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14 de mai. de 2015

CASAS SEM DONO

Há muito tempo, quando era repórter do Alto Madeira, recebi uma pauta para falar sobre o déficit de habitação em Porto Velho. Visitei várias imobiliárias, entrevistei corretores de imóveis e "virei" a pauta. Havia imóveis, o que não havia era dinheiro.

Plantão entregue às moscas (Foto Medeiros/Condecom)

Hoje, vendo um dos rilisis da Prefeitura, constato a mesma coisa. Em um trecho do texto leio: "Devido o pouco interesse, Márcia Luna informa que durante esta última semana estão sendo chamados não somente os titulares, mas também aqueles que fizeram cadastro reserva, obedecendo a ordem do sorteio. A secretária informa que cerca de 600 sorteados ainda não apresentaram os documentos, mas a expectativa é que até sexta todos compareçam à Semur para atualizarem os dados cadastrais."

Ou seja, o povo chora que não tem onde morar, invade áreas prioritárias para fins públicos e quando tem oportunidade de realizar "o sonho da casa própria" - como dizem 10 entre 10 coleguinhas que fazem matérias sobre o tema - não comparecem para efetivar o cadastro.

As prestações variam de R$ 40 a R$ 80 mensais. Talvez seja por isso. Não é de graça.

13 de mai. de 2015

DEU NO JORNAL

Hein?

Hein? 2 A edição do título é lá deles. Quebraram a frase e jogaram no olho


Lendo o encarte especial do Alto Madeira sobre as comemorações do aniversário de 150 anos de Rondon, encontrei um artigo do professor Abinael Machado. Ele lembra ter publicado um artigo sobre o centenário da Comissão Rondon no espaço geográfico do atual estado de Rondônia no AM, na "edição de 19, 20, 21, 22, 23, 24, 26, 27 e 28 de janeiro de 2013"! Esta sim, foi A edição para um diário. Será que está no "Guiness - Livro dos Recordes"?

Nova unidade militar em Porto Velho: 17ª Companhia de Enfantaria de Selva. Não vai dar certo.

23 de abr. de 2015

DEU NO JORNAL


DESCOBERTA - Quando vi a legenda, imaginei a seguinte cena: Dona Eduarda olhava distraída a galeria de fotos dos ex-comandantes da 17ª BIS, quando se depara com o retrato do marido e diz: "Novais, olha sua foto aqui!" Aí a legenda justifica.
Se não foi assim que aconteceu, ela descerrou o quadro com a fotografia.


HEIN? - Gosto das chamadinhas do G1-RO, como este 'chapéu' "DE CAMINHÃO"...



EU PODERIA estar (...), mas estou aqui trabalhando... Rilisi da Câmara Municipal de Porto Velho exalta aquilo que acredita ser uma exceção...

18 de abr. de 2015

DICA DE INDIGNAÇÃO

Na edição de hoje do quase centenário Alto Madeira, a constatação do estado de (quase)  abandono em que se encontra o Mercado do Peixe, no Cai N'Água. Tanto esse quanto outros locais que foram atingidos pela cheia histórica de 2014, e que não foram reocupados pelos "donos originais", servem de moradia a sem tetos e/ou pequenos traficantes/usuários de drogas. Ficam ali, ninguém os incomoda, e a vida segue.

A Prefeitura abandonou um  monte de prédios públicos na mesma situação do Mercado do Peixe. Dizem que é uma Área de Proteção Permanente (APP). Então, se é assim, que façam o trabalho direito. Retirem as pessoas que vivem ali vivem e as leve para um lugar decente; coloquem os prédios abaixo e plantem árvores reconstituindo a mata ciliar, oras! (Ilustra foto do Alto Madeira, via Gente de Opinião)

Né não?

