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26 de mar. de 2015

(DES)HOMENAGEM

A personagem é figura importante na história de Rondônia e de Porto Velho, passando pela administração da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré quando os ingleses a abandonaram e perderam a concessão. Inspirador e primeiro governador do Território Federal do Guaporé, deputado federal e merecedor de todas as homenagens que se pudessem ser feitas a ele.

Mas a pessoa só tem o nome dado a uma praça, que é apenas um ponto de referência ("aquela praça em frente ao ginásio Cláudio Coutinho" ou "a praça perto do Carmela Dutra"), e em um estádio que está caindo por desuso - não conservam porque não tem jogos; não tem jogos porque o estádio não está conservado.

Aí a Prefeitura coloca uma placa na rua indicando a "arena" e quem rascunhou a arte não sabia se era "Aluízio" ou "Aloízio" e juntou as duas vogais:

 (Foto Ricardo Ferreira e JCarlos)

5 de out. de 2014

PARAENSE

Porto Velho tem uma forte influência paraense (Aluízio Ferreira?) e isso traduz-se no tacacá, no pato ou na caldeirada de peixe ao tucupi, com jambu e muita coisa mais. Tem a festa do Círio, mais o sotaque, o falar (o 'esse' esticado: doiss, seiss, vaiss, entre outros) e a morenice, o rosto arredondado e oszoim puxado.
Ao visitar Belém e outras cidades, há poucos meses, notei mais estas semelhanças. A influência paraense na cultura de Porto Velho, talvez seja de sempre. Ciclos da borracha, os jovens indo estudar lá em Belém, os seringalistas fazendo o aviamento para os seringueiros e para a família e, depois, no final da década de 1920, com a chegada do então tenente Aluízio Ferreira, essa influência se fez mais forte.
Fiz estas reflexões no centenário de Porto Velho, quando retornamos do show da Gaby Amarantos. Por sugestão da Mar, separei os assuntos.

29 de jun. de 2013

NOSSA 'ARENA'

Arena (Imagem puramente ilustrativa)
O conceito de "Arena" ficou famoso mundialmente nas grandes competições, onde os antigos estádios eram destinados somente à prática de futebol ou de esportes atléticos. Com a mercantilização dos esportes (no bom sentido, se tiver), tudo passou a ser um grande negócio. O exemplo mais acabado é a Fórmula 1. Tudo é comercializado. Na Copa das Confederações e Copa do Mundo, primeiro o patrocinador, depois o governo local e, se tiverem paciência, a população.
O Maracanã, por exemplo, ou "Arena Maracanã" foi licitado e concedido a um consórcio de empresas que vai gerenciá-lo, nas modernas normas de governança e, claro, lucro. "Empresário quer ganhar dinheiro", já me disse alguém. Nos outros 'ex'tádios que receberão a Copa de 2014, não será diferente. Tudo feito na planilha.
Mas o comentário mesmo, é sobre a reabertura provisória do Estádio "Aluízio Ferreira", o Aluizão", em Porto Velho. Interditado há um ano e três meses, e sem condições há muito mais tempo, o Corpo de Bombeiros resolveu suspender, parcialmente, a interdição, liberando o local para o jogo Genus x Nacional do Amazonas, no dia 7 de julho, próximo domingo, pela quarta divisão do Campeonato Brasileiro (série D). A restrição fica apenas para a quantidade de público que será permitida entrar no estádio, que são 700 torcedores. Vai sobrar espaço seguro.
Quem ganha um dedo quer a mão, o Genus já se movimenta novamente. Agora, quer a liberação da "arena" para jogos do Sub-20.
Sem maiores informações, pelo que sei, a única obra realizada ate o momento foi a demolição e reconstrução do muro da avenida Farquhar. Os outros problemas continuam lá, do mesmo jeitim que estavam antes. (Foto Loucurasdecarol.Blogsport)
Atualização: A grama está sendo aparada. Estava tão alta, que suspeitam da presença de uma cobra no local.

30 de jun. de 2012

PIONEIRO

Tive o privilégio de conhecer o senhor Conroy Theophilus Schokness, 84, que mora na Vila Candelária. Aposentado como funcionário público federal,  trabalhou na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e "cumpriu tempo" no 5º BEC. Foi motorista da litorina e se orgulha de ter feito a viagem entre Porto Velho e Guajará-Mirim em "apenas" 12 horas. O trajeto era regularmente feito pelas composições ferroviárias em 24 horas, com pernoite em Abunã.
Ele conta sobre os pais, avós e a origem da família na Ilha de Granada ("Grenada"), no Caribe. O pai, Charles Natanael Schokness, trabalhou na construção da ferrovia, sendo contratado posteriormente como um dos encarregados pela manutenção da linha férrea.
 O senhor Conroy Schokness fala do passado
Pose especial com a foto do pai, Charles Schokness, ao lado do coronel Aluízio Ferreira, primeiro brasileiro a dirigir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e primeiro governador do Território do Guaporé (Fotos JCarlos)