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18 de jan. de 2015

UÉ, CAIU?

Foi com surpresa e até pasmo que li no G1-RO a notícia de que o mini enrocamento que a Prefeitura fez para conter o desbarrancamento na praça Madeira-Mamoré, foi levado, em parte, pelas águas das chuvas que caíram sobre a cidade nos últimos dias.

A minha surpresa é porque técnicos da Prefeitura, em passado recente, chamavam a Imprensa para mostrar que o enrocamento feito pelasuzina de Santo Antônio, na margem direita do rio Madeira - da barragem até o Cai N'Água - estava desbarrancando. Na época foi explicado que aquele fato já era esperado, pois as pedras foram colocadas durante o período da cheia e que haveria um reforço quando o rio baixasse.

A mesma explicação é dada agora, pela Prefeitura. No entanto, onde foi feita a contenção, a origem do problema não é a cheia ou vazante do rio, mas a água pluvial que escorre da parte alta do centro da cidade, em busca de escoar no Madeira, sem que nenhuma canaleta guie a enxurrada. É a mesma situação que aconteceu no Café Madeira e no Mirante III. Mas a culpa continua sendo dasuzina! Porque não?

11 de nov. de 2014

TOMA QUE O FILHO É TEU!

A centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, como muitos idosos, se vê agora, depois de criados os filhos e netos, abandonada à própria sorte. "É o lema!", diria o jovem filósofo (quase) beradero JP.

A nota distribuída pela assessoria do superintendente de Turismo Júlio Olivar, sugerindo que a Prefeitura de Porto Velho devolva para a União a gestão da velha ferrovia, ainda não foi respondida pelos "interessados".

Entendo que nem a Prefeitura, nem o Estado, nem a União têm recursos ou vontade para fazer alguma coisa pela restauração da ferrovia. O Iphan colocou como compromisso condicionante à liberação das Licenças de Operação para asuzina de Santo Antônio e Jirau , que providenciassem a volta à circulação dos trens nas áreas de influência das hidrelétricas (Porto Velho e Guajará-Mirim, respectivamente), mas  no caso de Porto Velho, nem o ex-prefeito Roberto Sobrinho, nem o atual, Mauro Nazif, retiraram as pessoas que moram literalmente sobre os trilhos, como já mostrei aqui.

A União é outro ser que não dá conta de seus "filhos". O exemplo mais pronto e acabado é a Funai, que deveria cuidar de seres humanos e não consegue se manter, enquanto instituição. Sobre o Iphan não vou nem comentar.

Caso uma entidade privada - como o SESC, por exemplo - administrasse trechos da ferrovia para fins turísticos e cobrasse pelo serviço, seria outra grita, mesmo que o permissionário mantivesse tudo limpo, respeitando a arquitetura original e com a competente vigilância, iniciativas que os "entes" públicos NUNCA tiveram a capacidade de fazer.

Devo reconhecer que a iniciativa do Júlio Olivar, se não vai resolver o problema, pelo menos vai esgravatar a ferida. (Charge Bertolete/Amazon Art/Gente de Opinião)

23 de jul. de 2014

SUGESTÃO DE LEITURA

Há alguns dias li um texto da jornalista Natália Cancian, do blog da Folha de S. Paulo. A história já é conhecida de quem mora em Porto Velho. Locomotivas, vagões e outras peças estão se deteriorando, já que o galpão em que estão depositadas tem goteiras, que vão, aos poucos, destruindo os trens centenários.
O personagem é outro, mas qualquer semelhança com a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, é uma mera falta de responsabilidade e respeito com o patrimônio histórico.
Leia a matéria aqui. (Foto reprodução Moacyr Lopes Junior/Folhapress)

13 de mai. de 2013

CORES DO DESCASO

Para jornalista, imagem 'show' não significa (apenas) uma paisagem fantástica, cheia de vida. Cores do descaso chamam muito a atenção.
E, claro, com a ~épica~ Estrada de Ferro Madeira-Mamoré aos cacarecos, boas imagens, apesar de lamentáveis, não faltam. Esta peça ao lado faz parte do cemitério de locomotivas, em Porto Velho. Sempre me impressiono com o descaso.
Ainda não conhece? Siga o trilho da MM, uns três quilômetros, a partir do Cai n'Água. Fica próximo ao Cemitério da Candelária. Aproveite para dar uma olhada. Não há relatos sobre a ~aparição~ de fantasmas no local. (Foto: Marcela Ximenes)

23 de jul. de 2012

MADEIRA-MAMORÉ NA GRANDE IMPRENSA

O jornal Valor Econômico publicou hoje "ampla reportagem" sobre a restauração de dois trechos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho e Guajará-Mirim. A matéria é assinada pelo jornalista André Adeodato, com fotos do André Pessoa.
Lei matéria via o Portal Amazônia.Org.