Só agora pude externar o meu pesar pelo falecimento do senhor Dionísio Schockness. Eu tive poucas oportunidades de falar com ele, mas nestas poucas vezes, aprendi muito. Envio um abraço à família e aproveito par relembrar as postagens sobre esta importante figura da história de Rondônia. Aqui, aqui e aqui.
Na foto, de 22 de maio de 2010, dia em que conduzi uma visita dos membros da Igreja Batista àsuzina. (Foto JCarlos)
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25 de jun. de 2014
22 de mai. de 2010
ENTRE TRILHOS E CANOS
Com 88 anos desde o dia 20, o senhor Dionísio Schockness, de uma lucidez impressionante, contou-me parte da trajetória de vida dele. Entrou na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em 1934 como aprendiz de garagem de cegonha, cujo chefe era o pai dele. Passou por diversas funções chegando a fiscal de tração, que é uma espécie de inspetor da locomotiva que ia sair em viagem. Aposentado, foi trabalhar na Caerd, primeiro como soldador de canos de ferro, que eram usados para a distribuição de água. "O primeiro hidrômetro de Porto Velho, foi eu quem instalei em 1976".
Quando eu falei em "Ilha do Presídio", seu Dionísio corrigiu: "Ilha dos Ingleses. Eles [ingleses, diretores da EFMM] vinham de lancha na sexta-feira a tarde e voltavam na segunda-feira cedo, para trabalhar. Havia casas de madeira na ilha e eles vinham todos os finais de semana".
- E o presídio? Perguntei. "Foi construído pelo governador coronel Ênio Pinheiro e desativado pelo governador coronel Joaquim Vicente Rondon, que achava o presídio muito desumano". (Foto: JCarlos)
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