A Mar me recomendou e eu compartilho com vocês a crônica "A vida é como a dengue", do jornalista e blogueiro Renato Essenfelder.
Leiam e vejam se identificam com a história. (Ilustra Loro Verz)
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13 de mai. de 2015
13 de fev. de 2015
SUPERSTIÇÃO
Há 26 anos escrevi a crônica abaixo, que foi publicado no saudoso "O Guaporé":
Hoje são 13, sexta-feira 13. A primeira do ano. Muitos acreditam que tudo de errado acontece neste dia. A tradição veio para o Brasil com os portugueses e passou de geração a geração a deixar muita gente apavorada e preocupada com a aproximação do dia. Felizmente para estes, este ano de 89 só tem duas sextas-feiras 13, hoje e em outubro – aliás, mês neutro para azares.
A receita para se dar bem hoje é simples. Se você levantou da cama com o pé esquerdo, deite-se de novo e tente mais uma vez. Ao tocar o pé direito no chão, aproveite e se benza. Dê uma olhada no horóscopo. Se for favorável, vá em frente, mas se houver qualquer senão, retorne para a cama.
Na hora do café, cuide para que não tenha 13 pessoas à mesa – lembre-se da última ceia de Jesus Cristo. Eram 13 pessoas e deu no que deu. Cuidado para não derramar sal na mesa. Se isso acontecer, jogue uma pitada de sal sobre o ombro esquerdo – bem no olho do Capeta!
Quando sair de casa, saia com o pé direito, pois não é bom abusar. Não passe embaixo de escadas, não deixe que nenhum gato preto cruze seu caminho. Se conseguir, coloque um galhinho de arruda atrás da orelha. É bom contra o mau-olhado.
Ao chegar ao trabalho – insisto – entre com o pé direito, sem tropeçar. Se benza cada vez que o seu chefe o chamar e rezar o “Credo”, não custa nada. No final do dia, se nada de ruim lhe acontecer, jogue na Loto, no Bicho, em qualquer tipo de aposta. Você é uma pessoa de sorte.
Sexta-feira 13
Hoje são 13, sexta-feira 13. A primeira do ano. Muitos acreditam que tudo de errado acontece neste dia. A tradição veio para o Brasil com os portugueses e passou de geração a geração a deixar muita gente apavorada e preocupada com a aproximação do dia. Felizmente para estes, este ano de 89 só tem duas sextas-feiras 13, hoje e em outubro – aliás, mês neutro para azares.
A receita para se dar bem hoje é simples. Se você levantou da cama com o pé esquerdo, deite-se de novo e tente mais uma vez. Ao tocar o pé direito no chão, aproveite e se benza. Dê uma olhada no horóscopo. Se for favorável, vá em frente, mas se houver qualquer senão, retorne para a cama.
Na hora do café, cuide para que não tenha 13 pessoas à mesa – lembre-se da última ceia de Jesus Cristo. Eram 13 pessoas e deu no que deu. Cuidado para não derramar sal na mesa. Se isso acontecer, jogue uma pitada de sal sobre o ombro esquerdo – bem no olho do Capeta!
Quando sair de casa, saia com o pé direito, pois não é bom abusar. Não passe embaixo de escadas, não deixe que nenhum gato preto cruze seu caminho. Se conseguir, coloque um galhinho de arruda atrás da orelha. É bom contra o mau-olhado.
Ao chegar ao trabalho – insisto – entre com o pé direito, sem tropeçar. Se benza cada vez que o seu chefe o chamar e rezar o “Credo”, não custa nada. No final do dia, se nada de ruim lhe acontecer, jogue na Loto, no Bicho, em qualquer tipo de aposta. Você é uma pessoa de sorte.
José Carlos Sá
Jornalista e supersticioso (Isola!)
27 de mai. de 2014
MEDOS E MEDOS
Ao ler a crônica "Quarto Escuro", do amigo Samuel Castiel, lembrei que não passei pela experiência que ele narra. Não por que não faltasse energia em Teófilo Otoni, mas porque, Cida, Paito e eu, em momentos de apagão, grudávamos na saia da d. Nilta e não largávamos por nada. Se ela tinha que ir buscar a lamparina, lampião ou vela, ia junto aquele bolo de menino, como filhotes de mucura.No "Quarto Escuro" deparei com a palavra "acluofóbico". Por dedução, imaginei (e acertei) que era medo de escuro. Aí lembrei de um recorte guardado há um tempinho com outros medos, cujos nomes são pouco conhecidos. Começo com o medo do Samuel, mas pode ser que alguém se identifique com um desses:
Acluofobia - medo do escuro; Ablutofobia - medo de tomar banho; Azinofobia - medo de ser agredido pelos país; Belenofobia - medo de agulhas; Corofobia - medo de dançar; Cronometrofobia - medo de relógios; Dexmofobia - medo de objetos do lado direito do corpo; Dromofobia - medo de atravessar a rua; Heliofobia - medo do sol; Limnofobia - medo de lagos; Mageirofobia - medo de cozinhar; Metrofobia - medo de poesia; Parasquavedequatriafobia - medo de sexta-feira 13; Penterofobia - medo da sogra; Triscaidecafobia - medo do número 13; Verbofobia - medo de palavras; Xantofobia - medo da cor amarela.
