27 de mar de 2012

PESAR

Lamento a morte do radialista Ivan Gonzaga, ocorrida domingo. Era daquelas figuras que dominavam o ouvinte com a sua voz possante e com os conteúdos sentimentais dos textos que lia, antes de oferecer uma música para alguém. Tive pouca convivência com ele. Sempre que convidado, eu acompanhava a "marcha das eleições" na Rádio Caiari e fazia companhia ao Beni Andrade e ao Everton Leoni, que do estúdio comandavam (agora chama-se ancorar) os repórteres que estavam nas sessões eleitorais, nos locais de apuração ou no "cadeião", ouvindo, por dias, como fundo musical a introdução do hino Céus de Rondônia.
Numa destas ocasiões fui apresentado ao Ivan Gonzaga, "o filho da dona Júlia". Conversamos muito e alguém pediu para que ele me contasse a sua mais recente aventura. Foi mais ou menos assim:
"Eu moro numa estância, aqui perto. Os apartamentos são pequenos e muito juntos um dos outros. Aí eu estava me arrumando para vir para a rádio e, ao olhar no espelho não resisti. Comecei falar em voz alta:
- Você é lindo! Você é o homem da minha vida! Estou apaixonado por você!
Apaguei a luz e saí do apartamento. Dois vizinhos observavam-me com curiosidade. Disse boa noite e, antes que respondessem, completei: E eu sou é homem!"

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