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13 de fev. de 2015

FRASE

"A questão é o Real, essa absurda e fictícia unidade monetária que nos ilude e espanta os estrangeiros". Quem escreveu isso não é nenhum jornalista filiado ao "Partido da Imprensa Golpista - PIG", nem algum economista ultra-ortodoxo, mas o escritor Lima Barreto. A frase, atualíssima, faz parte da crônica "Variações", de 1922 e está no livro "Crônicas Escolhidas", editado pela Ática/1995, que tive a ousadia de resenhar para o jornal Alto Madeira (02/06/89).

16 de jun. de 2014

COM QUEM MESMO?

A revista The Economist fez um estudo e comparou o PIB apurado nos estados brasileiros e as respectivas populações com os PIBs de vários países. Coube a Rondônia a equivalência com a Guiné Equatorial. Tá bom ou é muita pretensão?

29 de nov. de 2012

PESAR

Lamento a morte do jornalista Joelmir Beting. Sempre com aparente mau humor, fazia os comentários econômicos e traduzia as informações para que mortais, como eu, entendessem o que estava acontecendo. Um dos motivos pelos quais assistia ao Jornal da Band eram os comentários ácidos dele, que não perdoava ninguém. Mais uma grande perda. (Foto Jornal da Band via meionorte.com)

7 de jul. de 2010

ENFIM, UMA BOA NOTÍCIA

Leio na revista eletrônica Amanhã que os Correios vão reativar as licitações para franquias de agências postais. A franquia de agência foi lançada no início da década de 1990 e é um ótimo negócio. O assunto já recebeu a concordância do ministro relator do TCU, mas o assunto ainda vai ser examinado na plenária.
Por uma franquia destas, largo o jornalismo sem remorsos.

16 de nov. de 2009

CIRCULANDO, CIRCULANDO...

Quitando as contas sem dinheiro:

Maio de 2009, numa cidade litorânea do RS, muito frio e mar agitado, a cidade deserta.

Os habitantes, endividados e vivendo às custas de crédito. Por sorte chega um gringo rico e entra num pequeno hotel.

O mesmo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.

Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.

Este pega a nota e vai até o criador de suínos a quem deve e paga tudo. O criador, por sua vez, pega a nota e corre ao veterinário liquidar sua dívida.

O veterinário, com a nota em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).

A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, as vezes, levava clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações, e paga a conta.

Neste momento o gringo chega novamente ao balcão, pede a nota de volta, agradece, mas diz não ser o que esperava. Sai do hotel e da cidade.

Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda cidade vive sem dívidas e começa a ver o futuro com confiança.

Moral da história: Quando o dinheiro circula, não há crise!

(Obrigado, Lúcio)