14 de jul. de 2013
FRASE (PÓS FANTÁSTICO)
"(...) Dai-me boas finanças, e eu vos darei boa política." Machado de Assis, na crônica"O Sermão do Diabo", crônica publicada no jornal "Gazeta de Notícias" (1893), editada no livro "Crônicas Escolhidas", Editora Cia. das Letras/Penguim Books.
8 de mai. de 2012
CRÔNICA 'TUITADA' DE UMA FILA
Reproduzo o tuítes que postei hoje cedo. A Mar precisa de uma nova Carteira de Trabalho, já que a antiga está completamente preenchida. Para isso, é preciso ir cedo para a fila e apanhar uma das 25 senhas distribuídas diariamente. Os documentos exigidos no local não são aqueles informados nos saites e por aí vai.
* RT @marcela_ximenes: Começar o dia às 5h, ir para a fila tentar pegar uma senha para tirar 2a via da carteira de trabalho porque o órgão emissor é incompetente.// E tem 12 na frente.
* Interessante (re)ver o inicio do dia no centro da cidade. Carros, onibus, camelôs se instalando e pessoas sonolentas indo trabalhar.
* Na fila para a retirada/renovação de documentos, pessoas c/pastas, envelopes e ar de resignação.
* Nesta fila, como em todas, a preocupação não é com o atendimento, mas com os espertos que querem entrar na frente.
* Aberta a temporada de caça à senha. Pelo menos são pontuais.
* O vigilante, ao controlar o acesso ao prédio público, demonstra seu poder fugaz.
* Epa! Minha "pré-senha" é número 914 e a fila vira a esquina lá fora.
* Fim da crônica da fila.
Aí a Mar chegou e começou o calvário dela, que depois será contado neste muro eletrônico das lamentações.
* RT @marcela_ximenes: Começar o dia às 5h, ir para a fila tentar pegar uma senha para tirar 2a via da carteira de trabalho porque o órgão emissor é incompetente.// E tem 12 na frente.
* Interessante (re)ver o inicio do dia no centro da cidade. Carros, onibus, camelôs se instalando e pessoas sonolentas indo trabalhar.
* Na fila para a retirada/renovação de documentos, pessoas c/pastas, envelopes e ar de resignação.
* Nesta fila, como em todas, a preocupação não é com o atendimento, mas com os espertos que querem entrar na frente.
* Aberta a temporada de caça à senha. Pelo menos são pontuais.
* O vigilante, ao controlar o acesso ao prédio público, demonstra seu poder fugaz.
* Epa! Minha "pré-senha" é número 914 e a fila vira a esquina lá fora.
* Fim da crônica da fila.
Aí a Mar chegou e começou o calvário dela, que depois será contado neste muro eletrônico das lamentações.
2 de abr. de 2012
DICA DE BLOG
Uma nova crônica foi adicionada ao blog Falando Sério, do Luiz Alves. "Pequenas Coisas". Vale a pena a leitura. (Ilustração do Blog Falando Sério)
25 de mar. de 2012
MINI CONTOS
Inicio hoje a publicação de mini contos que escrevi entre 1984 e primeira década dos anos 2000. A grande maioria é inédita. Depois dos contos, iniciarei a republicação de crônicas, estas escritas depois que mudei-me para Porto Velho e que foram publicadas n'O Guaporé, Estadão do Norte e Alto Madeira.
Em algumas terei que contextualizar, pois foram escritas à sangue quente, em cima do fato.
Em algumas terei que contextualizar, pois foram escritas à sangue quente, em cima do fato.
27 de dez. de 2011
A "MONSTRA" DO YORKSHIRE
Em meio ao noticiário sobre crianças mortas por balas perdidas nos braços das mães, do nascimento de um bebê de duas cabeças- na cidade não há equipamento para exames de ultrassonografia – e muitas crianças abandonadas recém-nascidas, o Brasil se estarrece pela violência com que uma enfermeira aparece espancando um cãozinho da raça Yorkshire. Algumas cenas, gravadas por vizinhos, acontecem na frente de uma criança de pouca idade, tres anos talvez. O ápice da violência é a cena em que o cachorrinho aparece morto no jardim do prédio, depois de ter sido arremessado do alto do edifício. Há poucos meses, dois jovens jogaram álcool em um cachorro, atearam fogo, filmaram a selvageria e colocaram na internet. O filme foi visto por milhares de pessoas. Alguns apresentadores de televisão, sem qualquer noção, reproduziram o vídeo em seus programas, inclusive em Rondônia.
Tudo isso leva a acreditar que o ser humano está, a cada dia mais, perdendo toda e qualquer referência do que é ter bom senso. É o sinal inequívoco que o fim dos tempos está à nossa porta. E que venha rápido, antes que nós mesmos acabemos conosco. (Crônica publicada no Diário da Amazônia 25/12/2011)
Tudo isso leva a acreditar que o ser humano está, a cada dia mais, perdendo toda e qualquer referência do que é ter bom senso. É o sinal inequívoco que o fim dos tempos está à nossa porta. E que venha rápido, antes que nós mesmos acabemos conosco. (Crônica publicada no Diário da Amazônia 25/12/2011)
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