Praticamente todos dias encontro dona Adriana no caminho do refeitório, ela voltando e eu indo. Invariavelmente ela sugere qual opção de carne está mais gostosa (demos duas opções). Hoje foi assim:
- Dona Adriana, qual a sugestão de hoje?
- Coma com moderação, seu Sá!
A gargalhada foi geral.
Mostramos aqui um homem usando um saco para pescar na praça da Madeira-Mamoré. Mas como isso acontece na Natureza? O repórter-fotográfico Jota Gomes dá a resposta:
(Fotos Jota Gomes/http://fotosdaamazonia.blogspot.com.br/)
Esta árvore está à margem da estrada pela qual temos acesso a UHE Santo Antônio. É um Angelim-saia, como é regionalmente conhecido ou Parkia pendula (Willd.) Benth
ex Walp, para a comunidade científica. Com a colaboração do colega Engenheiro Florestal Felipe Azevedo. (Fotos JCarlos)
Reclame do Senai-SP: "Eu era cortadora de cana, depois que fiz o curso do Senai, agora sou confeiteira!"
- Continuou na mesma.
- Hein?
- Continua trabalhando com açúcar!
Já vi pesca com rede, com tarrafa, com vara e anzol, com linhada, a pesca da "burra", na antiga cachoeira de Teotônio. Recentemente mostraram, na tevê, uma mulher que pescava com as mãos na praça da Madeira Mamoré. Este flagrante que o repórter-fotográfico Cléris Muniz fez no mesmo logradouro, é inédito: Seu Menino usa um saco para pescar e parece que deu certo.
Matéria fala de famílias de desalojados que resistem a sair de abrigos em escolas para ocuparem as barracas montadas no Parque dos Tanques. Impressionou a sinceridade de um desses moradores provisórios: '(...) Ele conta que água e energia nunca faltaram, e se diz satisfeito com o espaço que conta ainda com ar condicionado. "Não vou sair daqui para uma tenda. Eu e minha família só vamos sair daqui na marra" (...)'.
Recebo sugestão de pauta sobre uma "invasão de policiais federais" ao aeroporto Governador Jorge Teixeira. Estarão portando uma elefante branco, "que simboliza a ineficiência do inquérito policial". Aliás, o elefante branco pode representar um monte de coisas em nosso país, como as obras da copa, o próprio aeroporto Jorge Teixeira, a ressurreição da revolução de 64 e muitas outras bobagens.
O Argus, nosso feroz cão de guarda, tomou gosto pela caça. Quando pega um desavisado calango, daqueles que moram no quintal, ele o morde, sacode, joga para o lado até matar o bichinho.
Nesta sexta-feira, ao mexer no forno, a Mar encontrou um calango homiziado lá dentro. Chamou o JP que (por incrível que pareça) capturou o bicho, com a recomendação de soltar o lagarto fora do quintal, para que o Argus não o matasse.
Ato contínuo, JP então enfiou o braço pela grade do portão e soltou o indigitado. Incontinenti (como dizem os A.I. da Polícia Civil nos rilises), um gato que estava escondido sob o nosso carro capturou o calango, logrando êxito no seu intento maligno.
(Legenda: Argus em pose especial para o brog - Foto Marcela Ximenes)
(Atualizando: Enquanto este post era redigido, o Argus fez mais uma vítima na família dos teídeos)
No dia 1º de abril de 1964, eu tinha oito anos e já estava com o uniforme do Grupo Escolar, pronto para ir para a aula. Meu padrinho, que era comandante do destacamento da Polícia Militar, chegou para tomar café na casa da minha avó e ao me ver uniformizado disse para eu não sair à rua, pois tinha acontecido alguma coisa e muita gente estava sendo presa.
Mais tarde, do mesmo dia, soube pela babá da minha irmã que ela viu muitos caminhões cheios de soldados e concluiu: "O Brasil está em guerra!" As aulas só recomeçaram algumas semanas depois. No quadro negro, o nome do novo presidente da República: Humberto de Alencar Castello Branco, mas a professora não soube explicar o que houve. Eu sabia, porque na minha casa meus pais e avós tinham o hábito de escutar rádio.
Às vésperas dos 50 anos do golpe militar, o assunto volta a ser a revolução de 64. E o tema se desdobra nos contra e a favor do regime militar e tem muita gente falando besteira. Sugiro a leitura do artigo "Não foi bem assim como dizem hoje", do jornalista Carlos Chagas, que reproduzo abaixo:
NÃO FOI BEM ASSIM COMO DIZEM HOJE
CARLOS CHAGAS
Os militares cometeram erros execráveis. Mas também contribuíram para o milagre que é a preservação da unidade nacional
Hoje, 50 anos depois, prevalece a falsa impressão de que a partir do 31 de março de 1964 o Brasil insurgiu-se por inteiro contra o golpe militar. Agora, todo mundo diz ter sido da resistência, todo mundo lutou contra a ditadura, todos arriscaram suas vidas.
Não foi nada disso. Depois da tomada do poder pelas Forças Armadas, a imensa maioria da população acomodou-se e até aplaudiu. O país continuou vivendo, cada um preocupado com seus problemas, até que com o passar dos anos e os excessos praticados pelo regime, bem como seu esgotamento, a tendência nacional posicionou-se contra.
