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30 de abr. de 2012

ÓI, É O TREM...

Nesta segunda foi o dia do ferroviário. Meus pais, avô, tia, irmão e eu mesmo trabalhamos em ferrovia. Mãe, pai, avô e tia foram funcionários da Estrada de Ferro Bahia a Minas. Meu irmão e eu fizemos concurso e trabalhamos na Rede Ferroviária Federal. Paíto foi para a Vale do Rio Doce, quando a RFFSA foi privatizada e eu me demiti para trabalhar como jornalista. Os demais se aposentaram.
Já em Porto Velho, lendo sobre ferrovias, descobri que o decreto que extinguiu a Bahia-Minas também acabou com a Madeira-Mamoré. Abaixo fotos de diversas ocasiões e a sugestão de leitura de matéria sobre trens e músicas relacionadas  da revista Almanaque Brasil, edição de abril.
Trecho da Ferrovia em Santo Antônio - Damião Cavalcante / 1992

Oficinas (JCarlos)
Michael Lewin
 Michael Lewin
Carcaça de locomotiva na antiga Vila Santo Antônio - JCarlos
Ponte sobre rio Mutum-Paraná - JCarlos
(Este post estava programado para se auto-publicar ontem. Não sei o que aconteceu, que nada aconteceu)

31 de mar. de 2012

31 DE MARÇO

Há 48 anos, criança pequena em Teófilo Otoni, no nordeste de Minas Gerais, eu faltava à aula, obedecendo ordem do meu padrinho Marinho, comandante do destacamento da Polícia Militar, que cedo passou na casa na minha avó, ao lado do quartel, e disse: "Não deixem Neném sair de casa. O Brasil está em guerra".
Passei os próximos dias vendo, da janela, caminhões da PM mineira e do Exército transportando tropas de um lado para outro. De noite, em casa, meu pai contava sobre as prisões de colegas dele na Estrada de Ferro Bahia e Minas. Na época, os ferroviários eram uma das categorias profissionais mais politizadas e organizadas do país e foram os que mais sofreram. Os salários, por exemplo, são miseráveis até hoje, no que resta das ferrovias.