal da Sucatabilidade" e aqueles de natais passados que conseguiram sobreviver às intempéries "do tempo", como diria um coleguinha.
A mudança não será definitiva, pois deste galpão, o acervo será levado para outro galpão, onde será restaurado. Em um trecho da matéria, o presidente da Funcultural lamenta esta alteração de endereço que considera desnecessária, e comenta: "De fato, no pátio há peças expostas ao sol e a chuva, mas estão muito mais protegidas do que estavam. Como elas não podiam ser vistas, as pessoas até nem reclamavam, mas agora que ficaram mais expostas as pessoas se dizem chocadas com seu estado. Assim, para evitar maiores controvérsias, resolvemos transportá-las para outro local".
Longe dos olhos, perto do coração. (Fotos Ivo Feitosa/Gente de Opinião)
9 de fev. de 2015
FIM DE UMA ERA
Lamento o fechamento do jornal "O Estadão do Norte", após 33 anos de circulação. Os sinais de que as coisas iam mal não são recentes. Na semana passada o diário não circulou e há quem diga que há seis meses os funcionários não recebem os seus salários.
Como necrológio, sugiro a leitura do artigo "Lenta Agonia", do jornalista Osmar Silva, publicado no portal Gente de Opinião neste domingo.
Eu, como jornalista e morador de Rondônia, lamento que mais um veículo de comunicação deixe de circular. A Mar trabalhou lá e guarda muitas recordações - boas e más, claro - e também lastima o fechamento. Ela se manifestou através do tuíter (@marcela_ximenes) assim:
"Uma pena: jornal Estadão do Norte, em Porto Velho, fecha as portas. Deixou de circular semana passada, hoje os jornalistas limpam gavetas"
"O Estadão do Norte é do ex-senador Mário Calixto, que atualmente "mora" na Bolívia #imprensa #jornalismo"
"O jornal Estadão do Norte tem 33 anos e durante muito tempo foi líder entre os impressos em Rondônia. Pautou muita gente #imprensa"
"Colegas contam que o ex-senador Mário Calixto, dono do Estadão, não quer pagar os salários atrasados. Alguns não recebem há 6 meses"
Como necrológio, sugiro a leitura do artigo "Lenta Agonia", do jornalista Osmar Silva, publicado no portal Gente de Opinião neste domingo.
Eu, como jornalista e morador de Rondônia, lamento que mais um veículo de comunicação deixe de circular. A Mar trabalhou lá e guarda muitas recordações - boas e más, claro - e também lastima o fechamento. Ela se manifestou através do tuíter (@marcela_ximenes) assim:
"O Estadão do Norte é do ex-senador Mário Calixto, que atualmente "mora" na Bolívia #imprensa #jornalismo"
"O jornal Estadão do Norte tem 33 anos e durante muito tempo foi líder entre os impressos em Rondônia. Pautou muita gente #imprensa"
"Colegas contam que o ex-senador Mário Calixto, dono do Estadão, não quer pagar os salários atrasados. Alguns não recebem há 6 meses"
29 de jan. de 2015
O REPÓRTER E O BISPO
Quando li a notícia sobre a morte de D. José, voltei no tempo.
No início dos anos 1990, centenas de menores viviam nas ruas de Porto Velho, furtando, roubando ou simplesmente andando de um lado para outro em busca de comida e de um lugar para dormir. Praticamente sob toda marquise havia três, quatro meninos dormindo em caixas de papelão. A praça Getúlio Vargas era o local de encontro deles, não sei o motivo (um foi morto nos porões do Palácio Presidente Vargas, mas aí é outra história).
Paulinho Correia, editor de "Cidade" do Alto Madeira, preparou então pauta para uma "ampla reportagem", como dizem hoje. Eu fui encarregado por esta matéria especial, que previa ouvir Dom João Batista Costa, que estava bem velhinho e morava em um apartamento no Colégio Dom Bosco. Para falar com ele precisava da autorização do Dom José. Fui bater à porta do Arcebispado, que funcionava na rua Gonçalves Dias, no antigo "Seminário Maior São José".
Pelo interfone me identifiquei e, pouco depois, abre a porta um furioso bispo, que mal ouviu o que eu queria dizer. Foi logo falando: "Dom João está isolado e não sabe de nada que acontece aqui!
- O senhor pode falar, então, sobre esse assunto?
