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14 de mai. de 2015

CASAS SEM DONO

Há muito tempo, quando era repórter do Alto Madeira, recebi uma pauta para falar sobre o déficit de habitação em Porto Velho. Visitei várias imobiliárias, entrevistei corretores de imóveis e "virei" a pauta. Havia imóveis, o que não havia era dinheiro.

Plantão entregue às moscas (Foto Medeiros/Condecom)

Hoje, vendo um dos rilisis da Prefeitura, constato a mesma coisa. Em um trecho do texto leio: "Devido o pouco interesse, Márcia Luna informa que durante esta última semana estão sendo chamados não somente os titulares, mas também aqueles que fizeram cadastro reserva, obedecendo a ordem do sorteio. A secretária informa que cerca de 600 sorteados ainda não apresentaram os documentos, mas a expectativa é que até sexta todos compareçam à Semur para atualizarem os dados cadastrais."

Ou seja, o povo chora que não tem onde morar, invade áreas prioritárias para fins públicos e quando tem oportunidade de realizar "o sonho da casa própria" - como dizem 10 entre 10 coleguinhas que fazem matérias sobre o tema - não comparecem para efetivar o cadastro.

As prestações variam de R$ 40 a R$ 80 mensais. Talvez seja por isso. Não é de graça.

1 de abr. de 2015

AGORA VAI... FICAR PIOR

A Câmara Municipal aprovou ontem, em dois turnos, o Projeto de Lei Complementar 777/2015, de iniciativa do Executivo, "garantindo a reabertura de várias casas noturnas da capital que foram fechadas pela fiscalização e ainda o fechamento de outros estabelecimentos por falta de alvará de funcionamento"! O ponto de exclamação é por minha conta. Retrocesso? Com certeza.

Vale lembrar que o fechamento destes estabelecimentos se deu na esteira da tragédia da "Boate Kiss", em Santa Maria - RS, quando mais de 260 pessoas morreram e um número superior a 800 ficaram feridas.

 Sendo assim, vamos aplicar o ensinamento do filósofo carioca Millôr Fernandes: "Ou se restaura a moralidade, ou locupletemos todos". Como restaurar a moralidade está difícil, o jeito é a locupletação, começando com a abertura plena do Teatro Estadual "Palácio das Artes".

19 de mar. de 2015

INDÚSTRIA DA INVASÃO, OPS, DA OCUPAÇÃO

Autoridades federais, estaduais e municipais buscam uma solução para 300 famílias que invadiram, ops, ocuparam (eu não aprendo!) uma área destinada à construção de uma Estação de Tratamento de Esgotos que vai atender a zona sul da cidade. O dinheiro está disponível, as licenças em "dias", mas as pessoas que moram no local - ironicamente chamado de "Dilma Rousseff" -  querem ser colocadas em outra área.

Houve uma audiência de conciliação, mediada por um juiz federal, e a solução pode estar na cessão de três áreas a ser disponibilizadas pela Superintendência de Patrimônio da União. A localização das áreas pode ser anunciada na próxima semana.

Não faça isso, não, Antônio. Na hora em que forem apontadas as áreas um outro grupo vai lá e invade... Já contei aqui. Asuzina tinham que construir escolas para a Prefeitura, em bairros das zonas Sul e Leste, mas assim que a Prefeitura iniciava o processo de indenização do proprietário, o lugar era invadido.

31 de out. de 2014

DE CEM EM CEM, SEM FESTA

Em emeio distribuído às redações, a Prefeitura de Porto Velho, através da Condecom, avisa que estão suspensas as últimas atividades relacionadas as comemorações do centenário de Porto Velho.

O texto é este abaixo, seco e em vermelho sangue:

A Prefeitura de Porto Velho, por meio Fundação Funcultural (Funcultural) informa que a programação de encerramento das atividades alusivas ao centenário que será realizada nesta sexta-feira, no Mercado Cultural, foi cancelada. 

Como dizem os escrivães de polícia, "nada mais foi dito, nem lhe foi perguntado". Sobram pontos de interrogação para todos os lados: Teria esta suspensão alguma relação com a saída do presidente da entidade? Ou teria com as denúncias que estão pululando na Imprensa Caripuna, na Câmara dos Vereadores e no Tribunal de Contas do Estado? Será?

Atualizando: Estavam previstas para hoje as seguintes atividades:
31 de outubro - Mercado Cultural: 19h às 22h Exposição fotográfica alusiva ao centenário; 19h Lançamento do livro "Centenário de Porto Velho"; 20h exibição do filme/documentário "100 anos de Porto Velho"; 20h30 Nó da Massa; 21h30 Sir Blues e 22h Quilomblocada.

