6 de fev de 2012

IMPACTO DIFUSO

Quem não quer ser atingido pelasuzina, que atire o primeiro bloco de concreto. Desde antes do início das construções, ainda na fase de estudos, pessoas faziam de tudo para arrancar "algum" do tal consórcio. Era gente que "torcia" o pé em um buraco sinalizado de sondagem; era quem dizia que o pessoal da topografia havia espantado as galinhas e elas não botavam ovos mais e outras armações.
Depois do início das obras, as detonações causaram até tsunami no Japão. "Adevogados" e'x'pertos sugeriram ações indenizatórias por rachaduras em casas construídas em Candeias.
Prefeitos de cidades como Humaitá e Lábrea pediram indenizações por que os desempregados destes municípios vieram trabalhar em Porto Velho.
Na vila de Teotônio, uma mulher que havia se mudado de lá há muitos anos, retornou e invadiu a antiga sede da associação de moradores, exigindo uma casa para a família dela.
No recente episódio (da substituição do poder público) na retirada de pessoas de área de risco, levando-as provisoriamente para hotéis, mais um caso inusitado. Uma mulher chegou até a equipe e disse ser a dona da casa que foi desocupada e que quem morava nela era um inquilino - que foi transladado para o hotel - e que era ela, a proprietária, é quem deveria ser hospedada no hotel.

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