- Vocês [jornalistas] pensam o quê? Por que eu sou bispo, tenho que estar à disposição de vocês, a hora que quiserem? Eu tenho agenda a cumprir. Eu sou um homem público, como o governador e o prefeito. Para falar com eles, não é preciso marcar audiência?" E bateu a porta na minha cara.
Juro por Deus, naquele dia os alicerces da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana sofreram um baque dentro de mim. Cumpri o restante da pauta e narrei este episódio no meu relatório ao editor.
Poucos dias depois, Dom José convocou uma entrevista coletiva - destas que acontecem até hoje -, avisando uma hora antes. O Paulinho Correia fez questão de ir só para dizer ao Dom José que os veículos de comunicação têm agendas, não é só ligar para a redação e chamar para uma entrevista...
Ele entendeu o recado.
No início dos anos 1990, centenas de menores viviam nas ruas de Porto Velho, furtando, roubando ou simplesmente andando de um lado para outro em busca de comida e de um lugar para dormir. Praticamente sob toda marquise havia três, quatro meninos dormindo em caixas de papelão. A praça Getúlio Vargas era o local de encontro deles, não sei o motivo (um foi morto nos porões do Palácio Presidente Vargas, mas aí é outra história).
Paulinho Correia, editor de "Cidade" do Alto Madeira, preparou então pauta para uma "ampla reportagem", como dizem hoje. Eu fui encarregado por esta matéria especial, que previa ouvir Dom João Batista Costa, que estava bem velhinho e morava em um apartamento no Colégio Dom Bosco. Para falar com ele precisava da autorização do Dom José. Fui bater à porta do Arcebispado, que funcionava na rua Gonçalves Dias, no antigo "Seminário Maior São José".
Pelo interfone me identifiquei e, pouco depois, abre a porta um furioso bispo, que mal ouviu o que eu queria dizer. Foi logo falando: "Dom João está isolado e não sabe de nada que acontece aqui!
- O senhor pode falar, então, sobre esse assunto?
- Vocês [jornalistas] pensam o quê? Por que eu sou bispo, tenho que estar à disposição de vocês, a hora que quiserem? Eu tenho agenda a cumprir. Eu sou um homem público, como o governador e o prefeito. Para falar com eles, não é preciso marcar audiência?" E bateu a porta na minha cara.
Juro por Deus, naquele dia os alicerces da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana sofreram um baque dentro de mim. Cumpri o restante da pauta e narrei este episódio no meu relatório ao editor.
Poucos dias depois, Dom José convocou uma entrevista coletiva - destas que acontecem até hoje -, avisando uma hora antes. O Paulinho Correia fez questão de ir só para dizer ao Dom José que os veículos de comunicação têm agendas, não é só ligar para a redação e chamar para uma entrevista...
Ele entendeu o recado.
PESAR
O portal Gente de Opinião informa sobre o falecimento de Dom José Martins, que foi Arcebispo de Porto Velho. Dom José foi embora de Rondônia sem despedida, em 1997, depois de ter passado cerca de 15 anos aqui, deixando a todos atônitos na época.
Hoje fico sabendo que ele residia em São Gotardo, no interior de Minas Gerais, perto da cidade onde nasceu, Tiros.
Hoje fico sabendo que ele residia em São Gotardo, no interior de Minas Gerais, perto da cidade onde nasceu, Tiros.
8 de jan. de 2015
PARENTADA COMPETENTE
Vem de Roraima a notícia de que a governadora Suely Campos (PP) nomeou 12 parentes, contra-parentes e aderentes em cargos do primeiro escalão da administração estadual e em cargos de comissão. Além do marido, o ficha-suja, Neudo Campos, que é "conselheiro" ou 'governador-consorte' (pode ser também com sorte), foram mais 19 nomeações.
A Folha de S. Paulo traz o assunto e a opinião do Ministério Público do Estado, de que os parentes e afins devem ser exonerados. Em nota, a governadora diz que as escolhas observaram critérios "técnicos, de confiança e de comprometimento". A soma dos salários dos novos funcionários chega a R$ 398 mil/mês.
Nas barrancas do Madeira, a coisa é igual. O irmão e o cunhado do prefeito são técnicos como outros quaisquer. E pronto. (Ilustra charge Benett)
Abaixo, o Banzeiros resume as nomeações em Roraima:
Obrigado, Chico Lemos. Com informações G1-RR Atualizado 9h42
A Folha de S. Paulo traz o assunto e a opinião do Ministério Público do Estado, de que os parentes e afins devem ser exonerados. Em nota, a governadora diz que as escolhas observaram critérios "técnicos, de confiança e de comprometimento". A soma dos salários dos novos funcionários chega a R$ 398 mil/mês.
