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9 de jan. de 2015

PÉ FRIO?

Há algum tempo os garimpeiros estão voltando paulatinamente a trabalhar no trecho do rio Madeira, entre a cachoeira de Santo Antônio e a foz do igarapé Cuniã. A garimpagem neste trecho do rio foi proibida quando da promulgação da Lei Estadual nº 5.124, de 06/06/91, quando era governador do Estado o médico Osvaldo Piana e o secretário de Desenvolvimento Ambiental, o ambientalista (até no nome) Chico Natureza.

Com a "Operação Aluvião", realizada na manhã de hoje, já são duas tentativas da retirada dos garimpeiros da área. A operação anterior foi realizada pela Polícia Federal dia 5 de dezembro de 2014.

Esta situação não é  novidade. Quem navega pelas águas barrentas do rio Madeira encontra balsas e dragas desde Abunã até Calama. Nos últimos meses a garimpagem aumentou em muito nas proximidades de Porto Velho, com denúncia permanente de órgãos da Imprensa caripuna.
(Fotos JCarlos)
No decorrer da semana, em rilise distribuído pelo Decom, soubemos que o vice governador Daniel Pereira recebeu uma comissão de garimpeiros e teria prometido apoio ao pleito de legalização do garimpo entre o Cai N'Água e a localidade de Belmont, no Baixo Madeira. Isso foi no dia 5, segunda-feira.

Ontem, dia 8, em outro rilise, do mesmo Decom, representante da Sedam alertava para a ilegalidade da atividade garimpeira no trecho do rio Madeira. E hoje, uma operação foi deflagrada com a apreensão de balsas e dragas e a aplicação de multas.

O "pé frio" do título é do vice-governador Daniel Pereira ou seriam os garimpeiros?

10 de jul. de 2012

VICES-VICES

Há poucos dias conversava com amigos sobre as minhas experiências como assessor de vice-governadores e do que soube de outros vices, que acompanhei de longe. Sei que a vida não é fácil, nem para os vices nem para a assessoria deles. Quando o titular viajava os secretários desapareciam, o pessoal da comunicação e do cerimonial, também. Ficavam os militares que faziam a segurança do palácio, os servidores administrativos e os garçons.

Antes de ser uma coisa só, os gabinetes do governador e do vice eram unidades orçamentárias, com orçamentos próprios. O contingenciamento de verbas para o gabinete do vice era comum. Quando José Bianco assumiu, fui ser o secretário do vice-governador. A estrutura do gabinete estava detonada, pois Valdir Raupp e Aparício Carvalho não se entendiam e não havia nem material de limpeza para os servidores utilizarem.

No governo Ângelo Angelin, o vice-governador, em caso de vacância, era o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amizael Gomes da Silva. Angelin nunca pediu licença da função para não dar a Amizael o gostinho do cargo. Na revolta do Urso Branco, do dia 31 de dezembro de 2001 para 1º de janeiro de 2002, Miguel de Souza, que estava exercendo o cargo de governador durante as férias do Bianco, não encontrou nem o comandante da Polícia Militar de então para ajudá-lo a sair do enrosco.

 Outro exemplo. Com o Cassol no governo, a vice-governadora Odaísa Fernandes caiu em desgraça oficial (nos bastidores já estava alijada da administração)quando foi divulgada a notícia de uma suposta festa que teria sido feita para comemorar a futura queda de Cassol e que nomes para o novo secretariado foram escolhidos na ocasião. Cassol não caiu, ao contrário, entregou um vídeo para o programa "Fantástico", jogando coisa no ventilador e denunciando deputados estaduais fazendo propostas escusas. O efeitos do vídeo são sentidos até hoje.

É assim que a banda toca. Quem se propõe a ser vice-governado, a vice-prefeito, a vice-qualquer coisa, precisa ter em mente, que "quem vai na garupa não governa a rédea", como diz o ditado popular.

25 de jun. de 2012

OS VICES NÃO VICEJAM*

Lendo o editorial do Diário da Amazônia sobre a "quebra de safra" de pré-candidatos a vice-prefeito para as próximas eleições em Porto Velho, assunto já comentado neste brog, fiquei pensando em tantos desacertos que já aconteceram quando, para efeito de coligação, uma determinada pessoa é indicada a fazer parte de uma chapa de outra com quem não tem nenhuma afinidade. Os exemplos são muitos, as exceções confirmam a regra.
Temos bons exemplos de vices que foram absolutamente leais aos titulares. Cito aqueles que me vêem à memória: Itamar Franco, com Fernando Collor; Marco Maciel, com Fernando Henrique Cardoso; Orestes Muniz, com Jerônimo Santana; Miguel de Souza, com José Bianco e Emerson Castro, com Roberto Sobrinho. A lealdade destas pessoas citadas nem sempre foram reconhecidas e os vices, de acordo com as características próprias, ficam nas deles e deixam que a estrela, ops, o sol do titular brilhe sem nenhuma sombra.
(*Trocadilho safado, este)

6 de mai. de 2009

NA LUTA

Encontrei o advogado Orestes Muniz na sala de embarque, ainda em Porto Velho. Ele estava indo para Brasília, onde participa da Marcha em Defesa da Cidadania e do Poder Judiciário, em protesto contra a PEC dos Precatórios, já aprovada no Senado.
Perguntei pela carreira política. Dr. Orestes disse que ainda é vice presidente do diretório estadual do pmdb e que de vez enquando faz um discurso cobrando posicionamento dos colegas de partido. Depois desses discursos - como o que fez no último encontro, em abril - perguntam se é candidato, aí ele recua.
Tive o prazer de assessorar Orestes Muniz quando ele foi vice-governador de Rondônia.