Nos meses anteriores ao 31 de março de 1964 os ânimos estavam exaltados, dividido o país em dois grupos minoritários, mas em crescimento. De um lado, as esquerdas que imaginavam mudar tudo por meio de reformas, senão adotando as teorias marxistas, ao menos aproximando-se do modelo socialista.
Também havia nesse grupo heterogêneo os partidários da ditadura do proletariado, que sustentavam a ruptura das instituições vigentes e a adoção de um violento sistema de governo, supressor das liberdades.
Do outro lado, situava-se um grupo de empedernidos defensores de seus privilégios, infensos a mudanças, que, sem coragem de opor-se às reformas, levantavam a bandeira do combate ao comunismo, aliás sem o menor lugar na realidade nacional.
Tudo era absorvível pela maioria, que igualmente desprezava os dois extremos, até a hora em que os ânimos se acirraram, possivelmente um com medo do outro, ou ambos buscando aproveitar-se do adversário.
O presidente João Goulart era herdeiro de Getúlio Vargas, promotor das maiores reformas sociais e econômicas verificadas em nossa história, com os direitos trabalhistas e a industrialização, ainda que por muitos anos tivesse sido patrono do retrocesso político, com o Estado Novo, ditadura declarada.
Jango entendia dever avançar na esteira de Vargas, mas acabou, como ele, sufocado pelos que o acusavam de ser candidato a ditador. A ênfase para a distorção era dada pelo empresariado, parte das Forças Armadas, mais da metade do Congresso e a totalidade da igreja. De outro lado, posicionavam-se intelectuais afoitos partidários da transformação radical, mais sindicalistas e camponeses desesperados, presas fáceis de exploradores.
Apesar de conciliador, grande proprietário de terras, o presidente ficou com as reformas, cada vez mais agressivas, despertando seus contrários. Tentou fazê-las todas de uma vez e aí quebrou a cara.
Impossível não referir o papel das elites conservadoras, melhor organizadas. Atuavam junto à maioria situada entre os dois extremos, cooptando-a com ameaças contra sua precária estabilidade. Mobilizavam a maioria da imprensa, cujos barões delas faziam parte, e assustavam os militares e a igreja.
Armava-se o palco para o confronto que apenas retoricamente indicava o equilíbrio de forças. Os favoráveis às reformas faziam espuma e fumaça, mas não dispunham de mecanismos para impor o seu modelo. Como sempre, as classes trabalhadoras permaneciam à margem, carecendo de vontade e meios.
Inoculada pela propaganda contra as reformas, bem como receosa de mudanças, a classe média não se insurgiu contra o golpe militar. Até o apoiou, inicialmente.
Por isso se ousa contradizer o sentimento que hoje grassa na maior parte dos jovens que agora se ufanam de haver lutado contra a ditadura, metade deles que nem havia nascido em 1964: não foi nada disso! A sociedade acomodou-se, pouco lamentou a queda de Goulart e bateu palmas para o general Castello Branco e depois para o general Garrastazu Médici. Só aos poucos, com a truculência, o arbítrio, a tortura e a censura, é que se fez sentir o repúdio ao regime militar.
O mundo não está dividido entre mocinhos e bandidos, mesmo que muitos sejam mais bandidos do que mocinhos. Apesar de tudo, o Brasil continua. Os militares cometeram erros grotescos. Execráveis. Mas também contribuíram para esse verdadeiro milagre que é a preservação da unidade nacional. Eles e quantos existiram antes e quantos vieram e virão depois.
O repórter-fotográfico Jota Gomes, o incansável, colaborou com o brog enviando fotos da nossa famosa ponte do Madeira (outra obra encrencada), na cabeceira da margem esquerda, na BR-319.
Fiquei chocado e comovido com a notícia de que o menino Arthur, que estava desaparecido desde agosto de 2013, foi morto pelo pai, cujo número de telefone aparece no cartaz que informava o desaparecimento do garoto.
Em Porto Velho, houve uma grande mobilização das pessoas, dos meios de comunicação, autoridades e policiais na procura do menino. Agora sei que o choro da mãe, nas matérias do telejornais eram por outro motivo.
Manchete de saite: "Ouro Preto: falta de anestesia em consultório odontológico municipal faz cidadão sofrer com dor de dente por vários dias". Não precisa ler a matéria, o líde está no título.
Empresários e representantes de empresas foram convidados a participar de um café da manhã e, posteriormente, a assistirem duas palestras de sensibilização em prol da construção de mais uma unidade do Hospital de Câncer de Barretos, em Porto Velho. Esta futura nova unidade será para atender pacientes de toda Amazônia, com uma ala especialmente adaptada para pacientes indígenas.
Domingues Junior e Henrique Prata, palestras de sensibilização
O diretor do hospital, Henrique Prata, e o jornalista Domingues Junior falaram também sobre o tratamento humanizado que é dado aos pacientes - diferencial do Hospital de Câncer de Barretos. A instituição recebe muitos rondonienses para tratamento da doença. (Fotos JCarlos)
Caminhonete rebocando carretinha de barco (reboque sem sinalização ou placa) estacionou na ciclovia da Raimundo Cantuária. O motorista desceu do carro e entrou numa loja. Cidade sem lei. (Foto JCarlos)