15 de abr. de 2015

QUASE CENTENÁRIO

Um abraço aos colegas que mantêm vivo o querido jornal "Alto Madeira", nessa resistência histórica e inglória. Aos proprietários, seu Euro e seu Luiz Tourinho, o meu  reconhecimento por acreditarem no projeto do jornal e na meta de atingir o centenário.
Cá para nós, ô data longe de chegar!


Sempre repito a grande escola que foi para mim ter trabalhado curtos dois anos no Alto Madeira, 1992/93. Nossa equipe era boa e produtiva, sob orientação do Paulinho Correia, do Rodrigo Bonfim e do Ivan Marrocos. Eu era da editoria de Cidade, mas circulava também na Política, quando o Lúcio Albuquerque convidava para fazer "bastidores" de algum evento, como eleição, convenção, ou entrevistas com pioneiros de Porto Velho e Rondônia.

Espero poder, também, comemorar os 100 anos do grande jornal.

13 de abr. de 2015

(NÃO) DEU NO JORNAL

O quase centenário Alto Madeira perdeu uma oportunidade de dar um banho na concorrência. Levantou um assunto legal: a presença de um camelô que instala a loja ambulante na vaga destinada a portadores de necessidades especiais, no estacionamento da agência do Banco do Brasil da avenida Presidente Dutra com rua Benjamin Constant. Até aí tudo certo.


Só que o repórter ou o informante do jornal não falou com o camelô folgado, não falou com a Semtran, não falou com a Semfaz e nem com o gerente da agência. Ouviu um outro camelô (eu ouviria os flanelinhas que trabalham ali e que estão no prejuízo) e "clientes não identificados".

Ficou meia boca (e estou quebrando o galho). Ficaram nos devendo esta.

31 de mar. de 2015

DEU NO JORNAL


PRÊMIO DE MELHOR MANCHETE - "Foragido é assassinado enquanto chupava cana na beira da BR-364".



PRÊMIO ASSUNTO RELEVANTE: "BBB não atrai atenção do telespectador portovelhense" (sic). Na página interna, o redator chegou a essa conclusão depois de ouvir TRÊS pessoas. Ou seja, fez uma pesquisa qualitativa, usando os métodos adotados por alguns institutos de pesquisas eleitorais, aqui, nas terras de Rondon.

RESPECTIVAMENTE - Neste caso, o destaque é para a narrativa da história. Começa assim: "Na madrugada desta sexta-feira, 27, dois rapazes de 18 e 19 anos, respectivamente, trafegavam num Ford Ka pela avenida Melvin Jones, (...)". Como vai se saber quem tinha 18 e qual era aquele cuja idade era 19 anos? Depois os bandidos interceptam os jovens, apontam a arma e pedem os celulares. As vítimas entregam os celulares e o carro, que no texto não diz que era alvo dos bandidos. A última parte conta que a polícia encontrou os ladrões, no mesmo bar onde assaltaram, completamente bêbados, mas não ficamos sabendo se os caras beberam antes ou depois do assalto. Fiquei curioso...


SUCUPIRA - Jornalista é condenado no Rio Grande do Norte, por comparar o prefeito de Mossoró ao prefeito fictício Odorico Paraguassu. O prefeito "ofendido" distribuía caixões de defunto com o timbre da prefeitura para os necessitados. O MP pediu a condenação e a Justiça atendeu. Na minha opinião, quem deveria ter processado a imprensa 'marronzista' seria o espólio do escritor Dias Gomes, por comparar a personagem que ele criou com esse prefeito "casuístista juramentado". (Ilustra SoldeCarajás.Blogspot)




24 de mar. de 2015

DEU NO JORNAL


ESCOLINHA DO PROFESSOR CONFÚCIO - Em entrevista ao jornal Alto Madeira, edição de domingo/segunda, o vice governador Daniel Pereira diz que a participação dele em quase todas as ações de interesse do Governo é em observação às orientações do governador, e não demonstrando, já, futuras pretensões de sucessão. "O futuro a Deus pertence" é uma frase atribuída a ele nesta reportagem. Então, Daniel está mais para a Dona Bela, personagem da Escolinha do Professor Raimundo, "que não pensa... naquilo".