Nas barrancas do Madeira, a coisa é igual. O irmão e o cunhado do prefeito são técnicos como outros quaisquer. E pronto. (Ilustra charge Benett)
Abaixo, o Banzeiros resume as nomeações em Roraima:
Nome
|
Cargo
|
Grau de
parentesco
|
Danielle Araújo
|
Chefe da Casa Civil
|
Filha
|
Emília Campos
|
Secretária do Trabalho
|
Filha
|
Lissandra Campos
|
Secretária-adjunta Trabalho
|
Nora
|
Selma Mulinari
|
Secretária de Educação
|
Irmã
|
Hipérion de Oliveira
|
Secretário
|
Primo
|
João Pedro de Souza e Silva
|
Secretário-adjunto da Agricultura
|
Irmão
|
Júlia Vieira Campos
|
Reitora da Universidade Virtual de
Roraima
|
Sobrinha
|
Anderson Campos
|
Secretário-adjunto de Infraestrutura
|
Sobrinho
|
Kalil Linhares
|
Secretário da Saúde
|
Sobrinho
|
Paulo Linhares
|
Secretário de Gestão Estratégica e
Administração
|
Sobrinho
|
Frederico Linhares
|
Secretário-adjunto de Gestão
|
Sobrinho
|
Josué dos Santos Filho
|
Secretário de Justiça e Cidadania
|
Sogro da filha Emília
|
Graciela Ziebert
|
Secretária-adjunta de Educação
|
Sogra da filha Emília
|
Hugo Leonardo Santos
|
Ouvidor Geral do Estado
|
Cunhado da filha Emília
|
Isabela Dias
|
Controladora Geral do Estado
|
Cunhada da filha Emília
|
Francisco Santiago
|
Presidente do Instituto de Terras
|
Marido de uma prima da governadora
|
José Alcione Almeida Junior
|
Secretário-adjunto de Cultura
|
Concunhado do marido da filha Danielle
|
Weberson Reis Pessoa
|
Agência de Fomento de Roraima
|
Primo
|
Juscelino Kubischeck
|
Presidente do Detran-RR
|
Primo
|
Obrigado, Chico Lemos. Com informações G1-RR Atualizado 9h42
28 de dez. de 2014
NINGUÉM SEGURA O BARBUDO
Ontem comentei que o senador Valdir Raupp teve o nome "cogitado" para se sentar na cadeira de presidente do Senado Federal. Ontem mesmo a revista Veja colocava o senador por Rondônia no 14º lugar no chamado "Ranking do Progresso", elaborado pela própria revista.
É...
Atualizando: O senador Acir Gurgacz ficou na 16º colocação, enquanto o senador Ivo Cassol não aparece entre os 74 ranquiados dos 81 senadores existentes. No ranquim dos deputados, Rondônia aparece em 31º lugar, com a deputada Marinha Raupp; 37° com Carlos Magno; 77°, Anselmo de Jesus; 106°, Padre Ton; 162°, Amir Lando; 170°, Nilton Capixaba; 224°, Marcos Rogério. A lista tem 241 nomes, dos 513 deputados.
Uma observação minha: Todos os membros da bancada federal de Rondônia, que foram incluídos na lista da Veja, fazem parte da base de apoio à presidente Dilma. (Ilustra AmazonArt/Gente do Opinião)
É...
Atualizando: O senador Acir Gurgacz ficou na 16º colocação, enquanto o senador Ivo Cassol não aparece entre os 74 ranquiados dos 81 senadores existentes. No ranquim dos deputados, Rondônia aparece em 31º lugar, com a deputada Marinha Raupp; 37° com Carlos Magno; 77°, Anselmo de Jesus; 106°, Padre Ton; 162°, Amir Lando; 170°, Nilton Capixaba; 224°, Marcos Rogério. A lista tem 241 nomes, dos 513 deputados.
Uma observação minha: Todos os membros da bancada federal de Rondônia, que foram incluídos na lista da Veja, fazem parte da base de apoio à presidente Dilma. (Ilustra AmazonArt/Gente do Opinião)
19 de dez. de 2014
PRESENÇA DISPENSÁVEL
Ao ler as notícias de que o chefe do Poder Legislativo de Rondônia, deputado Hermínio Coelho, designou o primeiro vice-presidente, Maurão de Carvalho, para representá-lo na cerimônia de posse do Governador e Vice Governador do Estado, dia 1º de janeiro de 2015, fiquei pensando: "Isso não é certo, não faz parte da democracia..., etc., etc."
