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8 de set. de 2013

MAD MARIA DE VOLTA

A Globo não está me pagando nada, mas preciso compartilhar com vocês que a partir de amanhã, no canal Viva na Sky, estreia a mini série "Mad Maria", a partir das 22hs15 (hora local). A obra é baseada em livro homônimo do amazonense Márcio de Souza e tem entre os atores coadjuvantes vários conhecidos nossos, entre eles o Geovani Berno, secretário de redação do Diário da Amazônia na maior parte do tempo, e "Espermatozóide Careca", de vez em quando.
 (Ilustração TV Globo)
Quando a mini série estava para ser lançada, puristas se uniram para dizer que aquilo era "uma usurpação da história real da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, cuja verdade era apenas a contida no livro "A Ferrovia do Diabo"", do Manoel Rodrigues Ferreira, que veio a ser envolvido nesta falsa polêmica e acionou juridicamente a TV Globo.
Não distinguiam uma obra de ficção dentro de um contexto histórico, da história real. Se todos pensassem assim não teríamos obras primas da ficção como "Quo Vadis", nem "O Manto Sagrado", ambas baseadas em trechos da Bíblia, entre milhares de outros temas.
Aproveitem, o dvd não está a venda no Brasil.

9 de jul. de 2013

4 DE JULHO, DIA DA DISCÓRDIA

Voltam a digladiar os historiadores Francisco Matias e Antônio Cândido. O assunto: a lenda de que o início da cidade de Porto Velho foi dia 4 de julho de 1907, data em que se comemora a  independência dos Estados Unidos da América, país dos construtores da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
O texto de Francisco Matias, publicado dia 4 de julho, no Gente de Opinião, traz como principal argumento uma foto legendada com a data de 1907.
A "foto" que recua no tempo (foto: Dana Merrill editada)
Antônio Cândido, rebate a informação, com base em textos do Manoel Rodrigues Ferreira (Ferrovia do Diabo) e do Charles A. Gauld (Farquhar - O Último Titã) e de Rose e Gary Neeleman (Trilhos na Selva).
Eu, caboquinho do Vale do Mucuri que quase nada sei, apenas pergunto: se o Dana Merrill, fotógrafo contratado para documentar a construção da ferrovia, aqui chegou em 1909, conforme todos os registros sobre o trabalho do nova iorquino, como ele poderia ter tirado a fatídica foto em 1907?

2 de mai. de 2012

SUGESTÃO DE ARTIGO

Sugiro o artigo do Dayan Saldanha "Cem anos - Queremos a volta do passeio de trem da EFMM". Já fiz o percurso Guajará-Mirim - Yata, com uma parada na ponte sobre o rio Bananeiras. Havia trechos incríveis, com um dossel da mata sobre os trilhos, um verdadeira túnel.
Viajei em boa companhia: Manuel Rodrigues Ferreira, autor do livro "Ferrovia do Diabo" e mais as professoras Yêdda Borzacov, Eunice Bueno (não tenho certeza se o professor Abinael Machado estava junto nessa vez), e os escritores Matias Mendes e Kleon Marion, além do Rosinaldo Machado, que fez a cobertura fotográfica. Tive uma aula de História Regional, com os melhores professores que podia dispor. Foi em 1989 e não fiquei com nenhuma fotografia dos eventos.

19 de ago. de 2011

PARABÉNS

Hoje é o dia do Historiador. Cumprimento meus professores Marco Teixeira, Abinael Machado, Antônio Candido, Francisco Matias, Aleks Palitot e Yêdda Borzacov, com os quais aprendi o pouco que sei sobre a História Regional. Um abraço a todos e a saudade de Manoel Rodrigues Ferreira (foto), autor do insuperável "Ferrovia do Diabo". (Foto JCarlos)

29 de jun. de 2011

LIVRO & POLÊMICA

Recebo convite para lançamento do livro "Trilhos na Selva", do cônsul Gary Neeleman e para as comemorações dos 80 anos da nacionalização da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, dia 3 de julho, 9h no complexo ferroviário.
O falecido escritor Manoel Rodrigues Ferreira, autor de "A Ferrovia do Diabo", defendia a idéia que não houve nacionalização da Madeira-Mamoré, uma vez que a The Madeira Mamoré Railway Company Limited tinha uma concessão para explorar a ferrovia, uma fez quebra o contrato, o governo federal cassou a concessão.
A polêmica contina.

11 de jun. de 2010

DO PASSADO

Em 1989, por sugestão do assessor especial José Barbosa (por onde anda?), o Governo do Estado mandou reeditar o livro "Ferrovia do Diabo" e trouxe para o lançamento o escritor Manuel Rodrigues Fereira. Para aproveitar a presença dele, uma série de palestras foram agendadas em Porto Velho e Guajará-Mirim. Na época eu era o adjunto do secretário de Comunicação Ascânio Seleme, que para me "castigar", pautou ao Rosinaldo Machado e a mim para acompanharmos o escritor.
Seguimos para Guajará-Mirim. Nos acompanhavam os escritores Yêdda Borzacov, Abinael Machado, Matias Mendes e Eunice Bueno. Após as palestras, realizávamos saraus informais com muita história, além dos "making of" dos livros "Ferrovia do Diabo" e "Nas Selvas Amazônicas". Nos almoços, eu arranjava um jeito de sentar à mesa com o Manuel e sugava todo o conhecimento que ele transmitia, sobre a Madeira-Mamoré, o Forte Real Príncipe da Beira, Porto Velho, a história da BR-29 e muito mais.
O prefeito Isaac Bennesby nos brindou, no último dia de estadia, com um passeio de Maria Fumaça de Guajará-Mirim ao Yata. Manuel não aproveitou a viagem, pois chorou o tempo todo. Infelizmente, não tenho mais as fotos destes eventos. Postarei as fotografias da última vez que o vi, em 2004. 
Ascânio não sabe o quanto sou grato a ele.
Visita à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré
Depoimento para pesquisadores da Fundação Emilio Goeldi (PA)

Evento da transferência do acervo para a AAEFMM
(Fotos JCarlos)

10 de jun. de 2010

PESAR



É com sincero pesar que lamento o falecimento do engenheiro, jornalista e escritor Manuel Rodrigues Ferreira, que se notabilizou com o livro "Ferrovia do Diabo", a história mais real sobre a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
Tive o prazer de conviver com ele em duas ocasiões. Em 1989, quando foi lançada a segunda edição do livro, patrocinada pelo Governo do Estado de Rondônia e em 30 de setembro de 2004, quando da realização de evento para compra do acervo fotográfico e primeira edição do livro "Nas Selvas Amazônicas", adquiridos por Furnas Centrais Elétricas e doados à Associação de Amigos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
A notícia está no Gente de Opinião, com texto - sempre primoroso - do Montezuma Cruz.
Mais tarde vou contar como foram os encontros e o quanto aprendi com o Manuel Rodrigues. (Foto JCarlos)