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13 de abr. de 2015

PESAR

Mais um grande escritor se vai. Desta vez foi o Eduardo Galeano, o uruguaio que bagunçou a cabeça de todos da minha geração com o livro "Veias Abertas da América Latina". Com quinze anos eu li o livro deslumbrado, como tantos outros adolescentes que vivíamos em um país sob tutela militar e sonhando com a "contra-revolução". No ano seguinte uns tantos vieram para a Amazônia preparar o povo para "retomar o poder". E todos sabem no que deu.

Mas Galeano - depois li mais artigos dele - revisitava a História e recontava alguns fatos que conhecíamos como a Guerra do Paraguai, por exemplo. O Paraguai que ele nos apresentava era completamente diferente daquele dos livros que líamos na escola e decorávamos as datas. Para mim foi um choque.

Ao saber da notícia da morte pela IstoÉ, vi que o autor renegava o "Veias Abertas", dizendo que não se ligava mais ao texto, com a distância dos anos. Muitos leitores também se distanciaram, mas foi uma obra que me marcou muito e me fez buscar outras fontes que não só as oficiais. Aplico isso até hoje no meu trabalho e no lazer (o brog). (Ilustra Divulgação)

14 de jul. de 2013

ATITUDE SUSPEITA

Peguei um táxi para ir ao trabalho, pedindo que o motorista parasse para mim em uma agência ou caixa eletrônico do Banco do Brasil. Ele optou pela agência Calama do bairro São João Bosco. Avisei: "aqui é proibido estacionar. Se o senhor quiser dar o 'balão', eu espero". Desembarquei , entrei na agência, retornando poucos minutos depois.
O motorista contou a seguinte história:
- Quando o senhor entrou, resolvi ficar aqui. Se aparecesse algum guardinha [da Semtran] eu dava o balão. Parou um viatura e desceu um policial fardado e um outro homem, de bermuda, sem algemas e entraram no banco. O policial que ficou na viatura parou um taxo, falou alguma coisa com o motorista e os dois carros seguiram. Acho que a viatura foi fazer o balão...
- Mas o que está errado, desculpe, mas não entendi...
- Eu tenho quase certeza que o cara de bermuda é policial que está preso.
- Ah...

25 de jul. de 2011

SEXTA TEM LANÇAMENTO

Será lançado na próxima sexta-feira (29), em Porto Velho, o livro Capitão Alípio, de Hugo Evangelista da Silva, que é sobrinho do capitão. Hugo conta verdades e fatos folclóricos, deste personagem marcante na história do extinto Território Federal do Guaporé, hoje Estado de Rondônia. A obra é uma publicação conjunta da Editora Schoba e a Editora Universidade Federal de Rondônia – Edufro.  O lançamento de ‘Capitão Alípio’ será às 19h, de sexta-feira, na sede da Escola de Samba Asfaltão, localizada na rua Jacy-Paraná, Santa Bárbara.

7 de jun. de 2011

E A POLÍCIA CHEGOU NA HORA

Peguei um taxi dias destes e o motorista me contou ter ajudado a prender um ladrão que assaltou o colega de trabalho dele. A história foi mais ou menos assim:
"Escutei no rádio que um colega foi assaltado lá no Cai N'Água, de manhãzinha. Quando passava pela Sete de Setembro vi o ladrão virando a camisa pelo avesso e correndo em direção a praça Getúlio Vargas. Botei o carro para cima dele, desci e baixei a porrada. Nisso a polícia chegou. Estranhei eles terem chegado tão rápido. Aí o policial, desses do trânsito, falou: 'Vi o senhor entrando na contra-mão e viemos atrás'. Então era isso. Vieram foi me prender..."

10 de fev. de 2011

HEIN?

Depois não gostam que o professor Antônio Cândido reclame dos "enganos da História" ou isso é o jogo dos "Sete Erros"?

Da coluna "Panorama Político" - Rio de Janeiro, BR - quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
ILIMAR FRANCO
Obama em Rondônia?
O governador de Rondônia, Confúcio Moura, acionou o Itamaraty para convidar o presidente americano, Barack Obama, para viajar pela ferrovia Madeira-Mamoré, que está sendo restaurada. Seu argumento é que a estrada de ferro foi construída após a passagem na região do ex presidente dos EUA Theodore Roosevelt. A Expedição Roosevelt-Rondon (o marechal Rondon), de 1913 a 1914, descobriu as terras daquele estado, que não constavam em nenhum mapa conhecido da época.

Essa estória está muito "confúncia", não tá não?

22 de mai. de 2010

ENTRE TRILHOS E CANOS

Com 88 anos desde o dia 20, o senhor Dionísio Schockness, de uma lucidez impressionante, contou-me parte da trajetória de vida dele. Entrou na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em 1934 como aprendiz de garagem de cegonha, cujo chefe era o pai dele. Passou por diversas funções chegando a fiscal de tração, que é uma espécie de inspetor da locomotiva que ia sair em viagem. Aposentado, foi trabalhar na Caerd, primeiro como soldador de canos de ferro, que eram usados para a distribuição de água. "O primeiro hidrômetro de Porto Velho, foi eu quem instalei em 1976".
Quando eu falei em "Ilha do Presídio", seu Dionísio corrigiu: "Ilha dos Ingleses. Eles [ingleses, diretores da EFMM] vinham de lancha na sexta-feira a tarde e voltavam na segunda-feira cedo, para trabalhar. Havia casas de madeira na ilha e eles vinham todos os finais de semana".
- E o presídio? Perguntei.  "Foi construído pelo governador coronel Ênio Pinheiro e desativado pelo governador coronel Joaquim Vicente Rondon, que achava o presídio muito desumano". (Foto: JCarlos)

2 de dez. de 2009

HEIN?

Em entrevista à TV Candelária, o senador Valdir Raupp deu uma retocada na História do Brasil. Segundo ele, os quilombolas chegaram aos vales dos rios Madeira e Mamoré, há mais de mil anos.
Ou seja, quem descobriu o Brasil foi um africano.