HEIN? - Como assim?


OUTRA - Roubou ou foi roubado?

É MODA? - Em Rolim de Moura falta até papel higiênico nos Postos de Saúde, além de outros materiais de limpeza e de expediente. A explicação é tão "porca" quanto a situação: Não sabem a quantidade do produto que será usado por dia, pois o "fluxo de pessoas varia muito". 

20 de mar. de 2015

DEU NO JORNAL


RASCUNHO - Gostei na criatividade do título: "Ouro Preto - Por falta de papel higiênico, funcionários da prefeitura usam rascunho".

DECAPITADA - Esta veio do Mato Grosso, mas teve a adesão imediata da Imprensa caripuna:

(Edição JCarlos)

VERBA - Discussão em Vilhena entre presidente da Câmara e prefeito. O assunto oficial é o remanejamento da previsão orçamentária. O prefeito estaria pleiteando autorização dos vereadores para alterar a aplicação dos recursos do Município como bem entender. O presidente da Câmara entende que essa "licença"  seria usada para liberar os pagamentos de mídia publicitária a 30 veículos de comunicação. A propósito, Vilhena tem menos de 90 mil (bem informados) habitantes.

PLACA ERRADA - G1-RO ilustrou a chamada da matéria sobre o imbróglio  do Detran com as fábricas de placas de veículos, com a foto de placa de sinalização de ruas.

(Reprodução JCarlos)

QUE SETA É ESSA? - Alto Madeira, com quase 100 anos, se renova e lança (sem trocadilhos) um novo recurso de diagramação. Esse negócio de legenda é coisa do passado...

(Foto JCarlos)

11 de mar. de 2015

24 de fev. de 2015

DEU NO JORNAL

Ao ler a nota "PM cobra retorno de policiais da guarda de Hermínio", publicada na edição de hoje do Alto Madeira, com chamada de capa ("PM quer de volta a guarda pessoal de Hermínio"), fiz uma associação mental - não pergunte por quê - com as Legiões Romanas.

Fui remetido à época de Cláudio,  Otávio, Calígula e outros imperadores. Eles tinham a "Guarda Pretoriana", que era encarregada de sua proteção pessoal. Acho que não "viajei" muito. (Ilustra Asterix-Obelix.Nl)

23 de fev. de 2015

CAUSA E EFEITO

Quando vi a charge, entendi o que estava acontecendo. No desenho as "caixas" parecem fazer xixi, que é um líquido altamente corrosivo...
(Ilustra Gente de Opinião)

13 de fev. de 2015

FRASE

"A questão é o Real, essa absurda e fictícia unidade monetária que nos ilude e espanta os estrangeiros". Quem escreveu isso não é nenhum jornalista filiado ao "Partido da Imprensa Golpista - PIG", nem algum economista ultra-ortodoxo, mas o escritor Lima Barreto. A frase, atualíssima, faz parte da crônica "Variações", de 1922 e está no livro "Crônicas Escolhidas", editado pela Ática/1995, que tive a ousadia de resenhar para o jornal Alto Madeira (02/06/89).

4 de fev. de 2015

MATANDO SAUDADES

Há muito tempo eu não lia um jornal impresso da primeira à última página. Ontem, a Mar trouxe um exemplar do Alto Madeira e eu o devorei ávidamente, a partir da manchete irônica, que tem impressão digital (indelével) do Lúcio Albuquerque.


Foi um prazer ler artigos, um sobre o pintor Pedro Américo e o possível plágio em sua obra "O Grito do Ipiranga" e outro do Montezuma Cruz, falando do Vale do Guaporé. Uma deliciosa crônica do dr. Paulo Saldanha, outra do Luiz Albuquerque; a coluna "AM na Rua", da qual já fui um dos redatores ou as informações econômicas do Sílvio Persivo, em sua "Teia Digital".

