10 de mar de 2015

NÃO ENTENDI

Leio no saite O Observador matéria, cuja origem não sei se é do Senado ou da assessoria, com a proposta do senador Valdir Raupp de criar um mecanismo para dificultar a adulteração das armas de fogo. Hoje há um comércio de furto e roubo de armas, que depois são revendidas ou alugadas para bandidos cometerem crimes.

Achei a ideia muito boa. Os fabricantes colocariam um chip no interior dos revólveres, pistolas, fuzis, o que fosse, contendo informações sobre a arma, a que órgão público pertence - se forças policiais, militares ou assemelhados -, além dos dados do atual proprietários e dos anteriores

Até aí tudo bem. No momento do texto (e sonora) em que o senador diz onde deve ser feita a gravação e não a chipagem, tudo se enrola: "Se a numeração for por dentro do cano, então seria uma coisa importante, porque além de dificultar que essa numeração seja raspada, perderia completamente a eficácia da arma."

À direita, raias no interior do cano de um revólver
(Fotos Sigivilares e Egy Hunters)

Como, cara-pálida, se pode gravar números no interior do cano de uma arma? E depois, como conferir? Com as minhas leituras em livros e artigos de literaturas policiais e de guerra, sei que o interior (alma) do cano  de uma arma tem ranhuras (raias) que dão direção ao projétil. As espingardas "cartucheiras" não precisam, pois espalham os chumbos para todos os lados. Para tiro de precisão, as rais são imprescindíveis.

O senador acertou no geral e errou o alvo no detalhe.

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