Lembrei-me hoje do químico francês Lavoisier por dois motivos:
1 - Reencontrei o peixe (muito) salgado que foi servido no jantar de ontem. Ele estava camuflado na salada de feijão branco, servido no almoço de hoje.
2 - Eu ainda não tinha visto, por isso estranhei. No voo 4487, do qual já falei aqui, nos procedimentos de pouso, a comissária-locutora anunciou que iam fazer a coleta de lixo seletiva. Era para colocar na sacolinha verde as latinhas de refrigerante e na sacolinha preta os demais resíduos, acrescentando: "vamos enviar as latinhas para a reciclagem, em defesa ao meio ambiente". Que emoção!
Aí fiz as minhas ligações mentais. Alguém poderia dizer que os comissários estavam recolhendo as latinhas para vender em proveito próprio. Absurdo? Pode ser, mas tem gente que pensa assim.
Em uma das minhas viagens pela "saudosa" Varig, entre Cuiabá e Porto Velho, o serviço de bordo foi encerrado e faltava muito para chegar ao destino. Um cara, sentado no fundão, chamou uma comissária e pediu mais uma dose de uísque (bons tempos aqueles). Ela disse que não tinha mais.
O cara gritou de onde estava, com voz pastosa: "Eu sei como é. Vocês escondem as garrafas de bebidas para a festinha mais tarde no hotel. Eu sei como é".
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11 de set. de 2014
10 de set. de 2014
POR MEDO DE AVIÃO? 2
(Continuação)
ao saber da informação, fui logo pensando: "Daqui a pouco vai ser uma gritaria... Já vi este filme antes..."
O avião decolou e a família nem se abalou. Eu não olhava para elas, mas esperava alguma reação de medo, que foi só eu sentir falta, veio:
- Mãe, olhe lá prá baixo, olha mãe!
- Não vou olhar, não vou olhar...
Foi aí que virei a cabeça discretamente para a esquerda. A filha que estava no corredor espichava o pescoço para ver pela janelinha e a mãe, de pescoço duro, olhava para a tela escura da tevê na frente dela.
Foi assim até Campinas. (Aeroporto de Campinas/Foto JCarlos)
ao saber da informação, fui logo pensando: "Daqui a pouco vai ser uma gritaria... Já vi este filme antes..."
O avião decolou e a família nem se abalou. Eu não olhava para elas, mas esperava alguma reação de medo, que foi só eu sentir falta, veio:
- Mãe, olhe lá prá baixo, olha mãe!
- Não vou olhar, não vou olhar...
Foi aí que virei a cabeça discretamente para a esquerda. A filha que estava no corredor espichava o pescoço para ver pela janelinha e a mãe, de pescoço duro, olhava para a tela escura da tevê na frente dela.
Foi assim até Campinas. (Aeroporto de Campinas/Foto JCarlos)
POR MEDO DE AVIÃO?
Reembarco no voo 4487, da Azul, de Cuiabá para Campinas. Me instalei e logo chegaram três senhoras - depois soube que era a mãe e duas filhas. Fizeram uma confusão para encontrar os assentos certos, congestionando o corredor do avião. Uma das comissárias as ajudou e indicou as poltronas. Ficaram mãe e filha na altura em que eu estava, do lado no corredor, e a outra filha na fileira detrás.
Percebi que a mãe falava comigo - mas do meu lado moco - demorei a entender. Ela perguntava se tinha que usar os fones entregues no momento do embarque.
- Se a senhora quiser assistir a televisão que está à sua frente, sim.
- Eu não quero saber de televisão, não! Como desliga isso?
Mostrei como fazia e fui sintonizar um canal de música, pois seriam duas horas de voo.
Agora era a filha que me puxava pelo braço. Tinha colocado o cinto com a fivela para abrir voltada para o corpo e não conseguia soltar o troço. Dei outra aula, o que suscitou que a outra filha, da poltrona de trás, pedisse para que eu repetisse para ela como era o funcionamento do dispositivo.
Ao agradecer, ela disse: "É a primeira vez que viajamos de avião..." (Aeroporto de Cuiabá/Foto JCarlos)
(Continua)
Percebi que a mãe falava comigo - mas do meu lado moco - demorei a entender. Ela perguntava se tinha que usar os fones entregues no momento do embarque.
- Se a senhora quiser assistir a televisão que está à sua frente, sim.
- Eu não quero saber de televisão, não! Como desliga isso?
Mostrei como fazia e fui sintonizar um canal de música, pois seriam duas horas de voo.
Agora era a filha que me puxava pelo braço. Tinha colocado o cinto com a fivela para abrir voltada para o corpo e não conseguia soltar o troço. Dei outra aula, o que suscitou que a outra filha, da poltrona de trás, pedisse para que eu repetisse para ela como era o funcionamento do dispositivo.
(Continua)
25 de abr. de 2012
AINDA SÃO PENAS
As empresas Trip e Azul já "cresceram o olho" nas rotas aéreas, passando por Porto Velho, que estão sendo abandonadas pela Gol e TAM. (Foto Divulgação)
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