Ô sina! Nem na comemoração do centenário de criação do município de Porto Velho as coisas acontecem como deveriam acontecer. 

27 de out. de 2014

LIDO POR AÍ

Aqui, umas matérias que li ao longo do dia de hoje:

Gostei: "Limpeza de cemitérios é concluída com antecedência pela Prefeitura" Se podem evitar as críticas de todos os anos, por que não fazê-lo? (Foto Medeiros/Condecom)
Achei estranho: "Latrocínio - Mototaxista é morto brutalmente em Porto Velho e tem moto roubada".
A primeira estranheza é com relação à narração da morte. Veja printe abaixo. A segunda é que o corpo aparece dentro de uma carro, mas nos textos divulgados, este veículo não é citado. Sobre o carro, o linque vai aqui, pois não vou colocar fotos de cadáver no brog.

A terceira estranheza: Todo mundo sabe que o porto-velhense adora uma novidade e a novidade da vez é a ponte sobre o rio Madeira. No local já teve morte por um raio, tentativas de suicídio e agora um assassinato. De acordo com a reportagem, jovens bebiam sobre a ponte, houve um desentendimento com um desconhecido, que acabou esfaqueando um jovem que estava com o grupo. Tanto lugar para beber e brigar...

21 de out. de 2014

TRASH - A ESPERANÇA VEM DO LIXO. OU NÃO

Já está em exibição em várias cidades do país (Ainda não chegou a Porto Velho) o filme britânico-brasileiro "Trash - A Esperança vem do lixo". Leia a sinopse aqui. Ao ler sobre o filme, não pude evitar de pensar sobre a nossa realidade nas terras de Rondon e Farquhar.

A Imprensa sempre denunciou, através de insinuações, que havia uma relação promíscua entre dirigentes municipais e concessionários de empresas de coleta de lixo. Isso coisa de muitos e muitos anos.

A questão do aterro sanitário é outra novela que se arrasta. O último capítulo era para ser exibido neste ano da Graça de Deus, de 2014, mas os deputados federais querem enredo para mais 4 anos, na próxima Copa do Mundo (não sei de onde tirei essa relação entre futebol e lixo! Vai saber).

O senhor Mauro Nazif, nas campanhas em que disputou a Prefeitura de Porto Velho, teve no trinômio "cartéis do lixo, transporte coletivo e alagação" seu principal discurso. Empossado como alcaide, viu que o buraco é mais embaixo. Literalmente. Contratos têm cláusulas que engessam - engessam, não, petrificam - de tal forma, que não hã cinzel que as destruam.

O que vemos hoje: A prefeitura diz que rompeu contrato com a Marquise. A Marquise diz que quem rompeu o contato foi ela. A Justiça determina que a coleta de lixo seja feita até o dia 31 de outubro de 2014. A Prefeitura pede dispensa de licitação e anuncia a contratação de um consórcio. O processo de contratação, de imediato, é questionado pela lisura, transparência e etc. Pautado pela Imprensa online, o vereador Everaldo Fogaça, que é oriundo deste segmento, conseguiu aprovar decreto legislativo anulando o ato da Prefeitura. Há pouco fico sabendo que o próprio secretário da Semusb, Ricardo Fávaro, diz ter auto-extinto tudo desde o dia 13/10.

Li, no G1-RO, que a Marquise vai continuar coletando o lixo domiciliar por mais alguns meses, enquanto a Prefeitura tenta consertar as trapalhadas que se sucedem desde o início desta administração.

Ô povinho enrolado, sô. E isso é que não falei especificamente  do aterro sanitário. Tem mais trapalhada. (Ilustração: Resol)

5 de jul. de 2014

FOGO NOS MORTOS

Leio no jornal Rondoniaovivo que houve um incêndio no cemitério municipal Santo Antônio, ontem. O administrador diz que não tem pessoal para apagar o fogo e que esse tipo de incidente acontece todos os anos no verão.
O problema lá, meu senhor, é a falta de conservação. O Banzeiros sempre comenta este tipo de descaso da Prefeitura para com os cemitérios públicos da Capital. Há poucos dias minha sogra caiu numa sepultura, cuja cobertura havia cedido e o mato a escondia.

