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8 de jun. de 2012

FRASE

"Pegaram um 'picu' gandão, do tamanho de um cachorro". Anderson, 4 anos, morador de uma das comunidades do lago do Cuniã. (Tradução: "Pegaram um pirarucu grandão, do tamanho de um cachorro".

30 de ago. de 2011

TRASHBALL


Bola ao cesto ... de lixo. Quem diz que menino não tem imaginação? (Juro que tem uma bola na foto) (Fotos JCarlos)

25 de mai. de 2010

QUE VERGONHA

Há uma duas semanas quando preparava reportagem sobre bullying, o João Pedro me perguntou se o "meu bullying" era o mesmo que ele conhecia. E pedi para que ele explicasse: - O F. me contou que ganhou um jogo que tem esse nome, que é a história de um menino que xinga a professora e os colegas (...) e depois é morto pela polícia.
Não é preciso dizer que quase tive uma síncope. O F. tem apenas 9 anos. A mãe é professora do Ensino Fundamental. Como é que pode? Uma mãe professora permitir que a violência, mesmo que virtual, se instale em casa? Claro que duvidei do JP, mas ele jurou que era verdade e disse mais: F. ganhou o jogo de um tio.
Assustei o menino com a minha reação, fiquei chocada.
Fiz o JP prometer que jamais vai jogar essa transgressão e expliquei todos os motivos. Como sou a adulta da relação, vou exercer o meu dever de vigiar.

20 de nov. de 2009

INCOERÊNCIA

A BBC noticiou ontem um caso que não sei nem como nominar, de tão estúpido. Um policial de uma pequena cidade do Arkansas, segundo a agência, utilizou uma arma de choque para imobilizar uma garota de 10 anos que se recusava a tomar banho. Li a matéria duas vezes para ter certeza que era aquilo mesmo que eu estava lendo. Comentei mês passado aqui que a psicóloga Rosely Sayão disse que estão faltando adultos para algumas crianças. Como pode uma mãe chamar a polícia para conter a birra de uma menina? Se toda vez que o JP fizesse zanga em casa ou se recusasse a tomar banho eu ligasse para o 190, a PM estaria encrencada.
Isso me fez lembrar a história que minha mãe conta sobre minhas birras quando eu era garotinha. Não sabendo o que fazer, ela me levou ao finado doutor Adelino. Isso porque eu berrava contrariada e chegava a ficar roxa. O remédio? "Dê uma palmada nela, minha filha, que a crise passa". Pois não é que deu certo? Aliás, tem dado até hoje.

7 de out. de 2009

BOAS VERDADES

Não sou telespectadora do programa Happy Hour,  mas o tema de um deles me chamou atenção: limites das crianças. Duas mães, além da apresentadora Astrid Fontenelle, falaram sobre chiliques, teimosias e tudo o mais que deixa a maioria dos pais prontinhos para ter um treco. A especialista convidada era a Rosely Sayão, psicóloga e consultora educacional, que disse umas verdades bem boas. Sobre os ditos chiliques dados por crianças com menos de dois anos de idade: "Não são as crianças que estão dando chiliques precocemente, são os adultos de hoje que não têm paciência com as crianças. Somos adultos sem paciência".
O que eu mais gostei foi o comentário dela após a exibição de um daqueles vídeos em que criancinhas correm, gritam, esperneiam. A mãe deles comenta que não sabe o que fazer porque os meninos correm sempre que ela abre a porta de casa. Rosely: "Essa mulher ainda não se deu conta de que é mãe e de que tem crianças em casa. Qualquer criança sairá correndo ao ver algo novo, qualquer criança vai querer tocar, levar à boca o que estiver ao seu alcance. Isso é normal". E a melhor parte: "Criança não precisa de limites. Precisa de adultos". Eu completo: Criança não é brinquedo. É real e precisa ser tratada como tal.