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17 de mar. de 2015

MILAGRE DE RONDON

Só a memória do Marechal Cândido Mariano Rondon foi capaz de desenterrar a caveira de burro que atrapalhava o uso do Centro Cultural Indígena, elefante branco que foi mandado construir pelo Iphan na área próxima à capela de Santo Antônio. Os prédios estão prontos há mais de três anos, mas a Prefeitura, que administraria o local, não previu no orçamento os recursos para gerenciar o complexo turístico. No último orçamento da administração Roberto Sobrinho, nem no primeiro do Mauro Nazif.

Por ser um terreno "federal", da área de domínio da finada Estrada de Ferro Maneira-Mamoré, a Superintendência do Patrimônio da União exigiu o cumprimento da legislação e a Prefeitura não conseguiu atender os pré requisitos. O Estado "ameaçou" querer gerenciar o local, mas não foi além da intenção.

(Foto JCarlos/2013)

Agora a história mudou. A partir da ideia divulgada pelo general André Novaes, comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, de instalar aqui um Centro de Memória em homenagem ao Marechal Rondon, os interessados se aglutinaram.

Encontrei o Antônio Roberto dos Santos Ferreira, superintendente do Patrimônio da União, todo animado. "Agora vai", disse ele. O Centro Cultural será repassado à Unir, que cederá um espaço para a exposição sobre a vida do Marechal Rondon. A Unir também desenvolverá atividades de campo ligados à arqueologia e à religiosidade.

Fiz a sugestão que os documentos de cessão sejam assinados dia 5 de maio, data comemorativa de 150 anos do nascimento do Marechal Cândido Mariano Rondon e Dia Nacional das Comunicações, por isso mesmo.


11 de nov. de 2014

TOMA QUE O FILHO É TEU!

A centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, como muitos idosos, se vê agora, depois de criados os filhos e netos, abandonada à própria sorte. "É o lema!", diria o jovem filósofo (quase) beradero JP.

A nota distribuída pela assessoria do superintendente de Turismo Júlio Olivar, sugerindo que a Prefeitura de Porto Velho devolva para a União a gestão da velha ferrovia, ainda não foi respondida pelos "interessados".

Entendo que nem a Prefeitura, nem o Estado, nem a União têm recursos ou vontade para fazer alguma coisa pela restauração da ferrovia. O Iphan colocou como compromisso condicionante à liberação das Licenças de Operação para asuzina de Santo Antônio e Jirau , que providenciassem a volta à circulação dos trens nas áreas de influência das hidrelétricas (Porto Velho e Guajará-Mirim, respectivamente), mas  no caso de Porto Velho, nem o ex-prefeito Roberto Sobrinho, nem o atual, Mauro Nazif, retiraram as pessoas que moram literalmente sobre os trilhos, como já mostrei aqui.

A União é outro ser que não dá conta de seus "filhos". O exemplo mais pronto e acabado é a Funai, que deveria cuidar de seres humanos e não consegue se manter, enquanto instituição. Sobre o Iphan não vou nem comentar.

Caso uma entidade privada - como o SESC, por exemplo - administrasse trechos da ferrovia para fins turísticos e cobrasse pelo serviço, seria outra grita, mesmo que o permissionário mantivesse tudo limpo, respeitando a arquitetura original e com a competente vigilância, iniciativas que os "entes" públicos NUNCA tiveram a capacidade de fazer.

Devo reconhecer que a iniciativa do Júlio Olivar, se não vai resolver o problema, pelo menos vai esgravatar a ferida. (Charge Bertolete/Amazon Art/Gente de Opinião)

31 de jul. de 2013

UM RONDON ESQUECIDO

A locomotiva Marechal Rondon (ainda não encontrei o histórico dela) deverá ter melhores dias em futuro próximo. Estacionada ao lado da rotunda, assiste à recuperação do seu entorno. As obras no virador, rotunda e oficina ficam prontas em 60 dias, quando haverá uma destinação melhor ao local. Com a reativação de um trecho de 7 quilômetros até Santo Antônio, a manutenção das locomotivas deverá ser feita na rotunda.
Espero que a Marechal Rondon também seja lembrada pelo Iphan. (Fotos JCarlos)

4 de jun. de 2010

TIRO PELA CULATRA

Leio no Gente de Opinião que um diplomata, na verdade um cônsul honorário, terá que devolver acervo documental sobre a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré por determinação do Iphan. O irônico é que o norte-americano veio a Porto Velho participar de um evento promovido pela Associação dos Amigos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, os auto-proclamados fiscais da preservação dos bens da centenária ferrovia.