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24 de mai. de 2015

PESAR

Lamento profundamente a morte do professor Luiz Gouveia, o Luizão. Lembro dele muito ativo, sempre em busca de apoio para os esportes e para as fanfarras escolares nos colégios em que trabalhava. Aqui entrevista ao Sílvio Santos, no Gente de Opinião.

Ficam na memória dois fatos específicos e diretamente comigo: quando foi baleado em circunstâncias que não vêm ao caso, fui intermediário para conseguir passagens para enviá-lo para tratamento no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. Lúcio Albuquerque era o chefe do Decom e foi ao governador Osvaldo Piana.

A segunda, mais pessoal, o professor Luizão era vice-diretor da Escola João Bento e eu o encontrei em algum evento e conversamos sobre um dos meus filhos que estava mal em uma escola particular. Ele disse: "Leva ele lá e vamos conversar". A criatura foi para o JB, voltou a estudar e recuperou as notas que eram vermelhas, com um acompanhamento do Luizão.

E por falar em "João Bento", eu acho que a escola se tornou referência na preparação de alunos pobres para o vestibular desde a época dele por lá.

Neste momento quero enviar o meu abraço aos familiares em nome do jornalista Bosco Gouveia, esperando que Deus console a todos.

9 de jan. de 2015

PÉ FRIO?

Há algum tempo os garimpeiros estão voltando paulatinamente a trabalhar no trecho do rio Madeira, entre a cachoeira de Santo Antônio e a foz do igarapé Cuniã. A garimpagem neste trecho do rio foi proibida quando da promulgação da Lei Estadual nº 5.124, de 06/06/91, quando era governador do Estado o médico Osvaldo Piana e o secretário de Desenvolvimento Ambiental, o ambientalista (até no nome) Chico Natureza.

Com a "Operação Aluvião", realizada na manhã de hoje, já são duas tentativas da retirada dos garimpeiros da área. A operação anterior foi realizada pela Polícia Federal dia 5 de dezembro de 2014.

Esta situação não é  novidade. Quem navega pelas águas barrentas do rio Madeira encontra balsas e dragas desde Abunã até Calama. Nos últimos meses a garimpagem aumentou em muito nas proximidades de Porto Velho, com denúncia permanente de órgãos da Imprensa caripuna.
(Fotos JCarlos)
No decorrer da semana, em rilise distribuído pelo Decom, soubemos que o vice governador Daniel Pereira recebeu uma comissão de garimpeiros e teria prometido apoio ao pleito de legalização do garimpo entre o Cai N'Água e a localidade de Belmont, no Baixo Madeira. Isso foi no dia 5, segunda-feira.

Ontem, dia 8, em outro rilise, do mesmo Decom, representante da Sedam alertava para a ilegalidade da atividade garimpeira no trecho do rio Madeira. E hoje, uma operação foi deflagrada com a apreensão de balsas e dragas e a aplicação de multas.

O "pé frio" do título é do vice-governador Daniel Pereira ou seriam os garimpeiros?

2 de abr. de 2010

INVASÃO QUE DEU CERTO

Governo Piana, manifestação dos pequenos agricultores. Eu cobria o movimento pelo Alto Madeira e já havia publicado a agenda de manifestações que seriam feitas em Porto Velho: no Basa, na Secretaria de Estado da Agricultura, no Incra (que sempre está incluído em qualquer manisfestaçã, seja dos sem-terras, seja dos com-terra), etc. A sede do governo estava incluida.
No dia aprazado os manifestantes desceram a avenida Lauro Sodré em direção ao centro e chegaram ao Palácio Presidente Vargas onde estavam os funcionários da Casa Civil e apenas a guarda do prédio, quatro ou cinco policiais.
Armados de terçados e foices, os agricultores foram entrando "no peito" e só pararam na ante-sala do governador, porque alguém teve a "inteligência" de trancar a porta. Durante toda a manhã homens, mulheres e meninos se espalharam pelo prédio, alguns ficaram deitados nas confortáveis poltronas da sala de espera, no salão nobre... A PM não os molestou. Sairam quando quiseram, deixando para trás os tetos de gesso todos quebrados e restos de comida para todo lado.
Contei isso na minha matéria, ilustrada com fotos do Damião Cavalcanti e quase provoquei a destituição do pessoal da segurança do góvi.