Mas, logo depois li outras matérias sobre a atuação do deputado Hermínio na sessão legislativa do dia 18, em que foi aprovado o aumento do salário do governador, que tem efeito cascata sobre os outros Poderes. Em outra sessão, Hermínio Coelho xingou e repetiu várias vezes 'o governador é um psicopata e dissimulado', prometendo fazer "oposição dura" neste segundo mandato de Confúcio.
Aí eu cheguei à conclusão que o deputado Hermínio está certo. Ele não indo, poupará os que forem à solenidade de ouvir impropérios, que deixariam, com certeza, a todos constrangidos. Ele transformaria um dia festivo em um dia de raiva, ou estragaria a festa, como no filme de "Carrie, A Estranha". (Foto Rondoniaovivo)
Mas, logo depois li outras matérias sobre a atuação do deputado Hermínio na sessão legislativa do dia 18, em que foi aprovado o aumento do salário do governador, que tem efeito cascata sobre os outros Poderes. Em outra sessão, Hermínio Coelho xingou e repetiu várias vezes 'o governador é um psicopata e dissimulado', prometendo fazer "oposição dura" neste segundo mandato de Confúcio.
Aí eu cheguei à conclusão que o deputado Hermínio está certo. Ele não indo, poupará os que forem à solenidade de ouvir impropérios, que deixariam, com certeza, a todos constrangidos. Ele transformaria um dia festivo em um dia de raiva, ou estragaria a festa, como no filme de "Carrie, A Estranha". (Foto Rondoniaovivo)
9 de nov. de 2014
AUTOCRÍTICA DE HERMÍNIO COELHO
O deputado Hermínio Coelho (PSD, 9.540 votos) , atual presidente da Assembleia Legislativa, deu entrevista reclamando do eleitor de Rondônia. Apesar dele ter se colocado como o paladino da sociedade, o guardião da lei e da ordem (quase ofuscando o Ministério Público, que constitucionalmente tem estas prerrogativas), de ter denunciado a corrupção em todas as esferas de poder, não teve votação expressiva.
Hermínio desabafa: "denunciar e criticar político ruim em Rondônia, não dá votos. Pelo jeito, se eu continuar falando mal da bandalheira, vai acabar eu tendo apenas o meu voto."
Talvez, o deputado não pegou o "jeito". É só ver o senador Cassol, mesmo derrotado indiretamente nas urnas, tem muita gente que bate a cabeça na pedra por ele. A mesma coisa aconteceu com Ernandes Amorim.
Mas chega um ponto em que a coisa passa da medida e desanda. Saber onde é o "ponto", este é o segredo. Ou vai para o ostracismo, como muitos outros paladinos. (Charge Gente de Opinião)
Hermínio desabafa: "denunciar e criticar político ruim em Rondônia, não dá votos. Pelo jeito, se eu continuar falando mal da bandalheira, vai acabar eu tendo apenas o meu voto."
Talvez, o deputado não pegou o "jeito". É só ver o senador Cassol, mesmo derrotado indiretamente nas urnas, tem muita gente que bate a cabeça na pedra por ele. A mesma coisa aconteceu com Ernandes Amorim.
Mas chega um ponto em que a coisa passa da medida e desanda. Saber onde é o "ponto", este é o segredo. Ou vai para o ostracismo, como muitos outros paladinos. (Charge Gente de Opinião)
31 de out. de 2014
OPERAÇÃO "SUSTO"
Ao acessar o saite Gente de Opinião na madrugada de hoje, vi entre as chamadas "Polícia Federal deflagrou a 'Operação GPS'". Claro que cliquei na hora, mas para minha decepção a ação está ocorrendo no Rio de Janeiro, prendendo gente que desvia ou rouba encomendas nos Correios.Mas qual a razão da minha curiosidade policialesca? É que os comentaristas políticos caripunas que leio anunciam todas as quintas-feiras, há vários meses, a iminência de uma operação super-master-plus que prenderia autoridades, políticos, jornalistas e os 'laranjas' de sempre. E como eu acredito nestes "formadores de opinião", fico aguardando os fatos, como as crianças aguardam Papai Noel na noite de natal... (Foto AgênciaBrasil)
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