Foi com surpresa e até pasmo que li no G1-RO a notícia de que o mini enrocamento que a Prefeitura fez para conter o desbarrancamento na praça Madeira-Mamoré, foi levado, em parte, pelas águas das chuvas que caíram sobre a cidade nos últimos dias.
A minha surpresa é porque técnicos da Prefeitura, em passado recente, chamavam a Imprensa para mostrar que o enrocamento feito pelasuzina de Santo Antônio, na margem direita do rio Madeira - da barragem até o Cai N'Água - estava desbarrancando. Na época foi explicado que aquele fato já era esperado, pois as pedras foram colocadas durante o período da cheia e que haveria um reforço quando o rio baixasse.
A mesma explicação é dada agora, pela Prefeitura. No entanto, onde foi feita a contenção, a origem do problema não é a cheia ou vazante do rio, mas a água pluvial que escorre da parte alta do centro da cidade, em busca de escoar no Madeira, sem que nenhuma canaleta guie a enxurrada. É a mesma situação que aconteceu no Café Madeira e no Mirante III. Mas a culpa continua sendo dasuzina! Porque não?
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18 de jan. de 2015
11 de nov. de 2014
TOMA QUE O FILHO É TEU!
A centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, como muitos idosos, se vê agora, depois de criados os filhos e netos, abandonada à própria sorte. "É o lema!", diria o jovem filósofo (quase) beradero JP.
A nota distribuída pela assessoria do superintendente de Turismo Júlio Olivar, sugerindo que a Prefeitura de Porto Velho devolva para a União a gestão da velha ferrovia, ainda não foi respondida pelos "interessados".
Entendo que nem a Prefeitura, nem o Estado, nem a União têm recursos ou vontade para fazer alguma coisa pela restauração da ferrovia. O Iphan colocou como compromisso condicionante à liberação das Licenças de Operação para asuzina de Santo Antônio e Jirau , que providenciassem a volta à circulação dos trens nas áreas de influência das hidrelétricas (Porto Velho e Guajará-Mirim, respectivamente), mas no caso de Porto Velho, nem o ex-prefeito Roberto Sobrinho, nem o atual, Mauro Nazif, retiraram as pessoas que moram literalmente sobre os trilhos, como já mostrei aqui.
A União é outro ser que não dá conta de seus "filhos". O exemplo mais pronto e acabado é a Funai, que deveria cuidar de seres humanos e não consegue se manter, enquanto instituição. Sobre o Iphan não vou nem comentar.
Caso uma entidade privada - como o SESC, por exemplo - administrasse trechos da ferrovia para fins turísticos e cobrasse pelo serviço, seria outra grita, mesmo que o permissionário mantivesse tudo limpo, respeitando a arquitetura original e com a competente vigilância, iniciativas que os "entes" públicos NUNCA tiveram a capacidade de fazer.
Devo reconhecer que a iniciativa do Júlio Olivar, se não vai resolver o problema, pelo menos vai esgravatar a ferida. (Charge Bertolete/Amazon Art/Gente de Opinião)
A nota distribuída pela assessoria do superintendente de Turismo Júlio Olivar, sugerindo que a Prefeitura de Porto Velho devolva para a União a gestão da velha ferrovia, ainda não foi respondida pelos "interessados".
Entendo que nem a Prefeitura, nem o Estado, nem a União têm recursos ou vontade para fazer alguma coisa pela restauração da ferrovia. O Iphan colocou como compromisso condicionante à liberação das Licenças de Operação para asuzina de Santo Antônio e Jirau , que providenciassem a volta à circulação dos trens nas áreas de influência das hidrelétricas (Porto Velho e Guajará-Mirim, respectivamente), mas no caso de Porto Velho, nem o ex-prefeito Roberto Sobrinho, nem o atual, Mauro Nazif, retiraram as pessoas que moram literalmente sobre os trilhos, como já mostrei aqui.
A União é outro ser que não dá conta de seus "filhos". O exemplo mais pronto e acabado é a Funai, que deveria cuidar de seres humanos e não consegue se manter, enquanto instituição. Sobre o Iphan não vou nem comentar.
Caso uma entidade privada - como o SESC, por exemplo - administrasse trechos da ferrovia para fins turísticos e cobrasse pelo serviço, seria outra grita, mesmo que o permissionário mantivesse tudo limpo, respeitando a arquitetura original e com a competente vigilância, iniciativas que os "entes" públicos NUNCA tiveram a capacidade de fazer.
Devo reconhecer que a iniciativa do Júlio Olivar, se não vai resolver o problema, pelo menos vai esgravatar a ferida. (Charge Bertolete/Amazon Art/Gente de Opinião)
23 de jul. de 2014
SUGESTÃO DE LEITURA
Há alguns dias li um texto da jornalista Natália Cancian, do blog da Folha de S. Paulo. A história já é conhecida de quem mora em Porto Velho. Locomotivas, vagões e outras peças estão se deteriorando, já que o galpão em que estão depositadas tem goteiras, que vão, aos poucos, destruindo os trens centenários.
O personagem é outro, mas qualquer semelhança com a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, é uma mera falta de responsabilidade e respeito com o patrimônio histórico.
Leia a matéria aqui. (Foto reprodução Moacyr Lopes Junior/Folhapress)
5 de abr. de 2014
(QUASE) SEM LEGENDA
Correia, Cléris e a sombrinha guarda-chuva da Penélope Charmosa. Olhem a cara do "Marechal"
(Foto Cledson Paiva)
13 de mai. de 2013
CORES DO DESCASO
Para jornalista, imagem 'show' não significa (apenas) uma paisagem fantástica, cheia de vida. Cores do descaso chamam muito a atenção.
E, claro, com a ~épica~ Estrada de Ferro Madeira-Mamoré aos cacarecos, boas imagens, apesar de lamentáveis, não faltam. Esta peça ao lado faz parte do cemitério de locomotivas, em Porto Velho. Sempre me impressiono com o descaso.
Ainda não conhece? Siga o trilho da MM, uns três quilômetros, a partir do Cai n'Água. Fica próximo ao Cemitério da Candelária. Aproveite para dar uma olhada. Não há relatos sobre a ~aparição~ de fantasmas no local. (Foto: Marcela Ximenes)
E, claro, com a ~épica~ Estrada de Ferro Madeira-Mamoré aos cacarecos, boas imagens, apesar de lamentáveis, não faltam. Esta peça ao lado faz parte do cemitério de locomotivas, em Porto Velho. Sempre me impressiono com o descaso.
Ainda não conhece? Siga o trilho da MM, uns três quilômetros, a partir do Cai n'Água. Fica próximo ao Cemitério da Candelária. Aproveite para dar uma olhada. Não há relatos sobre a ~aparição~ de fantasmas no local. (Foto: Marcela Ximenes)
23 de jul. de 2012
MADEIRA-MAMORÉ NA GRANDE IMPRENSA
O jornal Valor Econômico publicou hoje "ampla reportagem" sobre a restauração de dois trechos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho e Guajará-Mirim. A matéria é assinada pelo jornalista André Adeodato, com fotos do André Pessoa.
Lei matéria via o Portal Amazônia.Org.
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