Algumas coisas não mudam e devem chegar à edição comemorativa do centenário, daqui a dois anos: o anúncio do restaurante "Assados na 'Braza' do Gordurinha" ou a fornecedora de acompanhantes "Toca das Tigresas", que atende em motéis, hotéis, residências e outros. Fiquei pensando que "outros" ambientes são estes próprios para assuntos íntimos.

Bom, matei a saudade. Ficou um gostinho de "quero mais"...

29 de jan. de 2015

O REPÓRTER E O BISPO

Quando li a notícia sobre a morte de D. José, voltei no tempo.

No início dos anos 1990, centenas de menores viviam nas ruas de Porto Velho, furtando, roubando ou simplesmente andando de um lado para outro em busca de comida e de um lugar para dormir. Praticamente sob toda marquise havia três, quatro meninos dormindo em caixas de papelão. A praça Getúlio Vargas era o local de encontro deles, não sei o motivo (um foi morto nos porões do Palácio Presidente Vargas, mas aí é outra história).

Paulinho Correia, editor de "Cidade" do Alto Madeira, preparou então pauta para uma "ampla reportagem", como dizem hoje. Eu fui encarregado por esta matéria especial, que previa ouvir Dom João Batista Costa, que estava bem velhinho e morava em um apartamento no Colégio Dom Bosco. Para falar com ele precisava da autorização do Dom José. Fui bater à porta do Arcebispado, que funcionava na rua Gonçalves Dias, no antigo "Seminário Maior São José".

Pelo interfone me identifiquei e, pouco depois, abre a porta um furioso bispo, que mal ouviu o que eu queria dizer. Foi logo falando: "Dom João está isolado e não sabe de nada que acontece aqui!
- O senhor pode falar, então, sobre esse assunto?
- Vocês [jornalistas] pensam o quê? Por que eu sou bispo, tenho que estar à disposição de vocês, a hora que quiserem? Eu tenho agenda a cumprir. Eu sou um homem público, como o governador e o prefeito. Para falar com eles, não é preciso marcar audiência?"  E bateu a porta na minha cara.

Juro por Deus, naquele dia os alicerces da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana sofreram um baque dentro de mim. Cumpri o restante da pauta e narrei este episódio no meu relatório ao editor.

Poucos dias depois, Dom José convocou uma entrevista coletiva - destas que acontecem até hoje -, avisando uma hora antes. O Paulinho Correia fez questão de ir só para dizer ao Dom José que os veículos de comunicação têm agendas, não é só ligar para a redação e chamar para uma entrevista...
Ele entendeu o recado.

11 de abr. de 2014

CTRL C + CTRL V

Vi a matéria ontem e chamou atenção a grafia da hora do "sinistro". Fiquei esperando e não deu outra, repetiram a bobagem: "16 horas da tarde". Não tem comentário. (Foto JCarlos)

25 de out. de 2013

APELAÇÃO

Foi a Mar que me alertou. O Alto Madeira publicou a foto de um suicida, na capa, com destaque. Vocês não precisam disso.

10 de set. de 2013

NOSSA EQUIPE NO VELHO ALTO MADEIRA

Redação do Alto Madeira, em um ano entre 1991 e 1993. A partir da esquerda Zézinho, Ivan Marrocos, Ciro Pinheiro, Juliano (motorista), Alice Thomaz, seu Cruz, Áureo, Nilton Salina, Willian Jorge, Carlos Neves e José Carlos Sá
Não estão na foto: João Tavares, Lúcio Albuquerque, Rodrigo Bonfim, Jota Gomes e o Paulo Correia.´Obrigado, Lúcio Albuquerque por esta recordação de uma equipe tão legal. (Foto Juanito/Acervo AM)

25 de jan. de 2013

PESAR

Lamento o falecimento do jornalista Sued Pinheiro. Apesar das nossa divergências de opinião, eu admirava a criatividade dele e, especialmente, a vontade em manter funcionando o jornal Alto Madeira.