16 de abr. de 2014

PONTO FACULTATIVO

O ponto facultativo é uma das instituições brasileiras mais inexplicáveis. Se você for analisar semanticamente, facultativo é uma opção. Se você quiser ir trabalhar, pode ir, se não quiser, tudo bem, também.
Já tentei trabalhar em dia de ponto facultativo e o vigilante não permitiu a minha entrada.
Em 2003, fui acompanhar o representante do FMI no Brasil, que veio visitar informalmente Porto Velho. Ele é angolano e chegou num destes dias de ponto facultativo. O comércio estava funcionando, mas as repartições públicas, não. Pediu para visitar o palácio do Governo e a Prefeitura, levei ele até os dois prédio e expliquei que não tinha expediente por que era ponto facultativo.
O gerente do FMI pediu para eu explicar o que era isso. Expliquei, mas ele continuou sem entender.

15 de dez. de 2012

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE NATAL

 Luzes (apagadas) de natal
  Luzes (apagadas) de natal - 2
  Luzes (apagadas) de natal - 3
  Luzes (apagadas) de natal - 3
 Hui, hui, hui
  Luzes (apagadas) de natal - 4
 No palácio do governo, ligaram a 'chave'
 Ficou bonito
Essa foi sem fleche (Fotos JCarlos)

1 de out. de 2012

PORTO VELHO, ONTEM e HOJE

Prédio da antiga Prefeitura de Porto Velho durante a posse do prefeito Ruy Catanhede, em junho/1948 (Foto Acervo Público Estadual via www.gentedeopiniao.com.br)
Prédio da antiga Prefeitura de Porto Velho, ontem, 30 de setembro de 2012 (Foto JCarlos)

20 de set. de 2012

VAI ENTENDER A LÓGICA

Voz ao internauta:
"Sá,
Eu achei que depois de tantas criticas, o nosso prefeito havia aprendido...
Veja essa foto de hoje, pela manha.
O asfalto foi feito há, no máximo, 02 semanas.
Veja o que aconteceu..."
Cenário: A rua é a Rogério Weber, no centro. Recém asfaltada.
Cena: Ao fundo (clique na foto para ampliar), uma retro escavadeira abre um lanho no asfalto novo. Obrigado Souza Auler.

7 de nov. de 2011

ENGRENANDO

O engenheiro e empresário Miguel de Souza está se preparando para concorrer ao cargo de prefeito de Porto Velho. Com experiências na gestão privada, no Sistema S, onde foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia, supervisionando a administração do SESI, SENAI e Instituto Euvaldi Lodi (IEL), vice governador e secretário da Agricultura, Produção e Desenvolvimento Socio Econômico na administração José Bianco, deputado federal, e diretor de Planejamento do DNIT.
As costuras estão sendo feitas.

30 de ago. de 2011

LEMBRARAM DE MIM

No dia 26 de dezembro de 2010 publiquei a foto abaixo. Moradores indignados com o esquecimento das autoridades, interditaram a rua Idalva Fraga Moreira, no bairro Escola de Polícia. Dei eco ao clamor (silencioso) da rua.
Caladinha, como quem não quer nada, a Prefitura apareceu por lá e resolveu o assunto. Parabéns, prefeito.

(Fotos JCarlos)

1 de out. de 2009

NA REDE

Fiscais da Vigilância Sanitária fecharam o "mercadinho" de peixes que existia na esquina da rua Tancredo Neves com Jatuarana, no bairro Eldorado. As peixarias informais funcionavam há anos no local e tinham boa freguesia.
Enquanto isso, no Cai N'Água...

11 de abr. de 2009

A CULPA É DAS USINAS

Todos os órgãos públicos estão tentando resolver os seus miserês com os recursos das compensações pela construção das usinas do Madeira. Até agora as propostas mais eficientes e que já se tornaram realidade foram do Governo do Estado - veículos e equipamentos para a Polícia Ambiental e vem aí o mesmo para os bombeiros -, da Prefeitura de Porto Velho - construção de posto de saúde, equipamentos para a policlínica do JK, campanha de controle da malária, ampliação de escolas, pavimentação de ruas em Jacy-Paraná, etc -; e do Ibama - construção de um Centro de Tratamento para Animais Silvestres, etc. Isso o que estou lembrando agora.

Mas a Prefeitura e o Governo do Estado já conseguiram também recursos federais e do PAC a serem empregados em obras para atender o aumento populacional.

Nos últimos dias o diretor do HB, o médico Amado Rahal tem chorado pitangas, dizendo que o hospital dele foi invadido pelos trabalhadores das usinas. O diretor sabe que já há dinheiro para ampliação do hospital e sabe também que quem lota o HB são os doentes enviados pelas prefeituras do interior. Na segunda-feira, por exemplo, eu vi um ônibus de uma prefeitura (não sei se de Pimenta ou de Espigão), especialmente adaptado para o turismo de enfermos, que infelizmente não pude fotografar.

Ora, ora!